quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Filosofia e perus de natal

Como estamos na época de Natal deixo aqui o link para dois textos sobre filosofia e natal. O primeiro aborda a questão se é moralmente aceitável mentir sobre o pai natal. O segundo trata de um pequeno livro, que mais não é do que uma excelente introdução à filosofia, cujo tema inspirador é o natal. 


sábado, 15 de dezembro de 2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Manual 2.0 de Filosofia


O manual escolar 2.0 é um trabalho da Sebenta Editora, Grupo Leya. Sou co-autor desse manual onde vou publicando, com a chancela do meu editor, textos sobre filosofia e ensino. Sou co-autor com os meus colegas de equipa Domingos Faria e Fernando Janeiro. Podem visitar AQUI

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dicas para estudar para o teste de Filosofia da Acção


Para o segundo teste temos a filosofia da acção. Numa primeira abordagem procuramos compreender o conceito de acção, distinguindo-a dos acontecimentos que não envolvem agentes (todas as acções são acontecimentos que envolvam agentes, mas nem todos os acontecimentos que envolvam agentes são acções). Ao mesmo tempo distinguimos acções intencionais e não intencionais e vimos que um acontecimento é uma acção se for possível pelo menos uma descrição verdadeira.
Uma descrição verdadeira é aquela que pode descrever pelo menos uma crença e um desejo do agente para agir.

E é essa crença e desejo que explicam o Motivo da acção. Seguidamente analisamos uma teoria explicativa do motivo, que é o egoísmo psicológico. Uma das críticas principais ao egoísmo é que o prazer que retiramos de uma acção não pode, segundo os críticos do egoísmo psicológico, ser causa, mas consequência da acção.

Uma vez terminado este primeiro tópico, começamos a discutir um dos principais problemas da filosofia da acção, o de saber se a nossa vontade para agir é livre ou se é determinada. Para tal estudámos o que significa determinismo, distinguindo-o do fatalismo. Compreendemos o alcance do determinismo explicando a causalidade e recorrendo às ciências como a física ou a biologia. Avaliamos o determinismo como uma teoria verdadeira. Mas ao mesmo tempo também apurámos que a nossa intuição é muito forte ao indicar-nos que somos livres de escolher como agir. Encontramos assim o problema do livre arbítrio: se somos livres ao agirmos, de onde vem essa liberdade, pois o determinismo parece indicar que tudo no universo é determinado. Ora, se assim é, as nossas acções também são determinadas e, logo, o determinismo não passa de uma ilusão.

Parte das nossas aulas foram de discussão deste problema. Pelo meio tivemos de resolver alguns outros problemas paralelos, como aquele que apareceu no 10º14, sobre o relativismo da verdade. Nessa aula tentei dar-vos pistas para compreenderem a inconsistência na defesa de uma tese como “a verdade é relativa”, raciocinando que se assim é, 1) pelo menos esta mesma verdade não pode ser relativa e que 2) se a verdade é relativa alguém pode sempre defender que a verdade não é relativa, aproveitando-se da verdade que indica ser a verdade relativa. Confusos? Calma.

Para tentar responder ao problema do livre arbítrio começamos por fazer o mapa do problema:

Ou o livre arbítrio existe e o determinismo é falso
Ou o determinismo existe e o livre arbítrio é uma ilusão
Ou é impossível resolver o problema

Se negamos a existência do livre arbítrio, então apoiamos a tese do determinismo radical. Se negamos o determinismo radical, defendemos a tese do libertismo. Estas teses são incompatibilistas. Mas houve quem sugerisse – e muito bem – que podemos ao mesmo tempo defender o livre arbítrio e o determinismo numa tese compatibilista a que chamamos de determinismo moderado.

Para todas estas teses apresentamos algumas objecções e tentamos inventar outras, umas que funcionaram e outras que ficaram abandonadas pelo caminho já que pouco ajudavam a resolver o nosso problema.
Finalmente analisamos brevemente a posição que defende que não há uma resposta minimamente plausível ao problema.

Agora, toca a rematar todas estas questões, pensar bem nos problemas e analisar bem o problema, as teorias e os argumentos, pois o teste sobre este problema está a chegar.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Philosophy day


Determinado pela UNESCO comemora-se amanhã o dia mundial da filosofia. Na escola Jaime Moniz o dia assinala-se com uma breve exposição de alguns depoimentos de alunos em forma de cartaz. Fica aqui um pequeno registo como lembrança. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Exemplo de aula de filosofia


Não existem muitos exemplos gravados de aulas de filosofia. O trabalho do Tomás Magalhães (o professor do vídeo) é, assim, um caso algo isolado. Podes ver um pouco deste vídeo e tentar perceber o que é que esta aula tem de parecido ou diferente com as aulas que estás a ter este ano pela primeira vez de filosofia.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Negar proposições Universais e particulares


Estas proposições podem ser classificadas quanto à sua quantidade (ou são particulares ou universais) e quanto à sua qualidade (são afirmativas ou negativas), tal como no exemplo a seguir:

Universal Afirmativa: Todos os alunos são inteligentes
Universal Negativa: Nenhum aluno é inteligente
Particular Afirmativa: Alguns alunos são inteligentes
Particular Negativa: Alguns alunos não são inteligentes

Lembra-te da regra da negação de proposições. A negação inverte o valor de verdade da proposição que queremos negar. Assim, se uma proposição é universal afirmativa a sua negação é uma particular negativa.
Repara: se temos uma universal afirmativa como a indicada acima “Todos os alunos são inteligentes” a sua negação não pode ser uma universal negativa como “Nenhum aluno é inteligente”, isto por uma razão muito simples: podem ser – e são – ambas falsas. Assim, a negação de “Todos os alunos são inteligentes” é “alguns alunos não são inteligentes” pois não podem ser ambas nem verdadeiras nem falsas. A verdade de uma implica a falsidade da outra e vice-versa.
Ficas aqui com o quadrado de negação de proposições para que compreendas melhor como se processam as negações de proposições universais e particulares. 


Negação de conjunções e disjunções


A negação de uma proposição composta de duas proposições simples unida pela conjunção “e” faz-se negando cada uma das partes da proposição e substituindo o “e” pelo “ou”.
A negação de uma proposição composta de duas proposições simples unidas pela disjunção “ou”, faz-se, negando cada uma das partes da proposição e substituindo o “ou” pelo “e”.

Assim, se pretendemos negar a proposição:

“O Luís é do Benfica e a Anabela do Sporting”

Negada fica:

“O Luís não é do Benfica ou a Anabela não é do Sporting”

Se tivermos a proposição:

“O Luís é do Benfica ou a Anabela é do Sporting”

A sua negação é:

“O Luís não é do Benfica e a Anabela não é do Sporting”

O método das tabelas de verdade permite-nos verificar como funcionam todas as negações, mas não faz parte do programa do 10º ano ensinar pelas tabelas de verdade. Para já interessa que fiques com uma pequena ideia que funcione e que mostre como se negam proposições. Não esqueças que negar proposições é importante como forma de refutar argumentos, apesar de nem sempre precisarmos de negar proposições para refutar argumentos. 

Negação de proposições condicionais


Hoje na aula do 10º30, inicialmente apareceram algumas confusões sobre a negação de proposições condicionais. Mas a confusão apareceu pois alguns alunos da turma pensavam que a negação deveria incidir sobre cada proposição simples. Acontece que uma proposição condicional é composta, isto é, resulta da junção de duas proposições simples. Mas vamos pegar num pequeno exemplo que clarifique todas as dúvidas:

Temos duas proposições:

Proposição P: Está sol”
Proposição Q: “Vou à praia”

Se juntarmos P e Q através de uma condição obtemos qualquer coisa como:
“Se estiver sol então vou à praia. (Se P então Q”)

A confusão que surgiu é que alguns alunos sugeriam que a negação seria:
“Se não fizer sol, então não vou à praia. (Senão P então não Q)”

Mas esta não é a negação correcta. Vamos ver por que razão:
A negação de uma proposição dá origem a outra proposição diferente. Se a proposição a negar for Verdadeira, a proposição negada tem de ser falsa. E se a proposição a negar for falsa, a proposição negada tem de ser verdadeira. Isto é, a negação de uma proposição inverte o seu valor de verdade.
Negar uma proposição simples é um processo relativamente fácil. Se quisermos negar a proposição: “Está sol”, basta acrescentar um “não” e ficará “Não está sol”. Ora, se a proposição “Está sol” for verdadeira, a proposição “Não está sol” tem de ser falsa e vice-versa.
Acontece que a proposição que queremos negar é uma proposição composta de duas proposições simples e expressa numa condicional. Ora uma condicional implica que uma verdade não pode implicar uma falsidade, ainda que uma falsidade possa implicar, quer a verdade, quer a falsidade. Em resumo, a condicional só é falsa se a proposição simples que antecede a condicional for verdadeira e a que a sucede for falsa. Mas para já isto nem interessa assim tanto saber. O que temos de compreender é que não queremos negar cada uma das proposições simples que compõem a condicional, mas queremos negar a própria condição expressa pela condicional. Assim, se a condicional do nosso exemplo, for verdadeira a sua negação terá de ser falsa e se for falsa, a sua negação terá de ser verdadeira.
Se negarmos a condicional “Se estiver sol então vou à praia.” por “Se não fizer sol, então não vou à praia”, estamos a negar erradamente, pois não podemos negar uma condicional com outra condicional. Repare-se: pode ser verdade que se fizer sol eu vou à praia. Mas também pode ser verdade que se se não fizer sol eu não vou à praia. Ou seja, as condicionais podem ser ambas verdadeiras. Logo, não estamos a negar a condicional.
Um dos modos de negar uma condição expressa numa condicional é fazendo uma conjunção. Assim, a negação da condição expressa pela proposição: “Se estiver sol então vou à praia” terá de desfazer essa condição, negando-a. Ficará:

Está sol, mas não vou à praia

Como se vê, na negação da condicional, a condição desaparece. E não pode ser verdade que “se estiver sol eu vou à praia” e também verdade que “está sol e não vou à praia”. A verdade de uma implica a falsidade da outra.
Espero ter clarificado como se faz a negação de uma condicional. Podes ver melhor como se negam condicionais lendo este pequeno texto neste blogue de filosofia: CLICA AQUI.

sábado, 13 de outubro de 2012

Aula Questionário


Aula Questionário

Para terminar esta primeira parte da disciplina de filosofia, ainda falta estudar dois pontos: negação e refutação de proposições. Para debater com as ferramentas certas problemas da filosofia terás de dominar razoavelmente estes dois aspectos. Nas aulas desta semana vou ensinar a negar e refutar proposições. Nem sempre é fácil, mas a experiência diz-me que com algum treino qualquer aluno consegue compreender como se fazem tais tarefas.

Após isso vamos ainda testar mais 2 ou 3 exemplos de argumentos para compreenderes ainda melhor a importância da validade como uma condição necessária (mas não suficiente) da boa argumentação.

Finalmente vamos responder a esta aula questionário. Se quiseres adiantar trabalho para a semana, aproveita e, em uma hora apenas, tenta responder às questões que se seguem. Neste momento qualquer estudante de filosofia tem de saber responder a este questionário pois o teste incidirá sobre estas matérias.

Depois deste passo inicial estamos em condições de discutir com os filósofos os vários problemas que são propostos no programa. O primeiro problema a debater será o da liberdade e determinismo na acção humana. Mas isso veremos após o teste.

Bom estudo!

Tema: O que é a filosofia; As ferramentas da filosofia

Parte i
1.      Apresenta duas razões pelas quais é difícil dar uma definição explícita de filosofia?
2.      Por que razão clarificar conceitos é uma parte importante do trabalho em filosofia?
3.      A definição etimológica de filosofia é vaga. Explica o que isto quer dizer.
4.      Qual é o objecto da filosofia e o seu método?
5.      A filosofia é discussão crítica de ideias. Esclarece esta ideia.
6.      “ser crítico é dizer mal”. Concordas? Porquê?
7.       Dá 2 exemplos de problemas empíricos e outros dois de problemas conceptuais ou filosóficos?
8.      “a observação e a experiência podem ajudar a resolver problemas conceptuais; mas a observação e experiência não chegam para os resolver” Concordas? Justifica.
9.      “a matemática procura, tal como a filosofia, resolver problemas conceptuais; logo, não há diferença entre as duas” Estás de acordo? Porquê?
10.  Por que razão precisámos de argumentos em filosofia?
11.  “Em filosofia cada um tem a sua opinião. Não devemos discutir as ideias dos outros” Concordas? Porquê?
12.  “A filosofia é inevitável”. Concordas? Porquê?
13.  “A filosofia não serve para coisa alguma, porque em filosofia, nunca se chega a qualquer conclusão” Estás de acordo? Porquê?
14.  O que é uma crença?
15.  “As grandes questões da filosofia são questões em aberto.” Esclarece esta ideia.

Parte ii
1.      O que é um argumento?
2.      O que é uma premissa?
3.      Num argumento, a que chamamos “conclusão”?
4.      Por que razão precisámos de argumentos em filosofia?
5.      “É legítimo termos determinadas crenças ainda que não tenhamos razões para as sustentar.” Concordas? Porquê?
6.      Nem todos os conjuntos de afirmações são argumentos. Porquê?
7.      O que é um entimema?
8.      Formula as premissas omitidas nos seguintes argumentos:
a)      “as drogas deviam ser proibidas, porque provocam a morte”
b)      “torturar animais é imoral. Logo, a tourada devia ser proibida.
9.      Por que razão as frases declarativas com sentido são importantes para a filosofia?
10.  Uma frase como “Deus existe” não exprime uma proposição, porque não podemos saber se é verdadeira ou falsa. Concordas? Porquê?
11.  Qual a diferença entre uma frase e uma proposição?
12.  Poderá uma proposição ser válida? Porquê?
13.  Poderá um argumento ser verdadeiro? Porquê?
14.  Poderá um argumento válido ter conclusão falsa? Porquê?
15.  “Basta que um argumento tenha premissas e conclusão verdadeiras para que seja válido” concordas? Porquê?
16.  Será possível concordar com a conclusão de um argumento válido e não concordar com as premissas? Porquê?
17.  O que é um argumento sólido?
18.  Poderá um argumento sólido ter conclusão falsa? Porquê?
19.  “Se um argumento for sólido será bom” Concordas? Porquê?

Nota: grande parte destas questões aparecem no manual da Porto Editora, Criticamente, ed. 2007. Algumas foram ligeiramente alteradas. 

sábado, 6 de outubro de 2012

De que modo a filosofia se distingue da ciência e da matemática?


Para melhor responder a este problema podes ler este texto (clica AQUI) na Sebenta de Filosofia. Para já ainda não sabes o que são argumentos válidos e cogentes, pelo que vais ter alguma dificuldade em interpretar o último período do texto, mas ao longo da próxima semana vais saber o que isso é. 

Crença


Como referi no post anterior, o termo crença tem em filosofia um significado diferente do que habitualmente lhe damos. Assim, crença, na filosofia, exprime a confiança ou convicção que temos que determinada proposição seja verdadeira ou falsa. Deste modo, crer numa proposição é tomá-la como verdadeira, ainda que a proposição possa ser falsa. Durante muitos séculos a proposição: “a terra está no centro do sistema solar”, era tomada por verdadeira, mesmo sabendo hoje que era falsa.

Proposição


Uma proposição é o conteúdo de pensamento expresso numa frase. Por exemplo, a proposição “a porta está fechada” exprime o pensamento de que a porta está fechada. Mas a proposição não é a frase, mas aquilo que a frase exprime. A proposição “a porta está fechada” é falsa se a porta a que nos referimos no mundo de coisas estiver aberta. Mas é verdadeira se a porta a que nos referimos estiver fechada. Se é fácil gerar consenso em relação à verdade da proposição da porta, o mesmo não podemos pensar que assim seja para a maioria das proposições. Por exemplo, para a proposição “Deus existe” temos ampla discussão sobre se é verdadeira ou falsa.
Mas nunca confundir a proposição com a frase. A frase “ a porta está fechada” é diferente da frase “ the door is closed”, no entanto ambas as frases exprimem a mesma proposição. As frases são conjuntos de palavras que descrevem o mundo e exprimem-no com verdade ou falsidade.
Mas nem todas as frases exprimem proposições. Somente as frases declarativas exprimem proposições. Frases interrogativas, exclamativas ou declarativas sem qualquer sentido não exprimem proposições, pois não pretendem referir nenhuma verdade ou falsidade do mundo. Ordens também não exprimem proposições.

Exercício:
Das frases que te apresento, indica quais são e quais não são proposições. Se quiseres tirar dúvidas anota-as e leva para as aulas ou usa o meu e-mail.

1. As nuvens são amarelas
2. O João faltou à aula de filosofia?
3. Será o dengue uma doença perigosa?
4. Vai já imediatamente estudar!
5. Há vida em Marte
6. azul ontem delicioso coração.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Algumas noções para começar



Neste início de aprendizagem de como fazer filosofia é preciso ter em atenção algumas palavras novas que em filosofia adquirem um significado muito preciso. Assim, para começar vamos analisar de forma breve algumas dessas palavras:
Argumento – um argumento também se pode chamar de raciocínio ou inferência e consiste em retirar uma conclusão de certas premissas ou, o que é o mesmo, defender uma tese (conclusão) oferecendo razões para essa defesa.
Vamos imaginar que queremos defender que as touradas são imorais. Podemos argumentar da forma seguinte:
Premissa: Qualquer actividade humana que faça sofrer animais não humanos é imoral
Premissa: As touradas fazem sofrer animais não humanos
Conclusão: Logo, as touradas são imorais


Um argumento tem só uma conclusão, mas pode ter uma ou mais premissas. O exemplo acima mostra um argumento com duas premissas.
O que é característico nos argumentos é que eles preservam a verdade. Num argumento válido, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão também o será.
Os argumentos são como as máquinas de fazer salsichas. Se metermos carne de salsicha, a máquina vai fazer salsichas. Nos argumentos válidos se metermos premissas verdadeiras, vai sair conclusão verdadeira.
Há vários tipos de argumentos. No 11º ano estudarás quer os argumentos dedutivos, quer os indutivos. Para já bastam estas noções iniciais.
Em filosofia vamos sempre trabalhar com argumentos, já que é a ferramenta disponível pelos filósofos para tentarem resolver os problemas filosóficos, que são problemas conceptuais e não empíricos, como viste nas aulas.
Os problemas filosóficos são sempre questões e as respostas são razões que oferecemos para sustentar uma tese. Assim, perante o problema, por exemplo, da filosofia da arte, se é possível ter uma definição de arte, seja a resposta sim ou não, temos de apresentar razões em favor da nossa resposta, que será a conclusão do nosso argumento.
A vantagem do pensamento filosófico, mais que chegar a conclusões, é começar a compreender que muitas das nossas crenças são mal fundamentadas e muitas vezes também inconsistentes umas com as outras.
Crença em filosofia não tem o mesmo sentido que crença no sentido comum, que é a crença em Deus ou numa religião. Do mesmo modo o conceito de massa em física não significa a massa que comemos ao almoço ou o dinheiro que temos para comprar o Fifa 2013.
Duas crenças são consistentes se podem ser ambas verdadeiras, mas são inconsistentes se não podem ser ambas verdadeiras. Por exemplo a crença que o FC Porto é o melhor clube do mundo é consistente com a crença de que se estudar muito tiro boas notas, mas a crença que o FC Porto é o melhor clube do mundo não é consistente com a crença de que o FC Porto não é o melhor clube do mundo, porque uma tem de ser verdadeira e a outra falsa e não podem ser ambas verdadeiras ao mesmo tempo.
Proposição: uma proposição  é o pensamento expresso em frases. Por exemplo a proposição expressa pela frase “a porta está fechada” é a mesma que pela expressa pela frase “the door is closed”. Ora, o que pensamos pode ser verdadeiro ou falso, de acordo com o mundo. Se a porta estiver de facto fechada, então a proposição do exemplo é verdadeira. Não é a frase que é verdadeira ou falsa, mas o que pensamos e que expressamos pela frase é que é verdadeiro ou falso. Não podemos dizer que perguntas, admirações ou frases sem sentido exprimem verdades ou falsidades de pensamento, pelo que na filosofia só nos interessam as frases declarativas com sentido, aquelas que expressam as proposições. Está claro?
Nunca dizemos que os argumentos são verdadeiros ou falsos. Isso seria um erro. As proposições (que no argumento ocupam ora o lugar de premissas ora o lugar de conclusão) é que são verdadeiras ou falsas. Os argumentos são válidos ou inválidos
Um argumento é válido quando se for impossível verdades gerarem falsidades, isto é, se temos verdades nas premissas e o argumento for válido, vamos ter verdade na conclusão. Há outros aspectos a estudar sobre os argumentos, mas para já vamos ficar com estas noções mais básicas que nos servem para seguir em frente.
Os argumentos são centrais na filosofia, pois queremos discutir e defender posições e para o fazer temos de o fazer com rigor. Ora argumentar com rigor é um dos objectivos da disciplina de filosofia. Argumentando bem, treinamo-nos a discutir ideias de forma racional e a evitar o desgaste das gritarias.
Agora, vamos lá fazer salsichas! (Ups! Verdades….)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O problema da definição


Uma definição é uma maneira de dizer o que uma coisa é. As definições são muito importantes em filosofia já que nos permitem clarificar os conceitos presentes nos nossos argumentos. Mas na maioria das vezes temos dificuldade em definir em filosofia, já que queremos precisar com muito rigor o que queremos expressar com determinado conceito. A própria definição de filosofia é difícil de obter. Uma boa maneira de sabermos com maior precisão o que a filosofia é, é caracterizá-la. Como viste na aula, se queremos definições de filosofia, quase nunca conseguimos boas definições e quase sempre elas expressam de modo impreciso o que a filosofia é. É como se fosse um jogo de tiro ao alvo e acertamos sempre, mas raramente acertamos no centro.
Para começar, o melhor mesmo é consultares o DEF (Dicionário Escolar de Filosofia), na sua versão on-line e começares por ver o que significa: “Definição”, “Definição Explícita” e “Definição Implícita”. Procura clicando AQUI.  E já agora, já te sentes capaz de caracterizar a filosofia? 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O que é a filosofia?


Ao longo deste ano lectivo vou postar alguns textos para os meus alunos de Filosofia dos 10º 14, 20, 30 e 32 da Escola Secundária Jaime Moniz. Grande parte deste espaço irá doravante ser ocupado com materiais de estudo de complemento às aulas. Naturalmente ao estudante do 10º ano interessa saber respostas a algumas questões, nomeadamente:

      1)      O que é a filosofia?
      2)      Como estudar filosofia?
      3)      É a filosofia difícil?

Como complemento há ainda outras informações a aprender, principalmente as relacionadas com a  história da filosofia e as principais áreas de estudo desta disciplina nova.
Para começar deixo aqui o link para um texto belíssimo de Nigel Warburton. O teu estudo deve iniciar-se pela leitura deste pequeno, mas motivador texto.
Nigel Warburton é professor de filosofia e autor de muitos livros de filosofia, grande parte deles destinado a jovens estudantes. O texto que apresento no link a seguir tenta responder à questão 1) O que é a filosofia?
Todas as entradas destinadas aos alunos do 10º ano serão arrumadas na etiqueta com o nome “10º” para facilitar a procura de artigos para posterior estudo.
Bom ano e bom estudo.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Pensar de A a Z

A Bizâncio acaba de anunciar a edição para Setembro do livro de Nigel Warburton, Pensar de A a Z, na colecção Filosoficamente, dirigida por Desidério Murcho. A tradução é de Vitor Guerreiro, com introdução e notas de Desidério Murcho. Mais um livro disponível na nossa língua e que tem todo o interesse para o ensino secundário.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Really Really Big Questions. About Me


A ideia de divulgar a filosofia e a ciência é muito popular em alguns países. Esta divulgação – ainda morna em Portugal – aparece como central a muitos autores, pois é de pequenino que se torce o pino. Além disso é certo que é tentadora a ideia da publicação. Se um livro tiver sucesso, enriquece o autor, o que é justo, apesar de muito distante da nossa realidade. Mas tanto em Inglaterra como nos EUA ou em Portugal há sempre um bom motivo comum, que é a paixão de trazer mais pessoas ao saber, à ciência e à filosofia. Não há outra explicação para trabalhos tão intensos e de qualidade suprema como os de Carl Sagan, por exemplo. Na esmagadora maioria dos casos é errado ficar com a ideia de que os divulgadores só se dedicam à divulgação. Em regra, um bom autor de divulgação é também um bom mestre na sua arte. E assim percebemos o caso de A C Grayling (este fim de semana estará em Lisboa nos encontros nacionais de professores de filosofia) que, ao mesmo tempo que manifesta preocupações com a qualidade sofisticada da filosofia (ver aqui), também publica livros de divulgação. Apesar de salvas as diferenças, atrevo-me a colocar no mesmo lote o nome de Stephen Law que além de editor da prestigiada revista de filosofia Think tem publicado com regularidade livros de filosofia de divulgação e alguns outros para os adolescentes e crianças. Descobri por acaso um desses livros felizmente traduzidos para português quando procurava livros para o meu filho numa secção de livros para crianças (ver aqui). Hoje mesmo tive a notícia da publicação de um outro volume. Resta esperar que o editor português esteja atento e manifeste interesse na sua tradução. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os putos

Vamos começar o ano lectivo com buscas interessantes, mas sem imposições. Fica a minha sugestão, o novo disco dos XX, uma aventura maravilhosa de descobertas musicais.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Leituras filosóficas de verão


A primeira vez que vi este livro na livraria não me despertou o interesse, provavelmente levado pelo efeito do título. Pensei tratar-se de mais um livro que usa os filósofos num contexto não filosófico, espremendo a filosofia até que ela deixe de ser filosofia e passe a ser outra coisa qualquer. Esperava um mau livro de auto ajuda. Hoje, com algum tempo peguei no livro – à falta de mais novidades com interesse – e li alguns dos seus 43 curtos capítulos e fiquei surpreendido. Não tendo o mesmo interesse de um Sabedoria sem respostas, é no entanto um útil livro de introdução à filosofia e a alguns dos seus problemas centrais. O autor tem uma forma interessante de comunicar pois os títulos à partida nada sugerem de filosofia, mas assim que entramos neles, estamos a estudar e conhecer os argumentos dos filósofos. É uma boa leitura e fica a aqui a sugestão para este verão. O blog do autor pode ser visto e lido AQUI. Como um leitor muito bem viu a advertiu, convém não esquecer que o título deste livro é "You Kant Make it Up!" e o tradutor ou editor resolveu fazer o que lhe apeteceu para a tradução portuguesa, apesar que percebe-se que a tradução do título não resultaria para português. 
Gary Hayden, Não descartes estas ideias, estranhas teorias dos grandes filósofos, Trad. João Quina, Texto Editora, 2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Será que a Arte nos proporciona conhecimento?


Tive um longo período da minha vida em que só ouvi músicas experimentais, jazz cruzado com improvisações de dj`s, electrónicas lo-fi, músicas feitas com instrumentos pouco convencionais, aquilo que eu chamava na altura de pop desconstrucionista, etc… Fui muitas vezes confrontado com a estranheza de amigos e pessoas próximas que defendiam que tais músicas eram desagradáveis e mesmo horrorosas. Recordo que um colega de rádio chamava ao meu programa da altura, o Hipnótico, “o programa de discos riscados”. Havia lugar para quase todo o tipo de músicas que constituíssem um desafio intelectual às convenções. Confesso que hoje em dia tenho uma relação mais pacífica com as convenções e até muita da música que ouvia nessa altura é mais convencional do que eu pensava. E também me dei conta de muita charlatanice pelo meio. Mas a justificação que eu sempre dei é que tinha duas razões principais para ouvir aqueles discos tão atentamente:

1)      Proporcionam prazer estético.
2)      Acrescentam valor cognitivo.

Mais tarde rasguei mais alguns horizontes e cheguei mesmo a ficar somente com a razão 2). O que eu nunca soube durante esses anos todos é que existe muita bibliografia filosófica a defender estas mesmas teses.
Quem se interessa por estas razões temos disponível em língua portuguesa, de um autor português, um livro que nos coloca a par de uma forma muito clara com os principais argumentos a favor destas teses, em especial da segunda, sempre conjugada com a primeira. O livro em causa, O valor cognitivo da Arte, resulta do melhoramento de uma tese de mestrado. Mas o leitor mais distante da filosofia não precisa de se assustar pois esta não é uma tese de mestrado escrita no tom que estamos habituados. Ela está escrita como hoje em dia melhor se escreve filosofia, de forma muito clara, mas muito rigorosa, desmontando uns argumentos e montando outros. E estão lá os argumentos desenvolvidos de forma robusta que muitas vezes ocorrem nas nossas conversas, desde a emoção que a arte muitas vezes proporciona, até às questões epistémicas do mundo da arte. O livro tem um suporte bibliográfico actual e fiável.

Aires Almeida, O valor cognitivo da arte, Centro de Filosofia da Univ. de Lisboa, 2010

terça-feira, 3 de julho de 2012

sábado, 30 de junho de 2012

Liberdade para escolher


Temos ouvido algumas vezes falar em cheques-ensino, em demasiada concentração estatal na vida económica e no sistema educativo. Seria necessária maior liberdade de escolha das escolas, dos programas de ensino, das tipologias de ensino? Será que uma descentralização do sistema educativo contribuiria para uma igualdade e liberdade de escolha maior? Publicado entre nós neste mês, Junho de 2012, o livro de Milton Friedman e Rose Friedman, Liberdade para escolher, (Lua de Papel, tradução de Jorge Lima), procura dar respostas a estes como a outros problemas do mundo actual. A publicação original deste livro do prémio Nobel da Economia data já de 1990, mas é de actualidade sem fôlego. Deixo apenas uma citação mais abaixo. Posso estar errado, mas também devido à crise actual que se faz sentir em Portugal e a forma como sempre nos relacionamos com os poderes centrais, fazem com que as reacções às teses de Freidman sejam quase imediatas. Acontece que não estamos a fazer religião e não temos de adorar as ideias de seja quem for como uma pessoa religiosa adora o Papa. Vale a pena ler o livro para avaliar as propostas nele presentes.


No ensino, os pais e os filhos são os consumidores, e o professor e os administradores escolares, os produtores. A centralização no ensino tem significado unidades de maiores dimensões, uma redução da capacidade de escolha dos consumidores e um aumento do poder dos produtores. Professores, gestores escolares e funcionários sindicais não são diferentes do resto de nós. Podem ser também pais que desejam um sistema escolar de qualidade. No entanto, os seus interesses particulares enquanto professores, gestores ou sindicalistas são diferentes dos seus interesses enquanto pais, e também dos interesses dos pais a cujos filhos dão aulas. Os seus interesses podem ser servidos por centralização e burocratização maiores, ainda que o mesmo não aconteça aos interesses dos pais – na verdade, uma das formas pelas quais esses interesses são mais bem servidos é precisamente reduzindo o poder dos pais.O mesmo fenómeno está presente sempre que a burocracia estatal se impõe a expensas da liberdade de escolha do consumidor: seja na distribuição de correio, na recolha do lixo, ou nos muitos exemplos apresentados em outros capítulos.No ensino, aqueles de nós que pertencem às classes de maiores rendimentos conservam a liberdade de escolha. Podemos enviar os nossos filhos para colégios privados, pagando na verdade duas vezes a sua educação – uma vez nos impostos que nos são cobrados para sustentar a escola pública e, de novo, nas propinas do ensino privado. Ou então, podemos escolher onde habitar, com base na qualidade do ensino público. Escolas públicas de excelência tendem a concentrar-se nos subúrbios mais abastados das grandes cidades, nas quais o controlo parental continua a ser bem real.(…)A tragédia, e ao mesmo tempo a ironia, é que o sistema que se propõe permitir a todas as crianças adquirir uma linguagem comum e os valores da cidadania americana, oferecendo a todas as crianças iguais oportunidades educativas, acabe na prática por exacerbar a estratificação da sociedade e promover uma elevada desigualdade de oportunidades educativas.
p.199,200

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O determinismo de Espinosa


As ideias de Espinosa sobre o livre-arbítrio eram igualmente controversas. Era um determinista, o que significa que acreditava que qualquer acção humana resultava de acções anteriores. Uma pedra lançada ao ar, se pudesse tornar-se consciente como um ser humano, imaginaria que se movia por sua própria vontade, embora isso não fosse verdade. De facto, aquilo que a movia era a força do lançamento e os efeitos da gravidade. A pedra pensava que era ela que controlava o movimento e não a gravidade. O mesmo acontece com os seres humanos: imaginamos que escolhemos livremente o que fazemos e que temos controlo sobre as nossas vidas. Mas isto é porque, normalmente, não compreendemos a origem das nossas escolhas e ações. Na verdade, o livre-arbítrio é uma ilusão. Não existe qualquer ação livre espontânea.  

Nigel Warburton, Uma pequena história da filosofia, pp.89,90 (2012)

domingo, 24 de junho de 2012

Grandes livros de filosofia que falam de grandes livros de filosofia


Em português de Portugal temos já vários livros de Nigel Warburton traduzidos. Um deles é Grandes livros de filosofia, publicado nas edições 70 e traduzido por Pedro Bernardo e Elsa Childs. Este livro está já traduzido há alguns anos, mas merece agora uma reimpressão já que a primeira esgotou. Deixo aqui o texto de apresentação do livro:


Este livro faz uma introdução à Filosofia através de alguns textos considerados cruciais. O autor explica as características mais importantes de cada clássico de uma forma que não pressupõe qualquer conhecimento prévio de filosofia.
Consiste em 24 capítulos, cada qual focando um grande texto filosófico. Pretende ser uma introdução a cada obra, realçando os seus temas mais importantes. Os textos aqui analisados têm importância actual pois abordam problemas filosóficos que ainda hoje vale a pena discutir, e porque continuam a oferecer perspectivas. Além disso, muitos deles são considerados grandes obras literárias.Idealmente, ler este livro deveria ser um apoio à leitura (ou releitura) do texto que aborda.  Mas nem todos têm o tempo ou a energia para o fazer. Deseja-se, pelo menos, que seja um guia entre os 24, e faculta-lhe algumas sugestões sobre como os ler de forma crítica.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

História da filosofia em português, por portugueses


A edição de livros introdutórios de filosofia (e ciência, já agora, embora menos raro) em Portugal é uma raridade. Ocasionalmente surgem títulos no mercado com alusões à filosofia, mas o conteúdo deixa a desejar. Por essa razão é de saudar a iniciativa de Paulo Tunhas e Alexandra Abranches que lançaram pela D. Quixote esta breve história da filosofia. Pelo que li, a escrita é clara e gostei. Por essa razão comprei. 

Exame Nacional de Filosofia

No site do GAVE já está disponível o exame de Filosofia, 2012. Consultar aqui.

Ouvir a ciência, Carlos Fiolhais


Uma conversa muito interessante sobre ciência no programa Prova Oral, com o físico Carlos Fiolhais. Uma boa oportunidade para aprender mais um pouco de ciência. Ouvir AQUI

terça-feira, 12 de junho de 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A filosofia e a inteligência

Tal como refere Stephen Law, os resultados são sempre controversos, mas ainda assim é interessante perceber como a filosofia aparece muito bem cotada como disciplina que melhor desenvolve capacidades intelectuais nas pessoas. No gráfico da imagem aparece imediatamente no topo, logo a seguir à matemática.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Uma pequena história da filosofia

As Edições 70, acabam de publicar o mais recente livro do inglês Nigel Warburton. Ver mais aqui.
Fica um pouco do prefácio da edição portuguesa de Desidério Murcho.


A filosofia começa com a indagação da natureza da realidade e de como devemos viver. Estas eram as preocupações de Sócrates, que passava os dias nos antigos mercados atenienses a fazer perguntas embaraçosas, desconcertando as pessoas com que se cruzava e mostrando-lhes o pouco que realmente sabiam.

Esta história entusiasmante apresenta os grandes pensadores da filosofia ocidental e explora as suas ideias mais importantes sobre o mundo e sobre como nele devemos viver. Em 40 capítulos breves, Nigel Warburton conduz-nos numa viagem pelas principais ideias da história da filosofia. Conta-nos histórias interessantes e muitas vezes singulares das vidas e mortes de pensadores provocativos - desde os antigos, que discutiam a liberdade e o espírito, até Peter Singer, que aborda as perturbantes questões filosóficas e éticas que assombram o nosso tempo.Warburton não só nos torna acessível a filosofia, como também nos inspira a pensar, a argumentar, a raciocinar e a perguntar. Esta Uma Pequena História da Filosofia apresenta o grande movimento da humanidade em busca da compreensão filosófica e convida-nos a todos para nos juntarmos à discussão."As escolhas de Warburton não dão ao leitor uma ideia falsa nem caricatural da história da filosofia. por outro lado, a sua elegante prosa ática, assim como a medida q.b. de aspetos engraçados referentes às personalidades dos filósofos, ou aos tempos em que vivem, fazem desta obra uma leitura compulsiva: fica o leitor avisado que mal comece a ler o primeiro capítulo, terá vontade de os ler todos, sem parar."


Desidério Murcho

Exame Nacional de Filosofia

Da autoria de Pedro Galvão e António Correia Lopes, a Porto Editora já disponibilizou o manual de preparação para o Exame Nacional de Filosofia. Mais informações Aqui.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

O que é que percebes de música?

Este artigo de Peter Kivy, professor de filosofia na Universidade de Rutgers, autor que tem teorizado sobre a filosofia da música, tenta responder a uma questão que nos é muito cara: o que é que queremos dizer quando afirmamos que percebemos de música?

O blog em livro


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Para quem quiser ver o FES em livro, formato PDF, deixo aqui o dito.