terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ciência, espiritualidade e humanidades

Um dos erros mais elementares consiste em pensar que uma pessoa ou é religiosa e por isso espiritual ou não é religiosa e por isso pouco ou nada espiritual. Na verdade uma pessoa pode ser religiosa e muito pouco espiritual (mesmo pensando que é profundamente espiritual) e pode ser não religiosa e profundamente espiritual. Isto porque a dimensão espiritual não é uma propriedade exclusiva das religiões nem das crenças religiosas.
Edward O. Wilson é talvez o biólogo vivo mais respeitado no mundo e professor emérito da Universidade de Harvard, com um currículo de mais de 100 prestigiados prémios.


"Uma das bases da força da ciência são as ligações feitas não apenas de várias maneiras dentro da física, química e biologia, mas também entre estas disciplinas primárias. Uma grande pergunta continua por responder na ciência e na filosofia. É a seguinte: pode esta consiliência (ligações feitas entre domínios bastante afastados do conhecimento) ser alargada às ciências sociais e às humanidades e até mesmo às artes criativas? Eu penso que pode a acredito ainda que a tentativa para fazer essas ligações será uma parte fundamental da vida intelectual do século XXI.Porque é que eu e outras pessoas pensamos desta maneira tão controversa? Porque a ciência é a fonte da civilização moderna. Não é apenas «outra maneira de saber», comparável à religião ou à meditação transcendental. Não reduz o génio das humanidades, nem mesmo das artes criativas. Pelo contrário, propicia o enriquecimento do seu conteúdo. O método científico tem explicado a origem  e o significado da humanidade de uma maneira mais consistente e melhor do que as crenças religiosas. As histórias da criação das religiões organizadas, tal como a ciência, propõem-se explicar a origem do mundo, o conteúdo da esfera celeste e até mesmo a natureza do tempo e do espaço. Na sua grande maioria, os relatos míticos, baseados nos sonhos e nas epifanias dos antigos profetas, variam entre as crenças religiosas. São atrativos e reconfortantes para as mentes dos crentes, mas cada um deles contradiz a outro e, depois de testados no mundo real, tem-se sempre verificado que estão errados, sempre errados.

 O malogro das histórias criacionistas é mais uma evidencia de que os mistérios do universo e da mente humana não podem ser resolvidos apenas pela intuição. O método científico por si só tem libertado a humanidade do estreito mundo sensório legado pelos nossos antepassados pré-humanos."



Edward O. Wilson, Cartas a um jovem cientista, Clube do Autor, 2014, Trad. Isabel Jardim,p.59

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ciência e dogmatismo


"Podemos reger-nos pelo dogma ou pela descoberta. O dogma (da palavra grega que significa opiniões recebidas que «parecem boas») bem pode procurar uniformizar as pessoas (como é a intenção implícita do dogma religioso, sendo religio um termo latino que significa «unir»), mas na verdade, na medida em que tem de ser adoptado com base em fé, acaba por dividir a humanidade entre um nós fiel e um outro suspeito. A descoberta científica poderia ter dividido o mundo, mas em vez disso revelou que todos os seres humanos são parentes (uns dos outros e de todos os outros seres vivos) num universo onde estrelas e estrelas-do-mar obedecem às mesmas leis físicas. Assim, à medida que os seres humanos passam do dogma à descoberta, vão percebendo cada vez melhor que habitam um só mundo.Esta evolução cria a expectativa de que, à medida que a influência da ciência for aumentando, as pessoas possam vir a ultrapassar velhos preconceitos e provincianismos e tratar-se umas às outras com mais liberalidade. Em certa medida, isso está já a acontecer (o mundo hoje é mais científico e mais liberal, mais bem informado e menos violento do que era há três séculos), mas estas mudanças trouxeram também consigo novos problemas.Os dogmáticos, religiosos ou políticos, reagem contra a ciência e o liberalismo com todos os meios ao seu alcance, da negação e da tentativa de supressão (por exemplo, do ensino da evolução biológica) ao terrorismo. As democracias liberais respondem muitas vezes a estas ameaças com insegurança em vez de força, revertendo em momentos de dificuldade para práticas antiliberais pouco melhores que as dos seus adversários. Entretanto, as descobertas científicas vão pondo em causa as ideias feitas que todos temos, enquanto a evolução da tecnologia vai criando problemas complexos (com o aquecimento global actualmente no topo da lista), que se não forem adequadamente abordados ameaçam anular grande parte dos progressos que a nossa espécie fez tão recentemente
(…) os cientistas tem uma história de descoberta para contar; os dogmáticos, uma história de obediência à autoridade."


Timothy Ferris, Ciência e Liberdade, Democracia, Razão e Leis da Natureza, Gradiva, Trad. Ana Sanpaio, pp.425,426 e 427

Melhores de 2014

No site do nosso manual, Como Pensar Tudo Isto? (2014, Sebenta, Leya), publicamos duas listas de recomendações de algumas edições de 2014 que valem a pena.








A filosofia morreu

No livro, O grande Desígnio, o físico Stephen Hawking escreve o seguinte:

"Como as pessoas só vivem uma vez neste mundo gigantesco, que umas vezes é benevolente e outras vezes cruel, a olharem para o céu interminável que se estende por cima delas, interrogam-se muito. Como podemos compreender o mundo em que vivemos? Como é o universo? Qual a natureza da realidade? De onde vem tudo isto? O universo precisa de um criador? A maioria de nós não gasta em geral muito tempo com estas perguntas mas quase todos pensamos nelas de vez em quando. Tradicionalmente, estas perguntas seriam para a filosofia mas a filosofia morreu. Ela não conseguiu acompanhar os novos desenvolvimentos das ciências da natureza, em especial na física. Agora são os cientistas da natureza que, com as suas descobertas, estimulam a procura de conhecimento."

Stephen Hawking e Leonard Mlodinow, O grande desígnio, Gradiva, 2011


Hawking defende que a filosofia morreu pois as grandes questões são respondidas pelas ciências da natureza, nomeadamente a física. Mas parece existir um grande problema na afirmação de Hawking. Como é que a física pode mostrar cientificamente que a filosofia morreu? Como é que Hawking consegue responder a essa grande questão sobre a morte da filosofia sem, ao mesmo tempo, filosofar? Que pensar disto?


Factos, coisas e verdade


"Um facto é algo que constitui uma verdade em relação a tudo. É verdade, no que se refere à maçã, que se encontra na tigela. Os factos são, pelo menos para o mundo, tão importantes como as coisas ou como os objetos. E isto pode ser visto por meio de uma experiência de pensamento muito simples. Suponhamos que só há coisas e que não há factos. Nesse caso nada seria verdadeiro em relação a essas coisas. Mas só isto já seria um facto. Consequentemente seria verdade relativamente a essas coisas que nada seria verdade sobre elas. E esta objeção é bastante óbvia e até pior do que um infortúnio. Se há em qualquer cenário em que se possa pensar pelo menos um facto, em muitos cenários que podemos imaginar não há coisas. É o que também mostra outra simples experiência de pensamento. Imaginemos que nada disto existe: nem espaço-tempo nem suricatas nem meias em planetas nem Sol, nada. Nesta situação desesperada e extremamente desolada dar-se-ia o caso de não existir mesmo nada e o pensamento de que neste caso nada existe parece ser verdadeiro. Mas, em consequência, há pelo menos um facto neste nada desolado que é, nomeadamente, , o facto de haver esse nada desolado. Mas este facto já não seria, só por si, um facto. Pelo contrário, seria o facto decisivo, a verdade sobre essa terra de desolação absoluta. Assim, nessa desolação nada existe, o que é verdade no que se refere à própria desolação. Consequentemente será impossível existir um nada absoluto. Por isso terá de haver pelo menos um facto para que nada mais possa existir."



Markus Gabriel, Porque não existe o mundo, Temas & Debates, 2014, Trad. Pedro Rosad, p.42,43

Livros

A Secção de Livros foi atualizada.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Os autores falam das janelas para a filosofia

Aqui fica um pequeno vídeo dos autores Aires Almeida e Desidério Murcho a apresentar o seu mais recente livro, Janelas para a Filosofia (Gradiva, 2014).

video

Fotos

Inadvertidamente apaguei todas as fotos deste blog que estavam associadas ao Google + e Picassa. Para mais fui apagar também na lixeira. Com tempo recuperarei a imagem do blog. 

Filosofia e Natal


Todos os anos tenho referido este livrinho de Stephen Law, uma brincadeira muito bem feita cruzando a filosofia com o espírito do natal. Será moralmente correto matar o peru para a noite de natal? E mentir sobre o pai natal? São estas e outras questões que fazem deste pequeno pedaço de leitura um doce de natal para o nosso cérebro. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

2º teste de Filosofia 2014/15 - Organização

No nosso segundo teste de filosofia são testados 2 tópicos da matéria:
- Ação humana.
- O problema do livre-arbítrio.
Relativamente ao primeiro tópico os conteúdos são mais ou menos simples. Envolve os seguintes conceitos principais:
Ação, acontecimento, intenção, crenças, desejos.
Para rematar estudamos um pouco a teoria do egoísmo psicológico que defende que todas as nossas ações são irremediavelmente egoístas e nada há mais a fazer. Contrastamos com as objeções altruístas, nomeadamente quando se referem a que o prazer obtido numa ação é consequência e não a causa da ação. Há mais para explorar, mas aqui apenas apresento a síntese.
Depois disto, e já com algumas definições de conceitos operacionais, partimos para o problema do livre-arbítrio. Estudamos as 3 respostas mais básicas ao problema: determinismo radical e libertismo como respostas incompatibilistas e determinismo moderado como resposta compatibilista. Para qualquer uma destas respostas estudamos os argumentos principais e as insuficiências que são apontadas a cada uma das teorias.
Como estudar então?
Uma vez ultrapassada a dúvida inicial de como é um teste de filosofia, estamos já na posição de pedir que se redija um pequeno ensaio* que manifeste a visão de cada um sobre os problemas, mas que a mesma seja fundamentada e discutida com a informação fornecida nas aulas. Assim, como tenho muitas vezes dito, os alunos que leram alguma coisa do recomendado, acabam sempre por estar em vantagem em relação aos restantes, já que adquiriram mais informação que os ajudará a compreender a estruturar a sua posição.

*Ensaio é um texto escrito no qual se faz uma tentativa de resposta ao problema, analisando os argumentos a favor e contra determinada teoria


Textos para estudar:
Compatibilismo, Robert Kane
Compatibilismo, W. T. Stace
O problema do livre-arbítrio, Andrew Brook e Robert J. Stainton

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Não existem ciências exatas e menos exatas

Acabei de ler num teste de um aluno que a filosofia é uma ciência não exata. Serve este post para esclarecer que esta ideia é incorreta.
Ocasionalmente lemos em alguns textos a distinção entre ciências exatas e ciências não exatas. Ora, isto está errado. Não existem umas ciências mais exatas e outras menos exatas. Seria muito menos errado se falássemos apenas em ciências e que todas são exatas. Mas isto também não é inteiramente correto já que a filosofia não é uma ciência e nem por isso podemos afirmar que não é exata. Portanto, a designação ciências exatas é desadequada. A ciência opera por elaboração de teorias após pesquisa que são sujeitas a testes da experiência. Se resistirem aos testes, então as teorias vão sendo corroboradas. Os testes são a prova dos nove das teorias científicas. São científicas as teorias que mais resistem aos testes empíricos. E é por esta razão também que a filosofia não é uma ciência, já que a natureza dos problemas filosóficos não permite este tipo de teste empírico.

Mas daí não se segue que a filosofia não seja exata, ou que seja menos exata que uma ciência. As melhores teorias para resolver um problema em filosofia são aquelas que resistem ao teste das objeções e contra argumentação. Enquanto resistem são boas teorias. Acontece que, ao contrário das ciências, na filosofia conseguimos para um mesmo problema ter duas teorias diferentes que resistem muito bem a objeções. Isto sucede porque os problemas da filosofia são muitas das vezes mais difíceis de obter resultados.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Janelas da filosofia e Pseudociência

O natal aproxima-se e a crise financeira não nos dá grande ânimo para pedir prendas caras ao pai natal. A solução para este trivial problema, como para a esmagadora maioria dos problemas, mesmo os mais complexos, pode passar pelos livros. São baratos (um deles que aqui falo custa apenas 3.15€) e muito úteis. Assim, aqui ficam duas sugestões. Falarei mais deles muito em breve. Para que nada se perca.


Janelas da Filosofia (saber mais clicando AQUI)




Pseudociência (saber mais clicando AQUI

sábado, 8 de novembro de 2014

Começar a estudar filosofia moral

De onde vem o «Bem»? Usamos as palavras «bem» e «bom» para descrever coisas de que gostamos, coisas que tornam a vida melhor e coisas gene­rosas que as pessoas fazem umas pelas outras. Descrevemos as pessoas como «boas» quando são honestas e simpáticas para com os outros, quando cumprem as promessas e se esforçam ao máximo. A bondade é muito importante porque ajuda mesmo a fazer do nosso mundo um lugar melhor.
Desde que as pessoas perguntaram a si próprias pela primeira vez «Qual é a melhor forma de nos comportarmos e de tratarmos os outros?» que se discute a natureza da bondade. Os antigos filósofos gregos começaram um debate sobre a bondade que dura até hoje. Ensinaram-nos a ver que a bondade não se refere ape­nas às coisas que fazemos, mas também à forma como pensamos. Isso quer dizer que as nossas atitudes são importantes, porque as ações vêm das atitudes; por isso, pensar sobre a melhor forma de viver e agir é algo que todos temos de fazer.
Portanto, temos de perguntar a nós próprios: «O que é para mim o bem? Por que motivo penso assim? Vou agora fazer uma coisa: está correta ou não?» Ao responder a estas pergun­tas, temos de ter a certeza de que a resposta convence tam­bém os outros; é demasiado fácil convencermo-nos só a nós próprios!
Pensar na bondade para podermos fazer coisas boas envolve falar com os outros, aprender o que pensam sociedades diferen­tes e por que motivo, e perguntar as razões das pessoas para con­siderar que uma coisa é boa ou má.
O que aprendemos com tudo isto é que o «bem» vem de pen­sarmos com responsabilidade e sensibilidade sobre o efeito que os nossos pensamentos e atos têm em nós, nos outros e no mundo que nos rodeia.


A.   C. Grayling, in: Gemma Elwin Harris, Grandes perguntas de gente miúda com respostas simples de gente graúda, Ed Presença, 2013

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sugestão da Margarida

A Margarida Magalhães, aluna do 10º43, sugeriu-me a audição deste compositor, Ben Caplan. Obrigado Margarida.


sábado, 1 de novembro de 2014

Filosofia da Música, por Vitor Guerreiro

Finalmente saiu a antologia de textos sobre filosofia da música. Organizado e traduzido por Vítor Guerreiro e publicado na Dinalivro. Apetece. Fica uma pequena amostra. Ver mais AQUI.




segunda-feira, 27 de outubro de 2014

         
  A filosofia é diferente da ciência e da matemática. Ao contrário da ciência, não assenta em experimentações nem na observação, mas apenas no pensamento. E ao contrário da matemáti­ca não tem métodos formais de prova. A filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando ideias e pensando em argumentos possíveis contra elas, e procurando saber como funcionam realmente os nossos conceitos.
            A preocupação fundamental da filosofia é questionar e compreender ideias muito comuns que usamos todos os dias sem pensar nelas. Um historiador pode perguntar o que aconteceu em determinado momento do passado, mas um filósofo perguntará: «O que é o tempo?» Um matemático pode investigar as relações entre os números, mas um filósofo perguntará: «o que é um número?» Um físico perguntará o que constitui os átomos ou o que explica a gravidade, mas um filósofo irá perguntar como podemos saber que existe qualquer coisa fora das nossas mentes. Um psicólogo pode investigar como as crianças aprendem uma linguagem, mas um filósofo perguntará: «Que faz uma palavra significar qualquer coisa?» Qualquer pessoa pode perguntar se entrar num cinema sem pagar está errado, mas um filósofo perguntará: «O que torna uma acção correcta ou errada?»
            Não poderíamos viver sem tomar como garantidas as ideias de tempo, número, conhecimento, linguagem, correcto e errado, a maior parte do tempo; mas em filosofia investigamos essas mesmas coisas. O objectivo é levar o conhecimento do mundo e de nós um pouco mais longe. É óbvio que não é fácil. Quanto mais básicas são as ideias que tentamos investigar, menos instrumentos temos para nos ajudar. Não há muitas coisas que possamos assumir como verdadeiras ou tomar como garantidas. Por isso, a filosofia é uma actividade de certa forma vertiginosa, e poucos dos seus resultados ficam por desafiar por muito tempo.
            Uma vez que acredito que a melhor maneira de aprender algo acerca da filosofia é pensar acerca de questões determinadas, não tentarei dizer mais nada sobre a sua natureza geral. Os nove problemas filosóficos que iremos tratar são os seguintes:

            O conhecimento do mundo para além das nossas mentes
            O conhecimento de outras mentes para além das nossas
            A relação entre a mente e o cérebro
            Como é possível a linguagem
            Se temos livre arbítrio
            As bases da moral
            Que desigualdades são injustas
            A natureza da morte
            O sentido da vida

            Trata-se apenas de uma selecção; há muitos, muitos mais.

Thomas Nagel, Que quer dizer tudo isto? Uma iniciação à filosofia 

Mas para que serve mesmo a filosofia?


A palavra «filosofia» tem conotações infelizes: coisas abstractas, remotas, esquisitas. Tenho a impressão de que todos os filósofos e estudantes de filosofia passam por aquele momento de embaraço silencioso quando alguém nos pergunta inocentemente o que fazemos. Eu preferiria apresentar-me como engenheiro conceptual. Pois, tal como um engenheiro estuda a estrutura das coisas materiais, o filósofo estuda a estrutura do pensamento. Para compreender a estrutura é necessário ver como as partes funcionam e como se conectam entre si, o que significa saber o que aconteceria de melhor ou pior se fizéssemos algumas mudanças. É este o nosso objectivo quando investigamos a estrutura que dá forma à nossa visão do mundo. Os nossos conceitos e ideias constituem o lar mental em que vivemos. No fim, talvez tenhamos orgulho nas estruturas que construímos. Ou talvez pensemos que esses conceitos precisam de ser desmantelados e que temos de começar a partir do zero. Mas primeiro, temos de saber o que são estes conceitos.

Simon Blackburne, Pense, ma Introdução à Filosofia

O que é a filosofia? Por Nigel Warburton

O que é a Filosofia? Esta é uma questão notoriamente difícil. Uma das formas mais fáceis de responder e dizer que a Filosofia é aquilo que os filósofos fazem, indicando de seguida os textos de Platão, Aristóteles, Descartes, Hume, Kant, Russell, Wittgenstein, Sartre e de outros filósofos famosos. Contudo, é improvável que esta resposta possa ser realmente útil se o leitor está a começar agora o seu estudo da Filosofia, uma vez que, nesse caso, não terá provavelmente lido nada desses autores. Mas, mesmo que já tenha lido alguma coisa, pode, ainda assim, ser difícil dizer o que tem em comum, se é que existe realmente uma característica relevante partilhada por todos. Outra forma de abordar a questão e indicar que a palavra filosofia deriva da palavra grega que significa amor da sabedoria.
Contudo, isto é muito vago e ainda nos ajuda menos do que dizer apenas que a Filosofia e aquilo que os filósofos fazem. Precisamos, por isso, de fazer alguns comentários gerais sobre o que é a Filosofia.
A Filosofia é uma actividade: e uma forma de pensar acerca de certas questões. A sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos. A actividade dos filósofos e, tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas, ou fazem as duas coisas. Os filósofos também analisam e clarificam conceitos. A palavra filosofia e, muitas vezes, usada num sentido muito mais lato do que este, para referir uma perspectiva geral da vida.

Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Trabalhos de filosofia (Ensaios) feitos por alunos

Para os alunos do 10º ano que querem antecipar algum trabalho que vão ter pela frente, como a redação do ensaio argumentativo, no 3º período, podem ver neste LINK(clicar aqui) alguns trabalhos de estudantes. Esta coleção de trabalhos pertence ao site do manual escolar, A Arte de Pensar (Plátano Editora) sendo que atualmente o manual se chama 50 Lições de Filosofia. Estes manuais são da autoria de várias pessoas, sendo que o núcleo forte é o filósofo português Desidério Murcho, um dos mais ativos dos últimos anos em Portugal e Aires Almeida, professor do ensino secundário e, entre outras atividades, diretor de uma das mais importantes coleções de livros de filosofia editadas no nosso país, a Filosofia Aberta, da editora Gradiva.


A razão dos argumentos

                                                                    (Foto de Rolando Almeida, at.Escola Jaime Moniz, Funchal)

Por que razão argumentamos? A resposta é que os argumentos são uma técnica para defender teorias. Raciocinar é uma condição necessária para argumentar, mas nem sempre um raciocínio é um argumento, pois podemos raciocinar sem querer convencer alguém de uma teoria. Quando usamos um argumento queremos dar razões para alguém aceitar a nossa tese.
A filosofia é um saber a priori. Significa isso que não recorre à experiência para testar teorias. As teorias testam-se com argumentos. E como na filosofia a experiência não constitui prova de fogo, então é natural que os filósofos disputem constantemente as conclusões das suas teorias.
Há quem pense que estar sempre em desacordo não é lá uma grande vantagem. Bem pelo contrário. Questionar permanentemente as teorias uns dos outros traz grandes benefícios aos seres humanos. Sem esta capacidade crítica (de permanente questionar), a evolução do pensamento seria muito mais difícil, ou pelo menos imaginamos que sim, pois não estamos de momento a ver como evoluiria o pensamento, a ciência e todo o conhecimento sem esta capacidade em permanente exercício.
Por outro lado, é claro que estar sempre a levantar problemas parece uma grande chatice, pois, tal como na vida, gostamos sempre mais de regressar ao nosso lugar de conforto, ao mais fácil e óbvio da vida. Neste aspeto estudar filosofia não nos dá paz. Não! Estudar filosofia não é violento. Não é nada disso que queria dizer. O que quis dizer é que estudar filosofia não é estudar teorias perfeitas e acabadas, mas antes colocar-nos numa situação de perplexidade (ficarmos sem resposta) perante os problemas. Mas é isto que torna esta disciplina tão fascinante, senão pensem: se estamos perante problemas sem solução, por que não tentarmos nós mesmo resolvê-los?
Duas conclusões:
1ª a filosofia não se estuda os outros (filósofos) para bilhardar* o que eles pensam, mas antes para discutir o que eles pensam.
2º Para conseguir o expresso na linha anterior, temos de dominar bem a argumentação.



*termo muito usado na ilha da Madeira e que significa Cuscar. 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Objetivos para o 1º teste

Aqui ficam os objetivos principais do primeiro teste desde ano (10º ano). Para fazer um bom teste é necessário dominar estes conteúdos:

- Distinguir entre definição explícita e implícita (condições necessárias e suficientes).
- Explicar por que razão não é possível uma definição explícita em filosofia.
- Explicar por que razão a definição etimológica é incompleta.
- Caracterizar a filosofia como: atividade crítica, tomada de posição e estudo a priori.
- Distinguir a filosofia da ciência: ao passo que os problemas da filosofia são a priori, os da ciência são empíricos (recurso à experiência como "método" de resolver problemas)
- Compreender que a filosofia anda em volta de problemas, teorias e argumentos.
- Distinguir um texto argumentativo de um não argumentativo.
- Saber o que são premissas e conclusão (composição de um argumento).
- Distinguir num argumento premissas de conclusão.
- Saber o que é uma proposição.
- Identificar se um argumento é válido distinguindo argumentos válidos de inválidos.
- Compreender as condições para um argumento ser um bom argumento: validade, solidez e cogência.
- Saber negar proposições universais, particulares e condicionais.
- Compreender que os conceitos são representações mentais. 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Uma sugestão musical para os alunos e alunas

Uma sugestão musical para os meus alunos e alunas dos 10º 31, 33, 41, 43 e 20. Os Portishead foram uma banda da cidade costeira inglesa de Bristol e fizeram uma mistura de soul, com hip hop e alguns elementos da música clássica. O género ficou conhecido por Trip Hop e foi popularizado por outras bandas como Bomb The Bass, Massive Attack ou Tricky. Esta que escolhi vale pela profundidade e beleza. Desfrutem. 


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Como Pensar Tudo Isto? Digital

A versão digital em Pen do Como Pensar Tudo Isto? está a chegar aos professores. Esperemos que seja do agrado de todos. E mais uma vez agradeço aos professores que optaram por este manual. O vosso feedback será o derradeiro teste à qualidade do manual. 


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Síntese das aulas do 10º ano - Setembro 2014


Caros alunos, neste primeiro momento da disciplina de filosofia, segue uma lista dos conteúdos principais que resumem a toolbox (caixa de ferramentas) que vamos usar ao longo do ano para fazer filosofia. Assim, para já, temos de saber:

- Distinguir coisas que aprendemos pelos sentidos de coisas que aprendemos pelo raciocínio apenas, como a matemática e filosofia.

- Caracterizar a filosofia como uma forma de saber que envolve atitude crítica, tomada de posição, sendo um saber a priori (que se desenvolve com recurso ao raciocínio argumentativo)

- Definição etimológica de filosofia como uma definição incompleta. Podemos gostar de saber sem ser filósofos.

- Dificuldade em definir explicitamente a filosofia.

- Definições implícitas de filosofia.

- Identificar problemas filosóficos distinguindo-os dos não filosóficos, principalmente dos problemas científicos.

- Compreender a inevitabilidade da filosofia como forma de compreensão do mundo .

- Compreender as seguintes noções:
·         Argumento
·         Proposição
·         premissas como as razões que oferecemos para defender uma tese
·         conclusão como a tese a ser defendida
·         refutação de argumentos
·         definições de conceitos (explícita e implícitas)
·         condições necessárias e suficientes (nas definições)

Para refutar argumentos temos de saber usar algumas formas de o fazer, sendo que as que aprendemos são:

·         negação de proposições simples e complexas (condicionais, Universais e particulares)
·         contra exemplos
·         contra argumentos

Dado que vamos apenas na 2ª semana de aulas, alguns destes conteúdos ainda estão a ser desenvolvidos, com explicações e exercícios. Atenção que parte destas matérias são conceitos técnicos, muito úteis para todo o percurso da disciplina e para o exame nacional de filosofia (não obrigatório, mas muito útil)

Enjoy. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Filosofia, a aventura a começar


Ainda sem sequer dizermos os nossos nomes, sem sabermos quem é o professor desta nova disciplina, entramos na sala de aula e começamos, quase do nada, a ouvir esta música da Capicua. Enquanto isso, o professor escrevia no quadro:

Eu quero a vida como primeiro dia
Viver a vida como no primeiro dia
Cada dia como no primeiro dia

Mas para quê aquela história da Capícua numa primeira aula de filosofia? Quando entramos nesta sala de aula estávamos cheios de questões: que disciplina é esta? Será difícil ou fácil? Será que o professor é exigente? Que posso esperar disto tudo? O que é a filosofia?
Na verdade esta primeira aula é a melhor preparação para o que segue. A cada aula de filosofia eu devo entrar com cada vez mais e mais questões, dúvidas.
Sem dúvidas, sem questões, não há problemas. E sem compreender esta lição primeira e elementar, nada vamos conseguir desta nova aventura.

Portanto, miúdos e miúdas:

Na filosofia, “Nós… queremos a vida como no primeiro dia

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Capicua e Filosofia

Aos novos alunos de filosofia, 10º ano, peço que comecem o ano por ouvir esta introdução a um dos trabalhos da rapper do Porto, Capicua. Na aula falaremos o que queremos destas palavras. Os créditos a Almada Negreiros. 


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Bom ano letivo a todos

Para todos as turmas às quais irei este ano ensinar filosofia, os meus desejos de um bom ano letivo. E habituem-se à imagem deste post, pois o que mais vamos fazer é aprender a raciocinar sobre argumentos.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Boas férias a todos

Regressamos em Setembro para mais um ano letivo. Até lá, boas férias.

(Foto de Rolando A. Garajau, Ilha da Madeira)



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Nota de agradecimento com planificação anual


AQUI pode-se ler o nosso agradecimento às escolas e professores que optaram pelo Como Pensar Tudo isto?. E AQUI pode retirar-se a planificação anual para trabalhar com o manual.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

3 sugestões de leitura para o verão

Deixo aqui 3 sugestões de leitura de filosofia para o verão. Qualquer um destes três livros proporciona uma boa aventura pelo espírito crítico filosófico. Deixo também links para saberem mais sobre cada um destes livros. Basta clicar no título de cada um dos livros. Todos estes livros podem ser adquiridos em livrarias como a Fnac, Bertrand ou pedidos em outras livrarias. 











sexta-feira, 13 de junho de 2014

Tabelas de verdade no Logicamente, ferramenta de lógica do Como Pensar Tudo Isto?

Uma das ferramentas digitais que disponibilizamos no Logicamente (parte integrante do manual Como Pensar Tudo Isto?) é a construção de tabelas de verdade. Disponibilizamos um tutorial para mostrar como funciona esta parte do nosso software.


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Com o 10º32 foi sempre um sossego atento

E pronto, o painel deste ano letivo fica completo com a foto dos meninos e meninas do 10º32. E que devo salientar nesta turma? Primeiro tem lá no meio um cérebro como o do Einstein, não é Joana? Não esqueças do que conversamos e conserva sempre essa tua acuidade intelectual com muito estudo e criatividade. Depois tive alunos e alunas que durante 90 minutos nunca pregavam o olho, mesmo que a aula fosse intensamente expositiva, como muitas vezes acontece. A Regina e a Odília sabem do que falo. E ainda tivemos o João Francisco que dizia sempre: “gosto mesmo desta aula”. O João conservou essa ideia do princípio ao fim. Já a Laura tinha mais sono, mas nunca perdeu o tino e sempre se revelou um grande ser de apenas 15 anos. E o Óscar que nos seus melhores dias pegava em força com a sua curiosidade intelectual. E a Catarina que no final do ano fez uma revelação sobre o seu próprio trabalho verdadeiramente desconcertante tão cheia que estava de humildade e sinceridade. Nunca mais esquecerei que numa aula ao último tempo chamei um outro professor para espreitar como estes miúdos estavam sossegados a trabalhar. Foram excelentes kids e trabalhar com vocês foi sempre um prazer. Nesta foto temos a companhia da Professora Isabel que foi a Diretora de Turma e uma excelente colega e professora, sempre preocupada com o melhor para estes nossos alunos.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Artes é com o 10º20

Estes miúdos escolheram as artes. E qual foi a nossa luta durante o ano? A Diana desafiou-nos sempre com as crenças mais imediatas. Não foi tarefa fácil mostrar que as nossas crenças não têm de ser as mais verdadeiras somente porque são nossas? Ou será esse um bom critério para avaliação de crenças? A Telma devolveu-nos o silêncio atento e a Laura desafiava com um interesse elegante. O Leandro começou virado do avesso, o que até nem foi mau, mas demorou tempo a conquistá-lo nas nossas discussões. E claro, como todos os bons alunos, também os alunos do 10º 20 terminaram o ano a defender: “as aulas mais interessantes são as que debatemos”. Como vos compreendo. Não podemos esquecer a Leandra com os nossos votos de que tudo lhe corra bem e muita força. E, certo, a Carolina que tanto falei dela quando nos abandonou na turma. 


Olá 10º30!

O 10º 30 foi a turma expert em debater. Eles adoraram os debates. E foi exatamente isso que expressaram no final do ano, quando mais de 70% dos alunos disseram na avaliação final de ano que o que mais apreciaram foram as discussões. Pois, compreendo. Dá muito mais prazer fazer do que ver fazer e estar o ano todo a olhar para um professor a debitar e fazer filosofia deve ser maçador. Esse foi o convite que vos fiz ao longo de todo o ano: “oK, eu ensino-vos o que disse o Stuart Mill sobre o problema X. Mas agora não temos de concordar com os seus argumentos”. Depois do passo inicial com a toolbox da filosofia, era vê-los em cada aula a abrir a malinha da qual retiravam argumentos, cogência, premissas, plausibilidade, objeções… e como estes rapazes e raparigas adoravam fazer objeções. A Madalena sempre na proa do barco. O Alexis muito teimoso a querer discordar inicialmente somente porque tudo aquilo era uma grande confusão: “Então profe, mas não há verdades? Se não temos essa possibilidade de que nos vale tudo isto?”. Mas ele lá foi. E no final lá soube dizer que afinal isto de filosofar vale mesmo a pena, que discutir com sofisticação científica é coisa fina! E o nosso Rachid (Né Zé?)?? Isto para não falar da Beatriz sempre questionante, da Ana que com o pé partido filosofa muito melhor, da Joana que estava sempre, mas sempre sempre, atenta, da Diana que é um exemplo de pessoa  e do António que destabiliza só porque alguém deu um atchim. E do João Francisco que de “terrorista” de aula passou a filósofo sempre presente. Todos estiveram a um excelente nível, mesmo nas aulas dos últimos tempos de sexta-feira. Quem disse que não se tem boas aulas de filosofia aos últimos tempos quando já se sai de noite da escola? E, já agora, muito obrigado pela lição que me deram quando foram todos (todinhos) à sala de professores buscar-me para vos dar a aula. Não esqueço, Kids. 
Ah, para se ter uma ideia como eles me abafabam a discutir filosofia: tal como na foto me abafam :-)

terça-feira, 3 de junho de 2014

Agora o 10º42

O 10º42 foi especial porque foi a minha direção de turma. Foi uma batalha fazer com que estes rapazes e raparigas pegassem à séria nas discussões. Mas a turma esteve recheada de alunos e alunas excelentes. E muito (mas mesmo muito) boa gente que proporcionaram momentos de aula excelentes. Eu sei! Eu sei! Algumas aulas foram chatas. Mas, como disse a simpática Catarina, “só foram 3 em 100”, o que é uma média muito boa. Remember Kids, “A primeira aula é muito importante, pois é a que dou lições de vida. E eu só tenho 3 ou 4 lições de vida”. E eu avisei que um bom professor só o é se tiver bons alunos. Ao longo deste ano fizemo-nos todos muito melhores. E pelo meio metemos ao barulho intenso alguns amigos extra que não estão nesta fotografia. Por isso temos de nos lembrar deles também. Um grande abraço ao Kant, ao Mill, ao Rawls, ao S Tomás de Aquino, ao Pascal, ao Singer, ao Tooley, à Judith Thomson e aos velhinhos Platão, Aristótles e Descartes. Boas férias e o meu obrigado.


O 10º47

Olá. O ano termina esta semana e como tem sido hábito nos últimos anos, registo a fotografia de “família”. Esta “família” é o 10º47. Excelente turma. Boas aulas. Muita filosofia. Muita luta por boas notas, pela compreensão dos argumentos e sua posterior discussão. Quase só meninas, é verdade. Mas que bem se portaram ao longo do ano. Obrigado e boas férias miúdas (e miúdo). Tudo de bom para vocês.


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sessão de Apresentação no Funchal do Como Pensar Tudo Isto?

É já no próximo Sábado, dia 31, pelas 12 horas que apresento o Como Pensar Tudo Isto? Na Escola Básica Horácio Bento Gouveia, no Funchal. As inscrições podem ainda ser feitas AQUI.


sábado, 10 de maio de 2014

E se o João tivesse um professor para lhe resumir a matéria e ouvir sempre que quisesse? No Como Pensar Tudo Isto? tem esse recurso.

O João é estudante do 11º ano. Na sua escola tem adotado o manual de Filosofia, Como Pensar Tudo Isto? (Sebenta, 2014). Naquela terça-feira tinha teste marcado para as 13 horas e 30 minutos. Estava em casa a estudar e de repente dá-se conta de que são já as 11 horas da manhã. Tinha de tomar banho, vestir-se, almoçar e apanhar o autocarro para ir para a escola. Mas que jeito dava ter um professor ali ao lado que lhe explicasse resumidamente a matéria. A verdade é que no Como Pensar Tudo Isto?, o João tem mesmo esse professor. No manual tem QR Codes que lhe dão acesso a podcasts de resumos da matéria. Basta que passe com o seu smartphone o leitor de QR Codes e automaticamente descarrega em mp3 o ficheiro. Durante a viagem de autocarro até à escola o João ouviu um resumo da matéria. No Como Pensar Tudo Isto? Oferecemos isto e muito mais.
A tecnologia está cada vez mais barata. É incontornável o seu uso na educação. Os smartphones fazem já parte do quotidiano de milhares de alunos do secundário. Não quisemos no manual deixar de lado essa possibilidade. Essa é a razão pela qual incluímos os QR Codes que dão acesso aos mais diversos materiais que disponibilizamos no manual.
Está aqui um vídeo que mostra como funcionam os QR Codes:




Se desejar saber tudo isto, apareça numa das nossas sessões de apresentação ainda até ao final do mês: