sexta-feira, 1 de maio de 2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Ética na Escola Gonçalves Zarco

Falamos de ética, reflexão ética, cultura e valores. E também falamos da relação do pensamento crítico e da forma como podemos organizar um raciocínio moral. Oferecemos exemplos e contamos histórias para tentar mostrar como alguns argumentos funcionam. Agradeço aos colegas da Escola Gonçalves Zarco, Funchal e ao Dr. Rui Caetano, Presidente do Conselho Executivo por nos abrir as portas para este final de tarde. E agradeço a todos os professores presentes. A aluna Rufina Freitas, do 11º ano da Escola Jaime Moniz apresentou uma história com bons resultados. Obrigado também à Rufina por ter aceite o meu desafio, mesmo nesta altura de estudo intenso para os últimos testes e exames que se avizinham. Ficam as fotos de registo e o elenco das matérias. 





Parte I – teoria
1. O que é a ética?
2. As áreas da ética
3. Ética, argumentação e pensamento crítico
4. O que é que a ética pode ensinar aos professores?
Parte II – Aplicação prática
1. Viver com o erro
2. Pensar como um freak:
a. Steve jobs e «conecting dots»
b. José Mourinho e a confiança
c. O que é que Steve Jobs e o José Mourinho podem ensinar aos professores?
d. Crime e castigo: um exemplo prático.
Parte III – o eu e os outros
1. Pais e comunidade
2. Colegas
3. Alunos
4. Instituição, leis e regulamentos

domingo, 26 de abril de 2015

Filosofia da música no Questões Básicas

No passado mês pela primeira vez abordei publicamente – e para alunos do secundário – alguns problemas da música tratados pela filosofia. De todas as intervenções fora de aula que fiz confesso que foi a que mais me desafiou, pois desconheço literatura desta área destinada a adolescentes. Foi um trabalho de simplificação que sacrificou alguns aspetos. Na minha abordagem mais que expor os argumentos, procurei mostrar quais os problemas e como é que os mesmos surgem e se colocam. Neste texto de Aires Almeida, há mais algumas ideias interessantes e exploradas de modo claro que ajudam a levantar outros problemas, bem como algumas respostas, principalmente a de Jerrold Levinson. Vale a pena ler. É curto e claro.




“O que faz o cão desta famosa imagem diante do gramofone? Ouve música? Certamente que não, a não ser que seja um cão muito especial.”

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A ética e a arte de ensinar na Gonçalves Zarco - Funchal

No próximo dia 29, pelas 17 horas estarei na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, Funchal, para uma atividade com professores abordando alguns tópicos que ajudem a refletir sobre ética e profissão docente. Deixo aqui o esboço do trabalho que tenho preparado, ainda sujeito a algumas revisões.





Parte I – teoria

1. O que é a ética?
2. As áreas da ética
3. Ética, argumentação e pensamento crítico
4. O que é que a ética pode ensinar aos professores?

Parte II – Aplicação prática

1. Viver com o erro
2. Pensar como um freak:
a. Steve jobs e «conecting dots»
b. José Mourinho e a confiança
c. O que é que Steve Jobs e o José Mourinho podem ensinar aos professores?
d. Crime e castigo: um exemplo prático.

Parte III – o eu e os outros

1. Pais e comunidade
2. Colegas
3. Alunos

4. Instituição, leis e regulamentos

terça-feira, 7 de abril de 2015

Formação

http://www.profsintra.org

Ação de Formação

Filosofia com Crianças e Jovens
+
10º Workshop de Filosofia Prática:
 A Arte de Questionar/Consulta Filosófica
com o
DINAMIZADORES

- Prof. Dr. OSCAR BRENIFIER
Doutorado em Filosofia pela Sorbonne, Paris
Consultor Filosófico e Formador
Presidente do Institut de Pratiques Philosophiques

- Mª Luísa Abreu e Alice Santos
Formadoras na área da Filosofia com Crianças e Didática da Filosofia                                         

LOCAL

LanguageCraft, R. Alexandre Herculano, 39 - r/c Esq. 1250-009 Lisboa (Metro: Rato ou Marquês de Pombal)

CALENDÁRIO




DURAÇÃO

CREDITAÇÃO

1ª fase: 9 e 10 de maio – Workshop de Filosofia Prática (9:30/19:00) com o Professor Oscar Brenifier
2ª fase: 16 de maio (9.30/18.30)

25 horas
1  crédito (presença em 2/3 do curso e entrega de relatório final)
DESTINATÁRIOS
Todos os interessados/as na filosofia prática
Com acreditação especializada:
Educadores de Infância, Professores do 1º ciclo do Ensino Básico e Professores do Ensino Secundário de Filosofia/grupo 410
Certificados a emitir:
1º - Certificado de participação no Workshop (assinado pelo Professor Dr.OSCAR BRENIFIER).

2º - Certificado de acção de formação passado pela Associação de Professores de Sintra, com 1 crédito (para quem entregar o relatório final e participar em dois terços da formação, correspondente a 17 horas, equivalente à duração do workshop).

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Indução, causalidade e os ovos de Hume




MULHER: Doutor, doutor. Tem de me ajudar. O meu marido pensa que é uma galinha.
MÉDICO: Isso é terrível. Há quanto tempo é que ele pensa desse modo?
MULHER: Que me lembre, sempre pensou.
 MÉDICO: Então, por que não veio ter comigo mais cedo?
 MULHER: Eu teria vindo, mas precisávamos dos ovos. 

 Se o médico respondesse que também precisava ovos, estaríamos perante algo análogo ao problema da indução.

 MULHER: Professor, professor. Tem de me ajudar. O meu marido usa um argumento indutivo para justificar o uso de argumentos indutivos.PROFESSOR HUME: Isso é terrível. Há quanto tempo é que ele age desse modo? MULHER: Que me lembre, sempre agiu.
HUME: Então, por que não veio ter comigo mais cedo?  MULHER: Eu teria vindo, mas precisávamos (das conclusões) dos argumentos indutivos.  HUME: Creio que também eu preciso deles. 

 John Allen Paulos, Penso, logo rio, Ed. Inquérito, 1988, Trad. Luís Serrão, p.71

terça-feira, 24 de março de 2015

O que o dinheiro não pode comprar, Michael Sandel


Acabo de saber que está publicado pela Presença o livro do filósofo político de Harvard, Michael Sandel, O que o dinheiro não pode comprar. Mais uma leitura a seguir com atenção para quem se interessa por estes problemas da filosofia política. Recordo que pela mesma editora temos já publicado o excelente Justiça


Devemos recompensar monetariamente as crianças por lerem livros ou terem boas notas? Deveremos permitir que as empresas paguem para obterem o direito de poluírem a atmosfera? É ético aceitar ser pago para tatuar o nosso corpo com mensagens publicitárias?

Vivemos numa época em que quase tudo pode ser comprado e vendido. Nas últimas décadas, os valores do mercado infiltraram-se em quase todos os aspetos da nossa vida - saúde, educação, justiça, governo e até família -, e deixámos de ter uma economia de mercado para passarmos a ter uma sociedade de mercado. Mas que preço pagamos por vivermos numa sociedade em que tudo está à venda? 

Em O Que o Dinheiro Não Pode Comprar, o autor procura lançar o debate, de forma a repensar o papel e o alcance dos mercados nas nossas práticas sociais, nas relações humanas e na vida quotidiana. E, acima de tudo, Michael J.Sandel procura responder à questão fundamental: como podemos proteger aquilo que é verdadeiramente importante?

Alegoria da caverna, Platão

A alegoria da caverna é uma experiência de pensamento criada por Platão no livro A República (cap.vii) e tem servido para pensar vários problemas, desde epistemológicos a metafísicos ou políticos. Vale a pena ver este pequeno vídeo. 

terça-feira, 17 de março de 2015

Filosofia da Música na Gonçalves Zarco

Hoje estive na minha antiga escola, a Gonçalves Zarco, na cidade do Funchal, ilha da Madeira. Foi a convite (que agradeço) dos colegas de História, por ocasião da Semana da História da escola. Foi um prazer receber a visita de alguns colegas professores, assim como 2 turmas do 10º ano e mais uma do 12º. Os alunos intimidaram-se um pouco, talvez porque as teorias desta área lhes fosse inteiramente desconhecidas. Mesmo assim reagiram muito bem aos exemplos apresentados. Para mim foi uma oportunidade praticamente única de explorar a filosofia da música. Agradeço ao amigo Vitor Guerreiro* as inúmeras sugestões dadas. Foram sofisticadas, mas ajudaram-me a fazer uma boa síntese das teorias, apresentando-as com maior afinação. E, claro, foi um enorme gosto passar um pouco da manhã na companhia de funcionários, professores e alunos da Gonçalves Zarco. Obrigado a todos.

*organizador e tradutor do volume de textos publicado pela Dinalivro, Filosofia da Música (2014), que esteve na base da preparação desta sessão. 
Os sons de suporte passaram por Bach, Monteverdi, Pan Sonic, Naked City, John Cage, Capicua e Napalm Death. Em todos eles procuramos, de forma breve, analisar como se aplicam as teorias expostas. 




sexta-feira, 13 de março de 2015

Filosofia da Música, dia 17

Na próxima terça-feira, 9 horas, estarei na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, Biblioteca, com algumas turmas do secundário, para expor e abordar alguns dos principais problemas da filosofia da música.


segunda-feira, 2 de março de 2015

Revisão por pares

Não sei se é possível traduzir por “revisão por pares” a expressão em língua inglesa “peer review”. Para quem não sabe explico aqui rapidamente. Este processo, conhecido por revisão por pares (para todos os efeitos vou usar a expressão portuguesa), é o mais utilizado ao nível académico para aceitação de artigos. O autor submete o seu artigo a uma revista da especialidade. O artigo é anonimizado e depois é avaliado por especialistas da área que o aprovam ou rejeitam. Procura-se, deste modo, garantir rigor nas publicações e nas descobertas propostas pelos autores dos artigos. Como seria de esperar também este método de avaliação de artigos falha. E não falha somente em áreas como a filosofia. Em termos proporcionais, falha até muito mais em ciências como a matemática ou a física. É isso mesmo que nos revela Jorge Buescu no primeiro capítulo de Primos Gémeos, Triângulos Curvos e Outras Histórias da Matemática (Gradiva, 2014). O processo atinge dimensões astronómicas quando surgiu a internet. A internet democratiza o conhecimento, pois hoje em dia até numa universidade pobre se tem acesso aos melhores artigos científicos e filosóficos da atualidade. E com a expansão da internet os artigos passaram a estar disponíveis em modelo Open Access. Este modelo permite que os artigos estejam disponíveis de forma gratuita para que todos, mesmo aqueles que menos dinheiro têm, possam acedê-los. O problema é que alguém tem de os pagar. Então quem os paga? Os autores ou as instituições que os representam. Um autor para publicar um artigo numa revista da especialidade pode chegar a pagar milhares de euros. Repare-se que são especialistas que vão ter de ler aturadamente o artigo. O reverso do modelo são as revistas predadoras que procuram apenas extorquir dinheiro aos autores.
O mais interessante em todo este processo é que na filosofia as coisas não são diferentes do que se passa, por exemplo, na matemática. As revistas predadoras de OA abriram portas a toneladas de artigos que não passa de lixo científico. E isto na matemática. Ou seja, onde pensamos que o crivo do rigor é exímio é ao mesmo tempo onde há mais charlatanice. Dá que pensar?

Jorge Buescu é um matemático português e com vários livros publicados entre os quais parte são de divulgação científica. 
O filósofo inglês Nigel Warburton defende neste pequeno texto que é preferível um editor competente a um peer review incompetente. Não me parece de todo convincente pois num caso e no outro (editor ou peer review) o que se pretende é a competência e charlatanice na era da internet é coisa que não falta pelos mais variados motivos sendo que os ligados ao lucro fácil são aqueles que alcançam maior expressão. 
Em Portugal a publicação em filosofia com maior expressão em sistema de OA é a Disputatio, International Journal of Philosophy, publicada pelo LanCog

Um dos testes interessantes a aplicar nestas revistas em sistema OA é replicar o caso Bricmont, Sokal, tão bem exposto em Imposturas Intelectuais. Consiste em enviar textos para estas revistas, com erros grosseiros propositados e sujeitá-los à avaliação por pares. Jorge Buescu retrata bem esta situação e experiência no livro. 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Olimpíadas de Filosofia 2015 - O cartaz


Ensinar filosofia? O que dizem os filósofos.

Acaba de me chegar mais um volume publicado pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, com o título Ensinar Filosofia? O que dizem os filósofos, coordenado por Maria Vaz Pinto e Maria Luísa Ferreira. O volume está organizado por filósofos de todas as épocas, desde Platão, Derrida ou Searle. Cada autor contribui com um texto de um filósofo e a devida contextualização. O volume é interessante pois confronta posições muito diversas sobre o ensino da filosofia. Pode ser encomendado no próprio centro que o publica ou diretamente na livraria do centro, em Lisboa. Especialmente interessante para professores de filosofia do ensino secundário.

“A obra Ensinar Filosofia? O que dizem os filósofos integra-se no Projecto O Ensino / Aprendizagem da Filosofia(PTDC/FIL-FIL/102893/2008) coordenado por Maria Luísa Ribeiro Ferreira, em que participam investigadores de várias nacionalidades, abrangendo quatro áreas principais, com objectivos distintos: 1. A Didáctica da Filosofia: a filosofia ensina-se e aprende-se. 2. O que os filósofos pensaram sobre o ensino da Filosofia. 3. Os programas de Filosofia em Portugal. 4. Novas metodologias do ensino da Filosofia.  Relativamente à área temática - a Didáctica da Filosofia -, foi publicado Ensinar e Aprender Filosofia num Mundo em Rede (Lisboa, CFUL, 2012), que reúne um conjunto de textos elaborados quer por membros do Projecto quer por especialistas convidados. Este primeiro volume centra-se sobre questões fulcrais da didáctica da Filosofia e sobre a especificidade da mesma, abrindo-se de modo particular à discussão de novas metodologias acessíveis ao ensino / aprendizagem da filosofia na era digital. O presente livro - Ensinar Filosofia? O que dizem os filósofos - é coordenado por Maria José Vaz Pinto e Maria Luísa Ribeiro Ferreira. Recorrendo a diferentes pensadores e pensadoras ao longo dos tempos, é seu objectivo mostrar que o ensino da filosofia é um problema eminentemente filosófico.”


Mais informações, clicar na imagem do livro.