terça-feira, 28 de junho de 2022

Exame Nacional 2022

 Publiquei na secção Exames Nacionais o deste ano.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Atualização de páginas

Olá a todos. Este blogue está organizado por abas, que são páginas para    uma navegação mais acessível. Na página "Exames Nacionais" tens todas as orientações básicas para    o exame nacional de filosofia. Na página "Aprendizagens Essenciais" tens os documentos orientadores com os conteúdos que são testados em exame. Esta secções são habitualmente atualizadas.

Bom estudo

E bom exame 

quinta-feira, 19 de maio de 2022

A ética consequencialista, por Marcelo Fischborn


 

sexta-feira, 11 de março de 2022

Ação de Formação - Lógica e pensamento crítico no ensino

 Muito em breve aplicarei na Escola Secundária Jaime Moniz a ação de formação para    professores sobre Lógica e pensamento crítico no ensino. Inscrições e informações AQUI




terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Os livros do ano




Porque o tempo de um professor não é muito e prefiro elaborar a tradicional lista de discos do ano, a ser publicada aqui, fica aqui uma foto de alguns dos livros do ano. Uns são mais especiais que outros, como o Humanidade do Bregman que foi provavelmente o livro que mais me influenciou e transformou algo da minha visão dos outros e do mundo. Faltam ler uns dois, como o do Brennan que me chegou às mãos ao mesmo tempo que outros livros como o do Pinker que estou a terminar. E ainda faltam os livros que compro em formato digital. De todos destacaria o do A C Grayling que estou também a ler neste momento. Mas fica aqui a foto para lembrar alguns dos livros que fui lendo ao longo deste ano, mas sobretudo para lembrar que ler e pensar são atividades que nos faz bem e que não devemos abandonar. Boas festas a todos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

João Carlos Silva, Vida examinada

Vale a pena assinalar a publicação de mais um livro de João Carlos Silva. Por várias razões que até se ligam, algumas, a este blog. Uma delas e a principal é que o João é professor de filosofia no ensino secundário. Ser professor no secundário e conseguir publicar mais de 500 páginas de filosofia é, caso raro. Tal só se explica de uma maneira: um grande amor à filosofia. Aliás, esse é um dos títulos de um dos seus 4 volumes de ensaios. Não é, de facto, coisa pouca. Senão vejamos:

 

2010, A natureza das coisas do ponto de vista do universo, 367 pp

2010, Também aqui moram os deuses, 269 pp

2015, Por um amor à sabedoria, investigações filosóficas sobre o todo e todas as coisas, 498 pp

2021, Vida Examinada, a responsabilidade moral do professor de filosofia e outros ensaios, 546 pp

 


Tudo bem somado dá a módica quantia de 1680 páginas impressas. Se a isto somarmos alguns textos de ocasião e artigos que vai publicando online e que não tiveram espaço nestes livros, rapidamente percebemos da capacidade do João para se dedicar à escrita. Não esquecendo que pelo meio o João publicou também alguns livros que não são de filosofia, pelo menos um. 

O volume deste ano, publicado pela Lisbon International Press, reúne mais de 50 ensaios que percorrem várias áreas filosóficas que, penso poder afirmá-lo, correspondem aos interesses do autor. Assim, desde a eutanásia, existência de deus, epistemologia e ciência, política, etc.… intersectando áreas como cinema, história, questões pessoais, etc. muitos são os temas ali presentes e que podem ser lidos não na ordem apresentada no índice. 

Bem, na verdade o João comete ocasionalmente esta maldade, a de nos roubar o tempo para ler a sua prosa que tem tanto de instruída como muitas vezes bem-humorada e surpreendente.  

Quero aqui expressar de modo pessoal os meus parabéns ao João pelo trabalho que tem feito e o meu respeito pelo mesmo.


 

terça-feira, 2 de novembro de 2021

A escola inclusiva inclui ou exclui?

A escolaridade foi alargada até aos 18 anos (por lei) e para tentar que os alunos consigam estudar até ao 12º ano. Uma maneira de fazer com que isto aconteça é reduzir os conteúdos ou minimizá-los por vezes ao absolutamente superficial e banal. Outra é a escola inclusiva que consiste basicamente em arranjar maneiras de fazer com que o aluno transite de ano. Ora tudo isto não se ajusta muito bem a um modelo de aprendizagem em que o aluno tem de estudar para fazer bons testes nos quais escreve bem e mostra que realmente conhece os conteúdos e até, os que vão mais longe, já conseguem pensar sobre as matérias que aprendem. E honestamente não estou a ver como se pensa nas matérias sem mergulhar nelas, não estou a ver como se pensa o problema do conhecimento sem pelo menos mergulhar um pouco nas teorias de Hume ou Descartes, por exemplo. Discordo dos argumentos de muitos colegas que acham que tal é possível. Esses colegas tiveram a oportunidade de mergulhar nessas teorias e honestamente não compreendo como acham que os seus alunos são capazes de realizar aprendizagens sem fazer esse mesmo mergulho. Pressupor que existe uma escola agora que é inclusiva é ao mesmo tempo presumir que até aqui ela foi exclusiva. E eu não sei o que é mais exclusivo, se uma escola que chumba os alunos quando eles não são capazes de dominar conteúdos ou se passa por cima dos conteúdos para fazer alunos passar de ano. Dizem-me também os mais entusiastas que a escola inclusiva consiste em avaliar de maneira diferente, de acordo com as necessidades de cada aluno, uma espécie de fato por medida. A questão que aqui se coloca é se o aluno que aprende Descartes fazendo um exercício diferente de um teste escrito, depois pode falhar redondamente no teste alegando que não se ajusta ao seu modelo de aprendizagem? 

Também não me parece que o modelo de avaliação demasiado centrado no teste sumativo seja o mais adequado e até concebo um sistema de ensino sem qualquer teste. A questão aqui é a de como formar se transforma em avaliar? O que é que vamos fazer? Afinal de contas o aluno que consegue um 15 a filosofia de média final de secundário tem ou não a obrigação de ter êxito no exame? Obviamente não possuo aqui quantificações para poder responder com dados a estas questões. Nem sei se tais dados existem. Mas posso pelo menos manter a suspeita como forma de alerta de que os alunos que apesar de não estarem num modelo de testes vão a exame final e conseguem boas classificações, se estudassem numa escola com o modelo dos testes seriam na mesma bons alunos. Significa isto que se a minha hipótese for aproximada à verdade, então e uma vez mais a escola inclusiva falha o alvo e não passa de propaganda política. 

A minha profissão é um quebra-cabeças e educar é um verdadeiro quebra-cabeças. Mas a experiência vai-me dizendo que cada vez mais, mais alunos apenas frequentam a escola. De facto, chumbar a falta de esforço e empenho ou o simples “não conseguir” pode não ser a melhor solução. Mas ainda tenho dificuldade em compreender como a melhor resposta tenha de ser a de “passar com falta de esforço e empenho ou o simples não conseguir”.

Os otimistas da escola inclusiva parecem estar a levar a melhor. Só não percebo ainda como é que convivem pacificamente com uma avaliação que vai de 0 a 20 e de 0 a 9 o aluno não transita de ano. Não faria sentido que o seu otimismo ao mesmo tempo constituísse o fim da escala até 9? 

(Foto minha)

domingo, 26 de setembro de 2021

Entrada na Universidade no curso de Filosofia

 Este é o panorama de entrada no curso de filosofia no ano de 2021. Felicidades a todos os que escolheram esta aventura do filosofar como gente grande. 

Fonte: Jornal Público de 26/09/2021



domingo, 5 de setembro de 2021

Bom ano letivo 2021-22

 


O desejo a todos de um bom ano letivo, especialmente para a filosofia. Mais um ano com o essencial da história a repetir-se: muitos jovens adolescentes entram pela primeira vez no universo histórico e crítico da filosofia. Um dos imperativos para que essa entrada seja cada vez mais valorizada pelos estudantes é nunca esquecer que nós, professores, estamos aqui para os ensinar e não para esperar que eles já saibam o que temos para lhes oferecer. Se a perplexidade inicial da disciplina parece ser um obstáculo, ao mesmo tempo é essa mesma especificidade, a perplexidade  para pensar problemas básicos da nossa passagem pelo cosmos, que é o motor de atração para pensar, construir argumentos, compreender quando falham, apresenta-los publicamente, partilhar as ideias, não ter medo de pensar, ver na excentricidade uma virtude, perceber que por cada passo que damos existe uma implicação moral, epistémica, científica. Este caminho começa a fazer-se no sistema de ensino português, com 15 anos, no 10º ano. E a melhor conquista de um professor é que os alunos gostem de aprender. Mas nada como o gozo vaidoso de quando eles e elas nos dizem nos corredores da escola: “é a minha disciplina favorita!”. Não sejamos modestos nesta tarefa. Eu não sou. Enchemo-nos de vaidade. Nós e os nossos alunos. Se não formos vaidosos nas nossas conquistas, quem o será? Bom ano a todos. 

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Newsletter Lyceu

Um novo número fresquinho dos trabalhos de alunos do Liceu Jaime Moniz. Vale a pena espreitar, pois é uma forma para conhecer um pouco melhor esta importante escola. 

Ver Aqui.