segunda-feira, 15 de junho de 2015

Exame Nacional de Filosofia 2015

Exame Nacional de Filosofia 2015



Critérios de correção

Uma nota para os meus alunos do 10º ano: podem tirar o exame e reparem como estão preparados para responder às questões das matérias referentes ao 10º ano. Não tenho uma bola mágica em casa para adivinhar, mas a última questão (em opção com a filosofia da arte) sobre a filosofia da religião é praticamente igual à questão de desenvolvimento que saiu no último teste que fizemos. Podem começar a praticar para o ano. 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

10º 31, 33, 41, 43 e 20. Obrigado e boas férias a todos, miúdos e miúdas.

Mais um ano letivo termina e como tem sido hábito neste blogue faço publicação da foto de cada uma das turmas que comigo trabalharam e se iniciaram no estudo da filosofia. Foram praticamente 9 meses de trabalho. Os filósofos gregos chamaram “maiêutica” a este processo de fazer parir ideias a partir da arte do diálogo e das técnicas da argumentação. E nem de propósito foram 9 meses, exatamente o tempo de gestação para um ser humano até ao nascimento. Espero que a vossa curiosidade tenha despertado com a ajuda da filosofia. Foi um gosto enorme ter a vossa companhia. E obrigado, pois neste trabalho de partilhar o conhecimento e educar, Gratidão é a palavra mais certa.  Vou acrescentando fotos de todas as turmas até ao final da semana.




O 10º 41 (a minha Direção de Turma)




O 10º31, futuros economistas e com grande pinta para a argumentação. 



O 10º43, a irradiar simpatia. Faltaram muitos nesta foto :(


10º20, os artistas (curso de Artes)


10º 33, mais meninos e meninos para preparar a economia futura :)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ética com razões em debate

O livro "Ética com Razões", de Pedro Galvão, esteve em debate com a presença do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada. Foram debatidos os principais problemas abordados no livro: aborto, eutanásia e direitos dos animais.


Aqui pode-se ver sobre o problema das touradas:


Pedro Galvão é professor de ética na Faculdade de Filosofia da Universidade de Lisboa e autor de vários livros, além de tradutor de muitos outros. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Ferramentas para exame de filosofia 2015

A primeira tarefa é ler as informações para exame (clicar para aceder), principalmente os conteúdos que são testados (páginas 2 a 7) e as competências correspondentes (páginas 1 e 2).
Em cada um dos anos a que se refere este exame existem conteúdos de opção. Assim, no 10º ano, estudam somente ou a dimensão dos valores religiosos ou estéticos. E no 11º ano ano, estudam ou a lógica Aristotélica ou a proposicional. Estas matérias aparecem sempre no exame como opção, pelo que não vale a pena estudar exaustivamente as duas.
A maioria dos manuais de filosofia oferece aos estudantes resumos das matérias de ambos os anos e muitas escolas têm já a prática de disponibilizar apoios para exames. A melhor estratégia é aproveitar esses apoios principalmente para dúvidas de matérias que não ficaram bem aprendidas.
Finalmente convém ficar familiarizado com o exame de filosofia. O IAVE (instituto tutelado pelo Ministério da Educação e responsável pelas provas de exame) disponibiliza vários exames (clicar aqui).

Para se obter boa classificação a fórmula não tem segredos: estudar e uma boa dose de motivação e confiança. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Compêndio em linha de Problemas de Filosofia Analítica

O Compêndio Em Linha de Problemas de Filosofia Analítica é um volume, em língua portuguesa e de acesso inteiramente livre, que consiste em ensaios especializados sobre questões e problemas pertencentes a um conjunto de áreas nucleares da Filosofia Analítica contemporânea. Num primeiro momento, a ênfase é colocada em áreas que tratam da natureza da linguagem, mente e cognição. O volume está organizado em torno de três grandes domínios:
  • Lógica e Linguagem, incluindo a Filosofia da Linguagem, a Lógica Filosófica, a Filosofia da Matemática, etc.
  • Mente e Cognição, incluindo a Epistemologia, a Filosofia da Mente, os Fundamentos da Ciência Cognitiva, etc.
  • Metafísica, incluindo a Ontologia, a Filosofia da Ciência, etc
Os artigos do Compêndio em Linha são ensaios de estado da arte sobre tópicos salientes na reflexão e investigação filosófica actuais. Tipicamente, cada artigo formula e caracteriza um tópico segundo o estado corrente da sua discussão, introduz as concepções principais e os argumentos associados acerca do tópico e examina criticamente os prós e os contras de cada uma dessas concepções e argumentos.
O volume é uma colecção do Repositório da ULisboa: http://repositorio.ul.pt/handle/10451/15845
Novo site AQUI

Aristóteles em português

Um grupo de estudiosos da obra de Aristóteles tem traduzido e disponibilizado para o português, com traduções de qualidade, um conjunto muito interessante das suas obras. Este é mais um volume que apresentamos. As traduções são coordenadas por António Pedro Mesquista, professor de filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. As traduções entretanto lançadas podem ser descarregadas no site dedicado ao projeto, AQUI.


sábado, 9 de maio de 2015

Medo do conhecimento

O relativismo pós moderno invadiu a cultura e os departamentos universitários. A ideia base (grosso modo) consiste em presumir que qualquer ideia é verdadeira, dependendo dos contextos racionais nos quais ela se possa inscrever. Curiosamente a filosofia, pelo menos aquela que se tem praticado nos meios anglo-saxónicos e a que mais desenvolvimento filosófico tem proporcionado nas últimas décadas (por muito que isto desagrade aos mais conservadores), a filosofia analítica, tem resistido a esta investida relativista. É este debate que, de forma clara, este livro nos traz. Uma leitura que tem tanto de interessante como de relevante. Tem também a vantagem de explicar que o relativismo não é o que muitas vezes se fala, pelo menos o relativismo epistemológico.
Desengane-se quem pensar que vai encontrar neste livro um ataque pessoal a quem é relativista ou não pensa o mesmo que o autor do texto, como muitas vezes tem acontecido nas redes sociais e blogosfera. Trata-se de um texto adulto e maduro, como todos os bons textos, onde o interesse é discutir ideias e não perfis pessoais dos seus autores. O autor agradece cuidadosamente a quem, como Rorty, foi capaz de despertar o interesse para a discussão de alguns argumentos. Numa discussão com interesse intelectual é perfeitamente natural que se aprecie o argumento X sem, com efeito, ter de concordar com a conclusão. Alguém pode discordar das conclusões dos argumentos de Plantinga ou Swinburne (também com um livro incluído nesta coleção) sem, no entanto, deixar de apreciar a sofisticação dos seus argumentos. Logo, quem espera deste livro um “dizer mal de x”, mais vale procurar informação em outros livros que não este. Aqui apresenta-se uma boa discussão, concorde-se ou não com as conclusões.
Mais informações AQUI. A edição é de Abril de 2015. 

Boa leitura

sexta-feira, 1 de maio de 2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Ética na Escola Gonçalves Zarco

Falamos de ética, reflexão ética, cultura e valores. E também falamos da relação do pensamento crítico e da forma como podemos organizar um raciocínio moral. Oferecemos exemplos e contamos histórias para tentar mostrar como alguns argumentos funcionam. Agradeço aos colegas da Escola Gonçalves Zarco, Funchal e ao Dr. Rui Caetano, Presidente do Conselho Executivo por nos abrir as portas para este final de tarde. E agradeço a todos os professores presentes. A aluna Rufina Freitas, do 11º ano da Escola Jaime Moniz apresentou uma história com bons resultados. Obrigado também à Rufina por ter aceite o meu desafio, mesmo nesta altura de estudo intenso para os últimos testes e exames que se avizinham. Ficam as fotos de registo e o elenco das matérias. 





Parte I – teoria
1. O que é a ética?
2. As áreas da ética
3. Ética, argumentação e pensamento crítico
4. O que é que a ética pode ensinar aos professores?
Parte II – Aplicação prática
1. Viver com o erro
2. Pensar como um freak:
a. Steve jobs e «conecting dots»
b. José Mourinho e a confiança
c. O que é que Steve Jobs e o José Mourinho podem ensinar aos professores?
d. Crime e castigo: um exemplo prático.
Parte III – o eu e os outros
1. Pais e comunidade
2. Colegas
3. Alunos
4. Instituição, leis e regulamentos

domingo, 26 de abril de 2015

Filosofia da música no Questões Básicas

No passado mês pela primeira vez abordei publicamente – e para alunos do secundário – alguns problemas da música tratados pela filosofia. De todas as intervenções fora de aula que fiz confesso que foi a que mais me desafiou, pois desconheço literatura desta área destinada a adolescentes. Foi um trabalho de simplificação que sacrificou alguns aspetos. Na minha abordagem mais que expor os argumentos, procurei mostrar quais os problemas e como é que os mesmos surgem e se colocam. Neste texto de Aires Almeida, há mais algumas ideias interessantes e exploradas de modo claro que ajudam a levantar outros problemas, bem como algumas respostas, principalmente a de Jerrold Levinson. Vale a pena ler. É curto e claro.




“O que faz o cão desta famosa imagem diante do gramofone? Ouve música? Certamente que não, a não ser que seja um cão muito especial.”

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A ética e a arte de ensinar na Gonçalves Zarco - Funchal

No próximo dia 29, pelas 17 horas estarei na Escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, Funchal, para uma atividade com professores abordando alguns tópicos que ajudem a refletir sobre ética e profissão docente. Deixo aqui o esboço do trabalho que tenho preparado, ainda sujeito a algumas revisões.





Parte I – teoria

1. O que é a ética?
2. As áreas da ética
3. Ética, argumentação e pensamento crítico
4. O que é que a ética pode ensinar aos professores?

Parte II – Aplicação prática

1. Viver com o erro
2. Pensar como um freak:
a. Steve jobs e «conecting dots»
b. José Mourinho e a confiança
c. O que é que Steve Jobs e o José Mourinho podem ensinar aos professores?
d. Crime e castigo: um exemplo prático.

Parte III – o eu e os outros

1. Pais e comunidade
2. Colegas
3. Alunos

4. Instituição, leis e regulamentos

terça-feira, 7 de abril de 2015

Formação

http://www.profsintra.org

Ação de Formação

Filosofia com Crianças e Jovens
+
10º Workshop de Filosofia Prática:
 A Arte de Questionar/Consulta Filosófica
com o
DINAMIZADORES

- Prof. Dr. OSCAR BRENIFIER
Doutorado em Filosofia pela Sorbonne, Paris
Consultor Filosófico e Formador
Presidente do Institut de Pratiques Philosophiques

- Mª Luísa Abreu e Alice Santos
Formadoras na área da Filosofia com Crianças e Didática da Filosofia                                         

LOCAL

LanguageCraft, R. Alexandre Herculano, 39 - r/c Esq. 1250-009 Lisboa (Metro: Rato ou Marquês de Pombal)

CALENDÁRIO




DURAÇÃO

CREDITAÇÃO

1ª fase: 9 e 10 de maio – Workshop de Filosofia Prática (9:30/19:00) com o Professor Oscar Brenifier
2ª fase: 16 de maio (9.30/18.30)

25 horas
1  crédito (presença em 2/3 do curso e entrega de relatório final)
DESTINATÁRIOS
Todos os interessados/as na filosofia prática
Com acreditação especializada:
Educadores de Infância, Professores do 1º ciclo do Ensino Básico e Professores do Ensino Secundário de Filosofia/grupo 410
Certificados a emitir:
1º - Certificado de participação no Workshop (assinado pelo Professor Dr.OSCAR BRENIFIER).

2º - Certificado de acção de formação passado pela Associação de Professores de Sintra, com 1 crédito (para quem entregar o relatório final e participar em dois terços da formação, correspondente a 17 horas, equivalente à duração do workshop).

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Indução, causalidade e os ovos de Hume




MULHER: Doutor, doutor. Tem de me ajudar. O meu marido pensa que é uma galinha.
MÉDICO: Isso é terrível. Há quanto tempo é que ele pensa desse modo?
MULHER: Que me lembre, sempre pensou.
 MÉDICO: Então, por que não veio ter comigo mais cedo?
 MULHER: Eu teria vindo, mas precisávamos dos ovos. 

 Se o médico respondesse que também precisava ovos, estaríamos perante algo análogo ao problema da indução.

 MULHER: Professor, professor. Tem de me ajudar. O meu marido usa um argumento indutivo para justificar o uso de argumentos indutivos.PROFESSOR HUME: Isso é terrível. Há quanto tempo é que ele age desse modo? MULHER: Que me lembre, sempre agiu.
HUME: Então, por que não veio ter comigo mais cedo?  MULHER: Eu teria vindo, mas precisávamos (das conclusões) dos argumentos indutivos.  HUME: Creio que também eu preciso deles. 

 John Allen Paulos, Penso, logo rio, Ed. Inquérito, 1988, Trad. Luís Serrão, p.71

terça-feira, 24 de março de 2015

O que o dinheiro não pode comprar, Michael Sandel


Acabo de saber que está publicado pela Presença o livro do filósofo político de Harvard, Michael Sandel, O que o dinheiro não pode comprar. Mais uma leitura a seguir com atenção para quem se interessa por estes problemas da filosofia política. Recordo que pela mesma editora temos já publicado o excelente Justiça


Devemos recompensar monetariamente as crianças por lerem livros ou terem boas notas? Deveremos permitir que as empresas paguem para obterem o direito de poluírem a atmosfera? É ético aceitar ser pago para tatuar o nosso corpo com mensagens publicitárias?

Vivemos numa época em que quase tudo pode ser comprado e vendido. Nas últimas décadas, os valores do mercado infiltraram-se em quase todos os aspetos da nossa vida - saúde, educação, justiça, governo e até família -, e deixámos de ter uma economia de mercado para passarmos a ter uma sociedade de mercado. Mas que preço pagamos por vivermos numa sociedade em que tudo está à venda? 

Em O Que o Dinheiro Não Pode Comprar, o autor procura lançar o debate, de forma a repensar o papel e o alcance dos mercados nas nossas práticas sociais, nas relações humanas e na vida quotidiana. E, acima de tudo, Michael J.Sandel procura responder à questão fundamental: como podemos proteger aquilo que é verdadeiramente importante?