quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Trabalhos de filosofia (Ensaios) feitos por alunos

Para os alunos do 10º ano que querem antecipar algum trabalho que vão ter pela frente, como a redação do ensaio argumentativo, no 3º período, podem ver neste LINK(clicar aqui) alguns trabalhos de estudantes. Esta coleção de trabalhos pertence ao site do manual escolar, A Arte de Pensar (Plátano Editora) sendo que atualmente o manual se chama 50 Lições de Filosofia. Estes manuais são da autoria de várias pessoas, sendo que o núcleo forte é o filósofo português Desidério Murcho, um dos mais ativos dos últimos anos em Portugal e Aires Almeida, professor do ensino secundário e, entre outras atividades, diretor de uma das mais importantes coleções de livros de filosofia editadas no nosso país, a Filosofia Aberta, da editora Gradiva.


A razão dos argumentos

                                                                    (Foto de Rolando Almeida, at.Escola Jaime Moniz, Funchal)

Por que razão argumentamos? A resposta é que os argumentos são uma técnica para defender teorias. Raciocinar é uma condição necessária para argumentar, mas nem sempre um raciocínio é um argumento, pois podemos raciocinar sem querer convencer alguém de uma teoria. Quando usamos um argumento queremos dar razões para alguém aceitar a nossa tese.
A filosofia é um saber a priori. Significa isso que não recorre à experiência para testar teorias. As teorias testam-se com argumentos. E como na filosofia a experiência não constitui prova de fogo, então é natural que os filósofos disputem constantemente as conclusões das suas teorias.
Há quem pense que estar sempre em desacordo não é lá uma grande vantagem. Bem pelo contrário. Questionar permanentemente as teorias uns dos outros traz grandes benefícios aos seres humanos. Sem esta capacidade crítica (de permanente questionar), a evolução do pensamento seria muito mais difícil, ou pelo menos imaginamos que sim, pois não estamos de momento a ver como evoluiria o pensamento, a ciência e todo o conhecimento sem esta capacidade em permanente exercício.
Por outro lado, é claro que estar sempre a levantar problemas parece uma grande chatice, pois, tal como na vida, gostamos sempre mais de regressar ao nosso lugar de conforto, ao mais fácil e óbvio da vida. Neste aspeto estudar filosofia não nos dá paz. Não! Estudar filosofia não é violento. Não é nada disso que queria dizer. O que quis dizer é que estudar filosofia não é estudar teorias perfeitas e acabadas, mas antes colocar-nos numa situação de perplexidade (ficarmos sem resposta) perante os problemas. Mas é isto que torna esta disciplina tão fascinante, senão pensem: se estamos perante problemas sem solução, por que não tentarmos nós mesmo resolvê-los?
Duas conclusões:
1ª a filosofia não se estuda os outros (filósofos) para bilhardar* o que eles pensam, mas antes para discutir o que eles pensam.
2º Para conseguir o expresso na linha anterior, temos de dominar bem a argumentação.



*termo muito usado na ilha da Madeira e que significa Cuscar. 

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Objetivos para o 1º teste

Aqui ficam os objetivos principais do primeiro teste desde ano (10º ano). Para fazer um bom teste é necessário dominar estes conteúdos:

- Distinguir entre definição explícita e implícita (condições necessárias e suficientes).
- Explicar por que razão não é possível uma definição explícita em filosofia.
- Explicar por que razão a definição etimológica é incompleta.
- Caracterizar a filosofia como: atividade crítica, tomada de posição e estudo a priori.
- Distinguir a filosofia da ciência: ao passo que os problemas da filosofia são a priori, os da ciência são empíricos (recurso à experiência como "método" de resolver problemas)
- Compreender que a filosofia anda em volta de problemas, teorias e argumentos.
- Distinguir um texto argumentativo de um não argumentativo.
- Saber o que são premissas e conclusão (composição de um argumento).
- Distinguir num argumento premissas de conclusão.
- Saber o que é uma proposição.
- Identificar se um argumento é válido distinguindo argumentos válidos de inválidos.
- Compreender as condições para um argumento ser um bom argumento: validade, solidez e cogência.
- Saber negar proposições universais, particulares e condicionais.
- Compreender que os conceitos são representações mentais. 

quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Uma sugestão musical para os alunos e alunas

Uma sugestão musical para os meus alunos e alunas dos 10º 31, 33, 41, 43 e 20. Os Portishead foram uma banda da cidade costeira inglesa de Bristol e fizeram uma mistura de soul, com hip hop e alguns elementos da música clássica. O género ficou conhecido por Trip Hop e foi popularizado por outras bandas como Bomb The Bass, Massive Attack ou Tricky. Esta que escolhi vale pela profundidade e beleza. Desfrutem. 


quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

Como Pensar Tudo Isto? Digital

A versão digital em Pen do Como Pensar Tudo Isto? está a chegar aos professores. Esperemos que seja do agrado de todos. E mais uma vez agradeço aos professores que optaram por este manual. O vosso feedback será o derradeiro teste à qualidade do manual. 


sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Síntese das aulas do 10º ano - Setembro 2014


Caros alunos, neste primeiro momento da disciplina de filosofia, segue uma lista dos conteúdos principais que resumem a toolbox (caixa de ferramentas) que vamos usar ao longo do ano para fazer filosofia. Assim, para já, temos de saber:

- Distinguir coisas que aprendemos pelos sentidos de coisas que aprendemos pelo raciocínio apenas, como a matemática e filosofia.

- Caracterizar a filosofia como uma forma de saber que envolve atitude crítica, tomada de posição, sendo um saber a priori (que se desenvolve com recurso ao raciocínio argumentativo)

- Definição etimológica de filosofia como uma definição incompleta. Podemos gostar de saber sem ser filósofos.

- Dificuldade em definir explicitamente a filosofia.

- Definições implícitas de filosofia.

- Identificar problemas filosóficos distinguindo-os dos não filosóficos, principalmente dos problemas científicos.

- Compreender a inevitabilidade da filosofia como forma de compreensão do mundo .

- Compreender as seguintes noções:
·         Argumento
·         Proposição
·         premissas como as razões que oferecemos para defender uma tese
·         conclusão como a tese a ser defendida
·         refutação de argumentos
·         definições de conceitos (explícita e implícitas)
·         condições necessárias e suficientes (nas definições)

Para refutar argumentos temos de saber usar algumas formas de o fazer, sendo que as que aprendemos são:

·         negação de proposições simples e complexas (condicionais, Universais e particulares)
·         contra exemplos
·         contra argumentos

Dado que vamos apenas na 2ª semana de aulas, alguns destes conteúdos ainda estão a ser desenvolvidos, com explicações e exercícios. Atenção que parte destas matérias são conceitos técnicos, muito úteis para todo o percurso da disciplina e para o exame nacional de filosofia (não obrigatório, mas muito útil)

Enjoy. 

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Filosofia, a aventura a começar


Ainda sem sequer dizermos os nossos nomes, sem sabermos quem é o professor desta nova disciplina, entramos na sala de aula e começamos, quase do nada, a ouvir esta música da Capicua. Enquanto isso, o professor escrevia no quadro:

Eu quero a vida como primeiro dia
Viver a vida como no primeiro dia
Cada dia como no primeiro dia

Mas para quê aquela história da Capícua numa primeira aula de filosofia? Quando entramos nesta sala de aula estávamos cheios de questões: que disciplina é esta? Será difícil ou fácil? Será que o professor é exigente? Que posso esperar disto tudo? O que é a filosofia?
Na verdade esta primeira aula é a melhor preparação para o que segue. A cada aula de filosofia eu devo entrar com cada vez mais e mais questões, dúvidas.
Sem dúvidas, sem questões, não há problemas. E sem compreender esta lição primeira e elementar, nada vamos conseguir desta nova aventura.

Portanto, miúdos e miúdas:

Na filosofia, “Nós… queremos a vida como no primeiro dia

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Capicua e Filosofia

Aos novos alunos de filosofia, 10º ano, peço que comecem o ano por ouvir esta introdução a um dos trabalhos da rapper do Porto, Capicua. Na aula falaremos o que queremos destas palavras. Os créditos a Almada Negreiros. 


quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Bom ano letivo a todos

Para todos as turmas às quais irei este ano ensinar filosofia, os meus desejos de um bom ano letivo. E habituem-se à imagem deste post, pois o que mais vamos fazer é aprender a raciocinar sobre argumentos.


segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Boas férias a todos

Regressamos em Setembro para mais um ano letivo. Até lá, boas férias.

(Foto de Rolando A. Garajau, Ilha da Madeira)



sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Nota de agradecimento com planificação anual


AQUI pode-se ler o nosso agradecimento às escolas e professores que optaram pelo Como Pensar Tudo isto?. E AQUI pode retirar-se a planificação anual para trabalhar com o manual.

sexta-feira, 27 de Junho de 2014

3 sugestões de leitura para o verão

Deixo aqui 3 sugestões de leitura de filosofia para o verão. Qualquer um destes três livros proporciona uma boa aventura pelo espírito crítico filosófico. Deixo também links para saberem mais sobre cada um destes livros. Basta clicar no título de cada um dos livros. Todos estes livros podem ser adquiridos em livrarias como a Fnac, Bertrand ou pedidos em outras livrarias. 











sexta-feira, 13 de Junho de 2014

Tabelas de verdade no Logicamente, ferramenta de lógica do Como Pensar Tudo Isto?

Uma das ferramentas digitais que disponibilizamos no Logicamente (parte integrante do manual Como Pensar Tudo Isto?) é a construção de tabelas de verdade. Disponibilizamos um tutorial para mostrar como funciona esta parte do nosso software.


sexta-feira, 6 de Junho de 2014

Com o 10º32 foi sempre um sossego atento

E pronto, o painel deste ano letivo fica completo com a foto dos meninos e meninas do 10º32. E que devo salientar nesta turma? Primeiro tem lá no meio um cérebro como o do Einstein, não é Joana? Não esqueças do que conversamos e conserva sempre essa tua acuidade intelectual com muito estudo e criatividade. Depois tive alunos e alunas que durante 90 minutos nunca pregavam o olho, mesmo que a aula fosse intensamente expositiva, como muitas vezes acontece. A Regina e a Odília sabem do que falo. E ainda tivemos o João Francisco que dizia sempre: “gosto mesmo desta aula”. O João conservou essa ideia do princípio ao fim. Já a Laura tinha mais sono, mas nunca perdeu o tino e sempre se revelou um grande ser de apenas 15 anos. E o Óscar que nos seus melhores dias pegava em força com a sua curiosidade intelectual. E a Catarina que no final do ano fez uma revelação sobre o seu próprio trabalho verdadeiramente desconcertante tão cheia que estava de humildade e sinceridade. Nunca mais esquecerei que numa aula ao último tempo chamei um outro professor para espreitar como estes miúdos estavam sossegados a trabalhar. Foram excelentes kids e trabalhar com vocês foi sempre um prazer. Nesta foto temos a companhia da Professora Isabel que foi a Diretora de Turma e uma excelente colega e professora, sempre preocupada com o melhor para estes nossos alunos.