terça-feira, 15 de janeiro de 2013

De onde chegam os leitores do FES?

O Blogger disponibiliza estatísticas interessantes que permitem conhecer o perfil dos leitores do blog. No caso do FES (Filosofia no Ensino Secundário) temos tido leitores em alguns países. Presumo que são falantes de língua portuguesa e muitos deles podem ser navegadores ocasionais sem interesse específico no conteúdo do blog, mas que vieram aqui parar por um qualquer motivo de investigação. Mesmo assim constato que o blog tem merecido cerca de 2 mil visitas mensais e o número de visitas aumenta quando são colocados mais posts. O momento alto do blog foi ainda na plataforma da Sapo, em 2007 e 2008, quando publiquei as análises aos manuais escolares. Se hoje em dia tem cerca de 100 a 200 visitas diárias, nessa altura em alguns dias atingiram-se números como 600 visitas. É verdade também que nessa altura o FES navegava na internet algo solitário e hoje tem concorrência ou à altura ou bem melhor. Em qualquer dos casos, o FES hoje em dia está novamente voltado para os meus alunos do ensino secundário. Foi para eles que foi criado e será com eles que, um dia terminará. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O problema do conhecimento

Não são muitas as vezes que temos bons documentários traduzidos para português e ou dominamos o inglês para os ver na língua em que foram gravados, ou o acesso a estes vídeos torna-se mais difícil. A editora Sebenta traduziu um excelente vídeo de Nigel Warburton para o manual de filosofia no qual também sou colaborador. Trata-se de um pequeno vídeo no qual Warburton apresenta o problema do conhecimento, a partir da relação entre aparência e realidade. É um bom mote para as aulas, em especial as do 11º ano. Mas vale a pena ser visto por todos os alunos e professores. Ver AQUI. 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Como usar textos (ou não) nas aulas de filosofia

Neste texto (clicar em cima) dou sugestões sobre como desenrolar uma aula de filosofia com recurso (ou não) aos textos. Post direccionado para professores.

Subjectivismo Moral

Para compreender melhor o subjectivismo moral, vale a pena ler este texto (clicar em cima), retirado de um importante livro de filosofia moral, do filósofo James Rachels.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Filosofia e perus de natal

Como estamos na época de Natal deixo aqui o link para dois textos sobre filosofia e natal. O primeiro aborda a questão se é moralmente aceitável mentir sobre o pai natal. O segundo trata de um pequeno livro, que mais não é do que uma excelente introdução à filosofia, cujo tema inspirador é o natal. 


sábado, 15 de dezembro de 2012

Ensinar Lógica

Aqui está o meu contributo para a discussão sobre o ensino da lógica na filosofia. Ver AQUI.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Manual 2.0 de Filosofia


O manual escolar 2.0 é um trabalho da Sebenta Editora, Grupo Leya. Sou co-autor desse manual onde vou publicando, com a chancela do meu editor, textos sobre filosofia e ensino. Sou co-autor com os meus colegas de equipa Domingos Faria e Fernando Janeiro. Podem visitar AQUI. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dicas para estudar para o teste de Filosofia da Acção


Para o segundo teste temos a filosofia da acção. Numa primeira abordagem procuramos compreender o conceito de acção, distinguindo-a dos acontecimentos que não envolvem agentes (todas as acções são acontecimentos que envolvam agentes, mas nem todos os acontecimentos que envolvam agentes são acções). Ao mesmo tempo distinguimos acções intencionais e não intencionais e vimos que um acontecimento é uma acção se for possível pelo menos uma descrição verdadeira.
Uma descrição verdadeira é aquela que pode descrever pelo menos uma crença e um desejo do agente para agir.

E é essa crença e desejo que explicam o Motivo da acção. Seguidamente analisamos uma teoria explicativa do motivo, que é o egoísmo psicológico. Uma das críticas principais ao egoísmo é que o prazer que retiramos de uma acção não pode, segundo os críticos do egoísmo psicológico, ser causa, mas consequência da acção.

Uma vez terminado este primeiro tópico, começamos a discutir um dos principais problemas da filosofia da acção, o de saber se a nossa vontade para agir é livre ou se é determinada. Para tal estudámos o que significa determinismo, distinguindo-o do fatalismo. Compreendemos o alcance do determinismo explicando a causalidade e recorrendo às ciências como a física ou a biologia. Avaliamos o determinismo como uma teoria verdadeira. Mas ao mesmo tempo também apurámos que a nossa intuição é muito forte ao indicar-nos que somos livres de escolher como agir. Encontramos assim o problema do livre arbítrio: se somos livres ao agirmos, de onde vem essa liberdade, pois o determinismo parece indicar que tudo no universo é determinado. Ora, se assim é, as nossas acções também são determinadas e, logo, o determinismo não passa de uma ilusão.

Parte das nossas aulas foram de discussão deste problema. Pelo meio tivemos de resolver alguns outros problemas paralelos, como aquele que apareceu no 10º14, sobre o relativismo da verdade. Nessa aula tentei dar-vos pistas para compreenderem a inconsistência na defesa de uma tese como “a verdade é relativa”, raciocinando que se assim é, 1) pelo menos esta mesma verdade não pode ser relativa e que 2) se a verdade é relativa alguém pode sempre defender que a verdade não é relativa, aproveitando-se da verdade que indica ser a verdade relativa. Confusos? Calma.

Para tentar responder ao problema do livre arbítrio começamos por fazer o mapa do problema:

Ou o livre arbítrio existe e o determinismo é falso
Ou o determinismo existe e o livre arbítrio é uma ilusão
Ou é impossível resolver o problema

Se negamos a existência do livre arbítrio, então apoiamos a tese do determinismo radical. Se negamos o determinismo radical, defendemos a tese do libertismo. Estas teses são incompatibilistas. Mas houve quem sugerisse – e muito bem – que podemos ao mesmo tempo defender o livre arbítrio e o determinismo numa tese compatibilista a que chamamos de determinismo moderado.

Para todas estas teses apresentamos algumas objecções e tentamos inventar outras, umas que funcionaram e outras que ficaram abandonadas pelo caminho já que pouco ajudavam a resolver o nosso problema.
Finalmente analisamos brevemente a posição que defende que não há uma resposta minimamente plausível ao problema.

Agora, toca a rematar todas estas questões, pensar bem nos problemas e analisar bem o problema, as teorias e os argumentos, pois o teste sobre este problema está a chegar.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Philosophy day


Determinado pela UNESCO comemora-se amanhã o dia mundial da filosofia. Na escola Jaime Moniz o dia assinala-se com uma breve exposição de alguns depoimentos de alunos em forma de cartaz. Fica aqui um pequeno registo como lembrança. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Exemplo de aula de filosofia


Não existem muitos exemplos gravados de aulas de filosofia. O trabalho do Tomás Magalhães (o professor do vídeo) é, assim, um caso algo isolado. Podes ver um pouco deste vídeo e tentar perceber o que é que esta aula tem de parecido ou diferente com as aulas que estás a ter este ano pela primeira vez de filosofia.