Mostrar mensagens com a etiqueta Filosofia da Arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filosofia da Arte. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sugestão musical com pintura pelo meio

Na década de 60 do século passado, eram os vossos pais praticamente crianças (alguns não tinham mesmo nascido, como eu) e um grupo de jovens muito talentosos criaram uma das mais influentes bandas musicais de todos os tempos, os Velvet Underground. Como estes jovens tinham um gosto desenvolvido pelas artes, convidaram muitas pessoas para participarem nas suas canções. É o caso de Nico, uma modelo que também cantava bem. E convidaram Andy Warhol, um pintor que costuma ser chamado da pai da Arte Pop para, por exemplo, criar a capa do primeiro disco de originais da banda. Hoje em dia esse disco e essa capa é um ícone para muitas pessoas. Se fores a cidades como Londres, Nova Iorque, ou mesmo Lisboa ou Porto, vais cruzar-te com algumas pessoas que vestem uma t-shirt com a famosa banana de Andy Warhol e estará escrito: The Velvet Underground and Nico. No final da semana passada, faleceu um dos músicos que inventou os Velvet Underground, com 71 anos de idade. Chama-se Lou Reed e é uma dos músicos mais extraordinários de toda a música popular do seculo xx. Há ainda um outro fundador dos Velvet Underground que está vivo e é muito criativo. Vale a pena conhecer. Chama-se John Cale e tem uma formação e intuição musical mais clássica que Lou Reed. 

Podes visitar virtualmente o Andy Warhol museu CLICANDO AQUI.

Podes conhecer um pouco mais de Andy Warhol CLICANDO AQUI


segunda-feira, 3 de junho de 2013

A Arte em teatro

Há alguns anos atrás vi a peça de teatro dos excelentes actores portugueses António Feio e João Pedro Gomes, A Arte. Trata-se de uma peça muito divertida que joga com alguns conceitos da arte contemporânea. Vale a pena ver. No Youtube estão todas as partes desta bela peça. 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Os Joy Division na filosofia da arte

Nas últimas aulas do ano, os meus alunos apresentam os ensaios argumentativos que preparam há cerca de 2 meses. São ensaios curtos nos quais têm de discutir uma tese. Eu forneço a bibliografia (textos de cerca de 20 páginas) onde as teses são apresentadas. Dou alguns problemas para escolher, exponho cuidadosamente as regras para o ensaio, mostro exemplos de outros ensaios e explico o que se avalia num ensaio. Em regra faço isto aproveitando a última aula do 2º período. Antes os alunos já preparam uma pequena apresentação, mas sem qualquer suporte bibliográfico, na qual têm de defender uma tese sobre um problema previamente proposto. As  apresentações orais são de cerca de 5 a 10 minutos cada. Nelas o aluno tem de mostrar que a tese defendida é bem defendida. Já vi excelentes apresentações e cada vez que as vejo penso sempre como cada vez mais nós, professores, temos de dar esta liberdade aos alunos, que sejam eles próprios a participar expondo as suas reais capacidades. A apresentação da Teresa foi especial, pois ela propôs-se a defender que a obra dos Joy Division é uma obra de arte. Para tal, a Teresa percorreu na base as teses de Collingwood, Dickie e Clive Bell. A Teresa foi mais longe e mostrou aos colegas algumas músicas dos Joy Division e o seu legado, tal como New Order ou Clan Of Xymox. Foi um pedaço de aula muito bem passado, e todos aprendemos um pouco mais com a exposição da Teresa.  Ficam as fotos. 


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ensaios sobre filosofia da arte



A Teresa, aluna do 10º20, curso de Artes, vai apresentar o ensaio argumentativo sobre filosofia da arte. Está a preparar as teorias da arte a partir da leitura de alguns capítulos de um dos livros de Nigel Warburton e depois vai tentar analisar a música dos Joy Division a partir das teorias estudadas. Foi uma boa ideia da Teresa, que a discutiu com o professor e acabou por aceitar o desafio. E é uma oportunidade para todos conhecerem esta banda de que a Teresa tanto gosta. Trata-se de uma banda de finais dos anos 70, início dos 80, do século passado. São de Manchester, Inglaterra e nasceram das cinzas do movimento punk. São considerados pelos críticos de música ( e pela Teresa também) como uma das bandas artisticamente mais sólidas da altura e mesmo nos dias de hoje. Vale a pena conhecer e esperar pelo trabalho da Teresa. 


Como aprender teorias da arte


Hoje na aula de filosofia da arte do 10º20, analisamos algumas músicas, de Bach a Sepultura, de John Coltrane a R L Burnside, de Radiohead a Mozart. Foi interessante concluir algumas coisas, nomeadamente que:

É consensual que Bach ou Mozart são obras de arte. Mas o mesmo não se aplica à música dos Sepultura, por exemplo. Toda a aula foi uma investigação para tentar saber, afinal, a razão ou razões que nos conduzem a afirmações como: “A música de Bach é uma obra de arte, mas a dos Sepultura não”. Chegamos a algumas conclusões:

- Nem tudo o que nos emociona é arte.

- Nem toda a arte é emocionante.

- O feio também pode ser artístico.

- Uma obra de arte não tem de ser sempre produzida pelo artista

- Talvez uma boa obra de arte tenha de ter algumas propriedades artísticas como profundidade, complexidade, harmonia.

- Uma obra de arte tem de ser envolvida por uma definição de arte

- Uma obra de arte produz conhecimento

- O tempo é uma propriedade que parece ser interessante para mostrar o valor de uma obra de arte. Se resiste ao tempo, é uma obra de arte. Mas mesmo assim, coloca-se o problema de performances artísticas que não podem durar no tempo. Esta ideia foi lançada primariamente pela aluna do 10º30, Maria Pocinho. E foi interessante pois por momentos pareceu ficar quase, quase sem objecções à altura.

Chegamos ainda a outras conclusões que nos levantaram mais problemas ainda. Espero que a discussão tenha sofisticado um pouco o vosso conhecimento do valor da arte e, sobretudo, o nível das discussões futuras.

Durante a apresentação, mostrei uma canção de que gosto muito dos Radiohead. Descrevi-a como harmoniosa, complexa, profunda. Falei ainda da forma significante a partir desta canção. É a canção que deixo aqui neste vídeo.


Já agora, o Luís Henrique, do 10º14, que é fã de Hip Hop, deixou esta sugestão:


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sigur Rós na filosofia da arte


Disse aos meus alunos que iria postar (principalmente após as aulas) alguns objectos artísticos que vale a pena conhecer (dado que notei em alguns alunos muitas ausências de referências artísticas ao leccionar a filosofia da arte). Começo com uma sugestão levezinha. Os Sigur Rós são uma banda de rapazes que, tal como nós, vivem numa ilha. A ilha deles é um país e também tem vivido recentemente a mesma crise económica que nós estamos a passar. É uma ilha que é um país. Um país com muito gelo, a Islândia (Iceland, a terra do gelo). A capital deste país chama-se Reykjavík e tem menos habitantes que a cidade do Funchal, onde fica a nossa escola. A música dos Sigur Rós é gelada como o país onde nasceu. Mas ao mesmo tempo revela-nos uma agradável sensação de conforto, uma beleza ternurenta. Vale a pena conhecer. Deixo um vídeo e a capa do disco que recomendo. 






sábado, 27 de abril de 2013

O que é a arte?


Este ano vou leccionar filosofia da religião. Mas como tenho uma turma de artes decidimos que seria melhor nessa turma leccionar a filosofia da arte. Acabou de sair um influente ensaio de filosofia da arte de Lev Tolstói na nossa língua. Mais informações sobre este livro AQUI. Para Tolstói,

 “A arte autêntica é acessível a todos e define-se pela sua capacidade de comunicar sentimentos que contribuam para a união das pessoas e para o aperfeiçoamento moral de toda a comunidade. Estas são as bases da teoria da arte que veio a ser conhecida como «teoria expressivista», assente numa definição funcionalista da arte. Teorias que continuam a ser estudadas e discutidas pelos filósofos interessados nos problemas da definição e do valor da arte.


A edição é da Gradiva Tradução do russo de Ekaterina Kucheruk
Revisão científica e introdução de Aires Almeida

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Será que a Arte nos proporciona conhecimento?


Tive um longo período da minha vida em que só ouvi músicas experimentais, jazz cruzado com improvisações de dj`s, electrónicas lo-fi, músicas feitas com instrumentos pouco convencionais, aquilo que eu chamava na altura de pop desconstrucionista, etc… Fui muitas vezes confrontado com a estranheza de amigos e pessoas próximas que defendiam que tais músicas eram desagradáveis e mesmo horrorosas. Recordo que um colega de rádio chamava ao meu programa da altura, o Hipnótico, “o programa de discos riscados”. Havia lugar para quase todo o tipo de músicas que constituíssem um desafio intelectual às convenções. Confesso que hoje em dia tenho uma relação mais pacífica com as convenções e até muita da música que ouvia nessa altura é mais convencional do que eu pensava. E também me dei conta de muita charlatanice pelo meio. Mas a justificação que eu sempre dei é que tinha duas razões principais para ouvir aqueles discos tão atentamente:

1)      Proporcionam prazer estético.
2)      Acrescentam valor cognitivo.

Mais tarde rasguei mais alguns horizontes e cheguei mesmo a ficar somente com a razão 2). O que eu nunca soube durante esses anos todos é que existe muita bibliografia filosófica a defender estas mesmas teses.
Quem se interessa por estas razões temos disponível em língua portuguesa, de um autor português, um livro que nos coloca a par de uma forma muito clara com os principais argumentos a favor destas teses, em especial da segunda, sempre conjugada com a primeira. O livro em causa, O valor cognitivo da Arte, resulta do melhoramento de uma tese de mestrado. Mas o leitor mais distante da filosofia não precisa de se assustar pois esta não é uma tese de mestrado escrita no tom que estamos habituados. Ela está escrita como hoje em dia melhor se escreve filosofia, de forma muito clara, mas muito rigorosa, desmontando uns argumentos e montando outros. E estão lá os argumentos desenvolvidos de forma robusta que muitas vezes ocorrem nas nossas conversas, desde a emoção que a arte muitas vezes proporciona, até às questões epistémicas do mundo da arte. O livro tem um suporte bibliográfico actual e fiável.

Aires Almeida, O valor cognitivo da arte, Centro de Filosofia da Univ. de Lisboa, 2010

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O que é que percebes de música?

Este artigo de Peter Kivy, professor de filosofia na Universidade de Rutgers, autor que tem teorizado sobre a filosofia da música, tenta responder a uma questão que nos é muito cara: o que é que queremos dizer quando afirmamos que percebemos de música?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Aires Almeida, O valor cognitivo da Arte

Entre os livros novos, hoje mesmo chegou-me o livro O valor Cognitivo da Arte, de Aires Almeida (Ed. Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 135 p.), um estudo onde o autor, contrariamente às teses expressas por Platão e Kant, defende que a arte pode ter um valor cognitivo. Como já quem conhece, reconhece, Aires Almeida tem o talento suficientemente apurado para nos explicar problemas difíceis numa linguagem descomplexada, sem perder pitada de rigor. E isto é o que distingue os bons autores em filosofia.   

domingo, 25 de abril de 2010

Novas traduções de ensaios da filosofia da arte


Na próxima segunda-feira, dia 26 de Abril, pelas 22 horas, será apresentada, na Feira do Livro de Braga, a antologia de textos de estética Arte em Teoria (Braga: Húmus / CEHUM, 2010), organizada e traduzida pelo Prof. Vítor Moura.
Este livro inclui textos de Nelson Goodman, R.G. Collingwood, Roger Fry, Edward Bullough, George Dickie e Jerrold Levinson.
A moderação será feita pelo Prof. Doutor Acílio Rocha.
O livro, a mais recente novidade editorial do CEHUM, estará disponível no stand do ILCH/CEHUM na Feira do Livro.
O NEFILUM

quarta-feira, 24 de março de 2010

O que é a arte? Semana da História na Gonçalves Zarco

Esta foi a base da minha apresentação do problema da definição da arte na Semana da História na escola Básica e Secundária Gonçalves Zarco, no Funchal. Claro que o mais importante era a discussão das teorias com o auditório, mas tive um tempo de apresentação mais limitado que o esperado. Ainda assim a primeira parte teve participação activa.
Agradeço ao Grupo de História a oportunidade para mais uma vez, expor publicamente uma discussão filosófica. Gostava, uma vez mais, de agradecer em especial aos colegas David Leça, António José Mascarenhas e Gorete Teixeira pelas aturadas tardes e manhãs de trabalho, intercaladas por discussões profissionais e não só com as quais tenho aprendido muito.