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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O conhecimento como relação entre um sujeito e um objeto

A percepção é o modo como tomamos consciência dos objectos, em especial daquilo que nos é dado pelos sentidos. A pergunta que muitos filósofos colocam acerca da percepção é a seguinte: será que o facto de percepcionarmos objectos é suficiente para justificar a existência desses objectos fora da nossa consciência? A distinção entre aparência e realidade parece indicar que há diferença entre aquilo que as coisas são e a maneira como tomamos consciência delas, isto é, a maneira como as percepcionamos. O modo como funciona a percepção dá lugar a grandes disputas filosóficas e é um tema central nas discussões acerca da natureza do conhecimento. Há três grandes teorias da percepção, com diferentes implicações em termos epistemológicos: o realismo directo, o realismo representativo e o idealismoVer também realismo crítico e realismo ingénuo. (Aires Almeida)"

in. DEFnarede

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Indução, causalidade e os ovos de Hume




MULHER: Doutor, doutor. Tem de me ajudar. O meu marido pensa que é uma galinha.
MÉDICO: Isso é terrível. Há quanto tempo é que ele pensa desse modo?
MULHER: Que me lembre, sempre pensou.
 MÉDICO: Então, por que não veio ter comigo mais cedo?
 MULHER: Eu teria vindo, mas precisávamos dos ovos. 

 Se o médico respondesse que também precisava ovos, estaríamos perante algo análogo ao problema da indução.

 MULHER: Professor, professor. Tem de me ajudar. O meu marido usa um argumento indutivo para justificar o uso de argumentos indutivos.PROFESSOR HUME: Isso é terrível. Há quanto tempo é que ele age desse modo? MULHER: Que me lembre, sempre agiu.
HUME: Então, por que não veio ter comigo mais cedo?  MULHER: Eu teria vindo, mas precisávamos (das conclusões) dos argumentos indutivos.  HUME: Creio que também eu preciso deles. 

 John Allen Paulos, Penso, logo rio, Ed. Inquérito, 1988, Trad. Luís Serrão, p.71

domingo, 7 de julho de 2013

Introdução à Filosofia do Conhecimento, Dan O`Brien

Certamente com a qualidade a que nos habituou a colecção da Gradiva, Filosofia Aberta. Para uma informação sugestiva, ler AQUI.





Índice
Prefácio
PARTE I INTRODUÇÃO AO CONHECIMENTO
1. A teoria do conhecimento
2. O que é o conhecimento?
PARTE II FONTES DO CONHECIMENTO
3. Conhecimento a priori
4. Percepção
5. Testemunho
PARTE III JUSTIFICAÇÃO
6. Fundacionalismo
7. Coerentismo
8. Internismo e externismo
PARTE IV CEPTICISMO
9. Cepticismo
10. O problema da indução
11. Epistemologia naturalizada
PARTE V ÁREAS DO CONHECIMENTO
12. Memória
13. Outras mentes
14. Conhecimento moral
15. Deus
Glossário
Bibliografia
Filmes
Índice onomástico


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Estudar filosofia do conhecimento


Para preparares melhor o teu estudo, clica nos links para os textos.
Estrutura do acto de conhecer:

Crença e Conhecimento  (Daniel Kolak e Raymond Martin)
O que é o Conhecimento? (Elliott Sober)
Percepção (Robert Sekuler e Randolph Blake)

A possibilidade do conhecimento:

Conhecimento e Cepticismo (Janice Thomas)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Para aprender: Epistemologia


O que é que temos disponível em língua portuguesa sobre epistemologia e que sirva como introdução geral obedecendo aos critérios mínimos: o rigor possível e a clareza na explicação. É possível que tenhamos por aí mais algumas edições que, ou eu não conheço ou não me lembro neste momento. Do que tenho nas minha prateleiras, recomendo dois estudos:






Jonathan Dancy, Epistemologia contemporânea, Ed. 70



O primeiro destes dois livros não é exclusivamente dedicado à epistemologia, com efeito fornece elementos relevantes para compreender bem e sem grandes complicações, do que trata a epistemologia.
O segundo livro é talvez a melhor e única (???) boa introdução à epistemologia que temos disponível em língua portuguesa. Nalguns momentos tem uma tradução que levanta suspeitas, mas serve perfeitamente para estudo.
Neste momento trata-se de uma área carente de uma refrescante tradução. Ambos os livros são talvez um pouco sofisticados para o leitor neófito, sendo o de Dancy para leituras avançadas mesmo. 

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Seremos todos filósofos mesmo sem o saber?


Estou a aproveitar algumas ideias de um dos nossos leitores, não como acto de provocação, mas porque penso realmente que o comentador está a tocar em alguns pontos que considero sensíveis à filosofia e que são criadoras de inúmeras confusões. E nesse sentido tenho uma palavra de gratidão ao nosso leitor por estar a usar os seus argumentos para testar algumas ideias comuns. Uma das ideias comuns a muita gente sobre a filosofia é esta:


Ser filósofo é intrínseco ao Homem, todo o homem procura a sabedoria.”



Mas nesse caso, ser cientista também é intrínseco ao homem, pois todo o homem deseja e procura saber. E também é intrínseco ao homem ser matemático, poeta, artista quem sabe? Mas se toda e qualquer actividade for conotada com um campo de saber, nesse caso é intrínseco ao homem ser carpinteiro, futebolista, internauta, astronauta, etc. Ou se temos um campo mais restrito sobre o que é a sabedoria, nesse caso só será intrínseco ao homem esse campo mais restrito. A minha opinião é que ser filósofo não é, de facto, intrínseco ao homem, nem acho que  todo o homem procure sabedoria como se isso lhe fosse tão intrínseco como respirar. Pelo contrário penso que a maioria dos seres humanos se estão completamente nas tintas para a sabedoria, para melhor conhecer o universo e o que está à sua volta. E acho que só em momentos muito raros da história é que encontramos pessoas genuinamente interessadas na sabedoria. Por outro lado acho que temos tanta potencialidade para sermos filósofos como para passarmos a vida a beber cerveja e ver a bola. Depende da forma como cada um é estimulado e se estimula para a filosofia. A maioria das pessoas que conheci no curso de licenciatura em filosofia passaram por uma oportunidade para saberem mais de filosofia, ciência, história, etc. e curiosamente muito poucos tinham um genuíno interesse nisso. Para mim é falso que os seres humanos tenham uma curiosidade intelectual nata e que só por isso possam ser filósofos. Na minha opinião ser filósofo, como ser cientista, como ser historiador, etc. envolve um grande trabalho e pessoas com menos talento, mas mais paixão pelo trabalho podem filosofar mais e melhor que outras com mais talento mas com menos trabalho. Ora, isto contraria um dos argumentos do comentador que refere precisamente que um qualquer pastor a rezar pode ser mais filósofo que um doutor cheio de cursos e pós graduações.
Mas é curioso o comum que é as pessoas pensarem que todos somos filósofos. Não o fazem com a mesma facilidade para os matemáticos ou para os físicos ou biólogos. Este argumento aplicado, por exemplo, para a biologia não é nada pacífico:


“ser biólogo é intrínseco ao homem. Todo o homem procura sabedoria”


Ao mesmo tempo este tipo de argumentos parecem denunciar uma ideia negativa do que é estudar filosofia nas universidades. Parece que estudar filosofia nas universidades é sair de lá com dezenas de livros decorados e um mestre na citação de filosofias. Isso realmente acontece. Mas aqui há que saber distinguir as boas das más universidades e os bons dos maus cursos de filosofia. Existem universidades em todo o mundo. E em quase todas elas se estuda filosofia. E, talvez infelizmente, não será expectável que todas elas tenham excelentes cursos de filosofia. Basta por os olhos na universidade portuguesa para perceber que os cursos de filosofia em Portugal não produzem filosofia. Nunca saiu um filósofo relevante dos cursos de filosofia portugueses. E sempre foi assim. Deste modo, quem  só conhece esta realidade tem a tendência a pensar que afinal o filósofo nada tem a ver com a universidade, que a universidade só forma uma data de tipos com manias de intelectuais mas que não sabem pensar. Isso é, como já disse, verdadeiro se aplicado a um caso como o português. Mas será que um australiano pensa assim quando os seus melhores e maiores filósofos, conhecidos mundialmente e discutidos pelos melhores filósofos, como Peter Singer ou David Chalmers, foram formados nas suas universidades? Estou convencido que não.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Vamos discutir para aprender


Um leitor fez a seguinte afirmação nas caixas de comentários do FES:



 pode ser muito mais filósofo um pastor iletrado que todos os domingos se ajoelhe perante um Deus, que muitos doutores.”


Parece claro que para pensar basta, de facto, uma cabeça a raciocinar. Mas será a afirmação do leitor verdadeira? Será que a rezar perante deus temos a possibilidade de filosofar mais que alguém que dedica grande parte da sua vida a aprender e discutir os argumentos dos filósofos? E se pensarmos no futebol, será que se pode ser mais futebolista rezando a deus do que ser jogador profissional da selecção nacional? Que pensa o leitor disto?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Será uma crença verdadeira conhecimento?

Um aspecto muito comum para muitas pessoas consiste em pensar que um crença verdadeira é conhecimento. Acontece com imensa frequência em conversas esse aspecto. Mas será a crença verdadeira conhecimento? Esta foi uma questão sobre o conhecimento muito debatida – e ainda é – entre os filósofos. Vamos supor um exemplo simples. Estamos numa corrida de cavalos e eu aposto no cavalo x alegando que sei que vai ganhar. Acontece que o cavalo x é mesmo o vencedor da corrida. A minha crença é verdadeira. Mas será a minha crença conhecimento? Compreender a diferença entre crença verdadeira e conhecimento permite-nos, pelo menos, distinguir as conversas infundadas das fundadas.

sábado, 21 de novembro de 2009

O argumento do sonho


Considere-se as afirmações:
a) estou vivo;
b) o racismo é imoral;

Qual das duas é mais verdadeira e que razões temos para pensar que uma é mais verdadeira que a outra?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Erros habituais na caracterização do senso comum

dsds Carlos Pires, no blog Dúvida Metódica faz uma interessante reflexão acerca dos habituais erros na caracterização do senso comum, parte desses erros, habituais nos manuais de filosofia. O Carlos defende que começa por ser errado caracterizar o senso comum como um saber prático, já que o senso comum envolve crenças que são tudo menos práticas. Por outro lado, o Carlos defende também que o senso comum envolve crenças e superstições que o afastam do conhecimento vulgar. Vale a pena ler AQUI.