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domingo, 4 de março de 2012

Como conhecer a consciência?


Um dos grandes enigmas dos nossos dias é o problema da consciência. Neste problema queremos dar respostas a questões como: “como é possível que se dê no meu cérebro a consciência subjectiva do vermelho?”. Como em qualquer problema há várias hipóteses a testar. Daqui se segue o tradicional problema mente – corpo. Deve haver alguma coisa material que produziu a consciência imaterial de vermelho em mim. Como é que se articula esse lado material com o lado imaterial da consciência? Aqui em resumo este não é o único problema da consciência, mas é certamente central. Parece que os dispositivos filosóficos ou científicos de que dispomos são insuficientes para resolver este enigma. E há até quem defenda que isto é mesmo assim, um problema sem qualquer possibilidade de ser explicado teoricamente.
Mas a questão que me move aqui no blogue de divulgação da filosofia é este: como estimular o leitor menos informado neste tipo de problemas? Bem, para isso é necessário um guia de leitura. Felizmente já dispomos de alguma bibliografia de qualidade em língua portuguesa. Para o leitor mais avançado recomendaria provavelmente Descartes. Mas uma leitura destas levaria muito tempo. A melhor maneira é começar pela introdução à filosofia de Nigel Warburton, Elementos básicos de filosofia (Gradiva). Nela dispomos de um capítulo de cerca de 30 páginas dedicado aos problemas da mente. Seguidamente a minha recomendação vai para a leitura da recente publicação também pela Gradiva do livro de Colin McGinn, O carácter da mente. É certo que na minha opinião tem algum grau de sofisticação, mas requere mais atenção na leitura da parte do leitor do que propriamente conhecimentos técnicos ou específicos. Finalmente recomendo o livro que estou a ler neste momento, de Nicholas Humphrey, A poeira da alma (Gradiva). Independentemente do que nele é defendido, tem a vantagem de poder ser lido pelo leitor comum sem grandes problemas de compreensão dos problemas. Portanto, se não temos o problema da consciência resolvido e é certo que temos o problema em aberto, nada melhor do que conhecê-lo mais um pouco, com este pequeno guia de leitura. 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Colin McGinn, Filosofia da mente

Falei AQUI do pouco que temos em língua portuguesa para começar a estudar filosofia da mente. Muitas das vezes o problema consiste em ter uma boa introdução para o novato nestas coisas. Por exemplo, para se começar a estudar bem a filosofia política, convém começar com uma pequena e boa introdução, que seja agradável, acessível, mas rigorosa. É o que acontece agora com esta introdução à filosofia da mente. Não li ainda a obra em causa, mas pelas informações obtidas é boa e cumpre com a função.

domingo, 15 de agosto de 2010

Para aprender: Filosofia da Mente

Ocasionalmente ocorre divulgar aqui no blog obras de referência, traduzidas em língua portuguesa que constituam, preferencialmente, um guia de entrada na filosofia. Estas obras dividem-se em áreas temáticas, ou áreas problema. Claro que temos ainda as introduções gerais. É bom fazer o ponto da situação. Faço-o de acordo com os livros que eu próprio tenho e li, e assim é natural que deixe de fora outros livros importantes, mas que eu não li por alguma razão. Desta vez vou aqui destacar três livros acessíveis e que dão umas boas luzes sobre a filosofia da mente. O critério é simplesmente a resposta a uma pergunta completamente pessoal: “O que é que me recomendas ler para em pouco tempo perceber já com algum afinco mas sem linguagem ou pressupostos técnicos e em língua portuguesa sem acordo ortográfico de 2010, a filosofia da mente?”
Seguem as recomendações:


Deniel Dennett, Tipos de mentes, Temas de Debates



John Heil, Filosofia da mente, Piaget



Paul T Sagal, Mente, homem, máquina, Gradiva