quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sugestão musical com pintura pelo meio

Na década de 60 do século passado, eram os vossos pais praticamente crianças (alguns não tinham mesmo nascido, como eu) e um grupo de jovens muito talentosos criaram uma das mais influentes bandas musicais de todos os tempos, os Velvet Underground. Como estes jovens tinham um gosto desenvolvido pelas artes, convidaram muitas pessoas para participarem nas suas canções. É o caso de Nico, uma modelo que também cantava bem. E convidaram Andy Warhol, um pintor que costuma ser chamado da pai da Arte Pop para, por exemplo, criar a capa do primeiro disco de originais da banda. Hoje em dia esse disco e essa capa é um ícone para muitas pessoas. Se fores a cidades como Londres, Nova Iorque, ou mesmo Lisboa ou Porto, vais cruzar-te com algumas pessoas que vestem uma t-shirt com a famosa banana de Andy Warhol e estará escrito: The Velvet Underground and Nico. No final da semana passada, faleceu um dos músicos que inventou os Velvet Underground, com 71 anos de idade. Chama-se Lou Reed e é uma dos músicos mais extraordinários de toda a música popular do seculo xx. Há ainda um outro fundador dos Velvet Underground que está vivo e é muito criativo. Vale a pena conhecer. Chama-se John Cale e tem uma formação e intuição musical mais clássica que Lou Reed. 

Podes visitar virtualmente o Andy Warhol museu CLICANDO AQUI.

Podes conhecer um pouco mais de Andy Warhol CLICANDO AQUI


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A lógica e a matemática. E a filosofia também. A lógica é fofinha


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O dilema do trólei


Começamos o ano por compreender o que vamos estudar em filosofia e como o vamos fazer. Para isso estudamos o que é um argumento, o que são proposições e que lugar estas ocupam nos argumentos, o que são argumentos válidos, sólidos e cogentes. Também compreendemos que a natureza dos problemas da filosofia implica a sua tentativa de resolução pela análise crítica e racional, dado tratar-se de problemas a priori e não a posteriori.
Aprendemos a discutir racionalmente argumentos com técnicas como a negação de proposições e os contra exemplos. Há outras técnicas, mas para já basta saber estas. E saber usá-las quando fazemos filosofia.
Após este estudo inicial (e que já não é pouco) partimos para a batalha propriamente dita e começamos a filosofar. Escolhi para um primeiro exemlo, uma discussão em torno do famoso dilema do troley da filósofa britânica Phillipa Foot. Alguns alunos defenderam vivamente a tese do relativismo dos valores que consiste na sua base na defesa de que os valores morais são relativos a cada sociedade. Fizemos algumas objecções ao relativismo. No final ficou uma relevante questão por resolver: e se existir factos morais, mas nós não soubermos disso? Dá que pensar, não dá?

Os meus alunos já compreendem a imagem do post. E que tal colocarem este problema para discussão em família?

Muito obrigado


A Elize Kawauchi foi minha aluna no longínquo ano de estágio profissional na Escola Secundária de Miraflores, em Oeiras. O que dá sentido à existência de um professor são depoimentos como o que ela recentemente fez. É com muita gratidão que faço este post, pois este feedback é muito relevante. Um ser humano que já viveu em vários lugares e países diferentes neste planeta, deve ser muito completo. E eu fico imensamente feliz com a notícia de que fui uma pessoa importante com o que saber que lhe transmiti. Esta é a magia que alimenta milhares de professores neste planeta. Deixo então o depoimento da Elize, escrito em inglês, e o vídeo que ela me enviou. Obrigado


“A lot of people talking about teacher's day on facebook and I usually don't go out writing about each celebratory date they put here, but to me, this is a special one, so bear with me.

I'm not saying this because this is the profession I chose for myself, but I do believe that Teachers are the most important professionals of all. Without them, doctors couldn't be doctors, lawyers couldn't be lawyers, and well... English (as a second language) teachers wouldn't speak English ;)

My special thank you goes to some people that definitely shaped the person I am today, thank you for your patience and your guidance (even if you weren't *my* teacher hihihi)
To my primary school teacher Bela, my 6th grade Portuguese teacher Ana do Ó,Natasja DeschoolmeesterSusana BarretoLurdes GonilhoRolando Almeida andAlda Calado :)”


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Uma actividade para estudares


A fim de te preparares melhor para os testes de filosofia, deixo-te aqui esta atividade que pode ajudar a compreender algumas questões iniciais. Fica como um TPC de filosofia.


A filosofia é uma atividade crítica porque consiste em procurar boas razões (ou seja, bons argumentos) para aceitar ou recusar ideias sobre os problemas.
Mas ser crítico não é «dizer mal». Ser crítico é avaliar cuidadosamente todas as ideias (sejam nossas, dos nossos colegas ou de filósofos famosos) para tentar saber se são verdadeiras (ou, pelo menos, plausíveis). Para isso, temos de estudar essas ideias com imparcialidade.
  Ser crítico é analisar cuidadosa e imparcialmente as ideias para procurar determinar se são verdadeiras ou falsas.
Ser crítico também não é ser extravagante. […] Ser crítico não é dizer «não» só para marcar a diferença. Ser crítico é dizer «sim», «não», ou até «talvez», mas só depois de pensar por si e com base em bons argumentos.
A atitude filosófica opõe-se à atitude dogmática.
  Ser dogmático é recusar-se a analisar cuidadosa e imparcialmente as ideias, declarando-as verdadeiras ou falsas sem boas razões para isso.        
Uma pessoa dogmática recusa-se a avaliar criticamente as suas ideias preferidas; ou finge que o faz mas só aceita argumentos a seu favor ou contra as posições de que gosta.
A filosofia opõe-se ao dogmatismo. É uma atividade crítica e por isso dialogante; consiste em discutir ideias. […] Em filosofia discutimos criticamente para chegar à verdade das coisas, independentemente de saber quem «ganha» a discussão. […]
Porque a filosofia é uma atividade crítica, fazer filosofia implica avaliar cuidadosamente os nossos preconceitos mais básicos. Isto faz da filosofia uma atividade um pouco melindrosa. Em geral, temos tendência para nos agarrarmos acriticamente aos nossos preconceitos, porque organizam a maneira como vemos o mundo e a vida, dando‑nos uma certa sensação de segurança. A filosofia, pelo contrário exige abertura de espírito e disponibilidade para pensar livremente, pondo muitas vezes em causa os nossos preconceitos mais queridos. Mas o que é um preconceito?
  Um preconceito é uma ideia que tomamos como verdadeira sem razões para tal.
[…] O que faz de uma ideia um preconceito não é a sua falsidade, mas sim o facto de nunca termos pensado criticamente nas razões a favor e contra essa ideia.

Questões:
1.                  Por que razão é a filosofia uma atividade crítica?
2.                 O que é o dogmatismo? Explique e dê exemplos.
3.                 O que é um preconceito? Dê alguns exemplos, explicando por que razão são preconceitos.
4.                 Diga se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas e justifique a sua resposta:

                        a) Todos os preconceitos são ideias falsas.
                        b) Alguns preconceitos são ideias falsas.
                        c) Ser crítico é dizer mal dos outros.
                        d) A filosofia opõe-se ao dogmatismo.


Almeida, A., Teixeira, C., Murcho, D., Mateus, P. e Galvão, P. (2007). A Arte de Pensar – Filosofia 10º ano. Lisboa: Didáctica Editora, pp. 23 e 24.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013