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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

O problema do livre-arbitrío, a resposta compatibilista

Este vídeo é excelente a explicar a resposta compatibilista ao problema do livre arbítrio, incluindo a experiência mental criada por Harry Frankfurt, com a qual pretende argumentar que podemos não ter possibilidades alternativas de escolha e ainda assim sermos livres, ao contrário do que pensavam os compatibilistas "clássicos".


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Qual a diferença entre determinismo moderado (compatibilismo) e libertismo?

A diferença explica-se pelo critério da liberdade de escolha (condição do livre arbítrio)

Teoria
Critério diferenciador
Incompatibilista





Libertismo



Ausência de causalidade. O determinismo causal não se aplica à nossa capacidade de escolha
Compatibilista


Determinismo moderado
Ausência de coação, mas não de causalidade. As nossas ações estão causalmente determinadas, mas desde que não exista coação, doença ou qualquer tipo de controlo artificial, ainda assim temos capacidade de escolha.


domingo, 22 de novembro de 2015

Refutação do compatibilismo

Os compatibilistas defendem que um agente é livre se desejar escolher B em vez de A ,o pode fazer. Mas acontece que muitas vezes podemos estar impedidos de escolher B e ainda assim continuar a ser livres. Por exemplo: João decide ficar fechado no quarto. Sem que o saiba o seu pai fechou o quarto à chave. Ora ele está impedido de escolher B, mas ainda assim não podemos afirmar que a sua ação não foi livre. Isto é, há um constrangimento (condição compatibilista para justificar quando não há livre arbítrio) e mesmo assim a sua ação foi livre. O que significa que a tese compatibilista está errada ao afirmar que se há constrangimentos, então não somos livres. Que acham desta objeção?

Roteiro de posições acerca do livre arbítrio

Um excelente roteiro das posições incompatibilistas e compatibilistas. Para aprofundar o estudo. Aceder clicando AQUI

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O que é o dilema de Hume?


O dilema de Hume é assim conhecido porque foi apresentado pelo filósofo David Hume. Antes disso vamos tentar perceber o que é uma teoria compatível. Por um lado temos a afirmação “há livre arbítrio”. Por outro, a afirmação “somos livres”. Estas duas afirmações são consistentes se podem ser as duas verdadeiras (ou as duas falsas, mas para já consideraremos apenas a verdade). Por isso se diz que são compatíveis. Dito de outro modo, pode ser verdade que exista livre arbítrio, ao mesmo tempo que é verdade que existe determinismo. São inconsistentes se a verdade de uma condiciona (implica) a falsidade da outra. Assim, se for verdade que o livre arbítrio existe, então o determinismo é falso. Mas se o livre arbítrio for uma ilusão, isto é, falso, então segue-se que o determinismo é verdadeiro. Em resumo, duas teorias são compatíveis se a verdade de uma não exclui a verdade da outra. Se exclui, então são incompatíveis.
Em relação ao problema do livre arbítrio, David Hume apresenta um dilema que pressupõe que qualquer teoria incompatibilista não é adequada para resolver o problema. O dilema é apresentado nestes termos:
Se o determinismo for verdadeiro, então aceitamos a causalidade natural e nesse caso o livre arbítrio é uma ilusão. Mas se o determinismo for falso, como explicar então as nossas escolhas? De onde resultam? Parece que sem pressupor uma causalidade que possa explicar as razões de uma escolha, essa escolha só pode resultar por mero acaso, isto é, só compreendemos a liberdade se compreendemos as causas que a produz.
Em conclusão, segundo este dilema, quer o determinismo seja verdadeiro, quer seja falso, parece que o livre arbítrio não existe. Como resolver então este problema? Hume parece sugerir uma teoria compatibilista. Que te parece?

Vamos então estudar uma teoria compatibilista, o determinismo moderado. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Filosofia da Ação e Problema do Livre Arbítrio



Vamos começar a estudar Filosofia da Ação. Na filosofia da ação vamos primeiro analisar o problema de saber se todas as nossas ações se traduzem ou não no interesse egoísta pessoal. De seguida analisaremos o que é o determinismo causal, fazendo a distinção entre mero fatalismo. Isto conduzir-nos-á ao problema do livre arbítrio que nos ocupará algumas aulas, dependendo também da vossa reação às discussões propostas.
Para começar a vislumbrar um pouco do problema nada melhor que fazer uma breve pesquisa nestes links.

Link 1 (O que vamos estudar? Filosofia da ação e livre arbítrio)

Link 2 (Dilema do determinismo)

Link 3 (Argumentos a favor do libertismo)

Link 4 (2º teste de Filosofia 2014/15 - Organização)

Link 5 (Dicas para estudar para o teste de Filosofia da Acção)

Link 5 (Somos responsáveis pelo que fazemos?)

Link 6 (Libertismo)

 Podes também iniciar o teu estudo sobre o problema do livre arbítrio visualizando este vídeo (legendado)

 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

2º teste de Filosofia 2014/15 - Organização

No nosso segundo teste de filosofia são testados 2 tópicos da matéria:
- Ação humana.
- O problema do livre-arbítrio.
Relativamente ao primeiro tópico os conteúdos são mais ou menos simples. Envolve os seguintes conceitos principais:
Ação, acontecimento, intenção, crenças, desejos.
Para rematar estudamos um pouco a teoria do egoísmo psicológico que defende que todas as nossas ações são irremediavelmente egoístas e nada há mais a fazer. Contrastamos com as objeções altruístas, nomeadamente quando se referem a que o prazer obtido numa ação é consequência e não a causa da ação. Há mais para explorar, mas aqui apenas apresento a síntese.
Depois disto, e já com algumas definições de conceitos operacionais, partimos para o problema do livre-arbítrio. Estudamos as 3 respostas mais básicas ao problema: determinismo radical e libertismo como respostas incompatibilistas e determinismo moderado como resposta compatibilista. Para qualquer uma destas respostas estudamos os argumentos principais e as insuficiências que são apontadas a cada uma das teorias.
Como estudar então?
Uma vez ultrapassada a dúvida inicial de como é um teste de filosofia, estamos já na posição de pedir que se redija um pequeno ensaio* que manifeste a visão de cada um sobre os problemas, mas que a mesma seja fundamentada e discutida com a informação fornecida nas aulas. Assim, como tenho muitas vezes dito, os alunos que leram alguma coisa do recomendado, acabam sempre por estar em vantagem em relação aos restantes, já que adquiriram mais informação que os ajudará a compreender a estruturar a sua posição.

*Ensaio é um texto escrito no qual se faz uma tentativa de resposta ao problema, analisando os argumentos a favor e contra determinada teoria


Textos para estudar:
Compatibilismo, Robert Kane
Compatibilismo, W. T. Stace
O problema do livre-arbítrio, Andrew Brook e Robert J. Stainton

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Argumentos a favor do libertismo

“O Libertismo é a perspetiva de que pelo menos algumas das nossas ações são livres porque não estão causalmente determinadas. Segundo esta teoria, as escolhas humanas não estão constrangidas da mesma forma que outros acontecimentos do mundo. Uma bola de bilhar, quando é atingida por outra bola de bilhar, tem de se mover numa certa direção a uma certa velocidade. Não tem escolha. As leis causais determinam rigorosamente o que irá acontecer. Contudo, uma decisão humana não é assim. Neste preciso momento, o leitor pode decidir continuar a ler ou parar de ler. Pode fazer qualquer uma destas coisas e nada o faz escolher uma delas [ou seja, nada o obriga a escolher uma delas]. (…)Esta forma de pensar foi defendida por diversos filósofos e propuseram-se vários argumentos a seu favor.O argumento da experiência. Podemos começar com a ideia de que sabemos que somos livres porque cada um de nós apercebe-se imediatamente de ser livre cada vez que faz uma escolha consciente. Pense novamente no que está a fazer neste momento: ler uma página que está diante de si. Pode continuar a ler ou parar de ler. O que irá fazer? Pense na sensação que tem agora, enquanto pondera estas opções. Não sente constrangimentos. Nada o impede de seguir numa direção nem o força a fazê-lo. A decisão é sua. A experiência de liberdade, poder-se-á dizer, é a melhor prova que podemos ter. (…)O argumento da responsabilidade. O pressuposto de que temos livre-arbítrio está profundamente enraizado nas nossas formas habituais de pensar. Ao reagir a outras pessoas, não conseguimos deixar de as ver como autoras das suas ações. Consideramo-las responsáveis, censurando-as caso se tenham comportado mal e admirando-as caso se tenham comportado bem. Para que estas reações estejam justificadas, parece necessário que as pessoas tenham livre-arbítrio.Outros sentimentos humanos importantes também pressupõem o livre-arbítrio. Alguém que conquista uma vitória ou tem sucesso num exame pode sentir-se orgulhoso, enquanto alguém que desiste ou faz batota pode sentir-se envergonhado. Porém, se as nossas ações se devem sempre a fatores que não controlamos, os sentimentos de orgulho e de vergonha são infundados. Estes sentimentos são uma parte inescapável da vida humana. Assim, mais uma vez, parece inescapável que nos concebamos como livres.”
James Rachels, Problemas da Filosofia, tradução de Pedro Galvão, Gradiva, Lisboa, 2009, pp.183-184 e 189-190.
No blog de Filosofia, Dúvida Metódica, os argumentos são formalizados deste modo:

Podemos resumir o argumento da experiência (por vezes designado argumento da introspecção) deste modo:

Se inúmeras pessoas têm a experiência ou sensação de ser livres, então a crença no livre-arbítrio é verdadeira.
Ora, inúmeras pessoas têm a experiência ou sensação de ser livres.
Logo, a crença no livre-arbítrio é verdadeira.

Podemos resumir o argumento da responsabilidade deste modo:

Se não existisse livre-arbítrio, então não teria sentido responsabilizar as pessoas.
Mas tem sentido responsabilizar as pessoas.
Logo, existe livre-arbítrio.



sábado, 23 de novembro de 2013

Dilema do determinismo

Podemos afirmar que a teoria do determinismo começa com um dilema. Um dilema é quando estamos perante dois caminhos sem saber qual devemos escolher. O dilema do livre-arbítrio pode apresentar-se da seguinte forma:

Se o determinismo causal é verdadeiro, então não temos livre-arbítrio.
Por outro lado, se o determinismo é falso, então as nossas ações são aleatórias, consequência do acaso.

Mas se as nossas ações são aleatórias, então, não resultam das nossas deliberações.
Logo, em qualquer dos casos, quer o determinismo seja verdadeiro, quer seja falso, parece que não temos livre-arbítrio.
E agora?

Agora resta-nos estudar as 3 respostas ao problema e analisá-las cuidadosamente. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Libertismo


Alguns alunos pensam que o libertismo defende que todas as ações são livres. Tal não é verdade. Senão vejamos: estudaste já que a negação de uma proposição tem de inverter o seu valor de verdade, ou seja, se a proposição a negar for falsa, a sua negação é verdadeira e se a proposição a negar for verdadeira, a proposição negada é falsa.
Agora vejamos o que defendem os deterministas radicais:
Todas as ações estão determinadas

Se negássemos esta afirmação por “Nenhumas ações estão determinadas”, é fácil de ver que ambas podem ser falsas ao mesmo tempo, pelo que a negação que os libertistas fazem do determinismo radical não pode ser “nenhumas ações são determinadas”, mas antes: “algumas ações não são determinadas”. E é exatamente isto que defendem os libertistas. 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Determinismo radical no Sims

Na verdade nunca joguei o Sims, mas sabendo mais ou menos do que que se trata, fiz uma analogia na aula entre o determinismo radical e o jogo Sims. Se o determinismo radical for verdadeiro, comportamo-nos como se fossemos personagens do Sims que pensam que são livres, mas na verdade todas as suas ações estão causalmente determinadas. Claro que não devemos de todo levar esta analogia a sério, pois o determinismo que falamos no problema do livre arbítrio é a causalidade científica.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Somos responsáveis pelo que fazemos?

Fica aqui a apresentação que serviu de mote a uma das nossas aulas sobre o livre arbítrio. Trata-se de uma inspiração do filósofo inglês Julian Baggini


Peter van Inwagen sobre o problema do livre arbítrio

Vale a pena ver este vídeo do filósofo Peter Van Inwagen sobre o problema do livre arbítrio. Vimos em algumas aulas este vídeo. A entrevista foi feita pelo professor Aires Almeida.