Este quadro aparece em Aires Almeida e D. Murcho, 50 Lições de Filosofia 11, Plátano Ed. 2014
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terça-feira, 14 de março de 2017
sábado, 9 de maio de 2015
Medo do conhecimento
O relativismo pós moderno invadiu a cultura e os
departamentos universitários. A ideia base (grosso modo) consiste em presumir
que qualquer ideia é verdadeira, dependendo dos contextos racionais nos quais
ela se possa inscrever. Curiosamente a filosofia, pelo menos aquela que se tem
praticado nos meios anglo-saxónicos e a que mais desenvolvimento filosófico tem
proporcionado nas últimas décadas (por muito que isto desagrade aos mais
conservadores), a filosofia analítica, tem resistido a esta investida
relativista. É este debate que, de forma clara, este livro nos traz. Uma leitura
que tem tanto de interessante como de relevante. Tem também a vantagem de
explicar que o relativismo não é o que muitas vezes se fala, pelo menos o relativismo
epistemológico.
Desengane-se quem pensar que vai encontrar neste livro um
ataque pessoal a quem é relativista ou não pensa o mesmo que o autor do texto,
como muitas vezes tem acontecido nas redes sociais e blogosfera. Trata-se de um
texto adulto e maduro, como todos os bons textos, onde o interesse é discutir
ideias e não perfis pessoais dos seus autores. O autor agradece cuidadosamente
a quem, como Rorty, foi capaz de despertar o interesse para a discussão de
alguns argumentos. Numa discussão com interesse intelectual é perfeitamente
natural que se aprecie o argumento X sem, com efeito, ter de concordar com a
conclusão. Alguém pode discordar das conclusões dos argumentos de Plantinga ou
Swinburne (também
com um livro incluído nesta coleção) sem, no entanto, deixar de apreciar a
sofisticação dos seus argumentos. Logo, quem espera deste livro um “dizer mal
de x”, mais vale procurar informação em outros livros que não este. Aqui apresenta-se
uma boa discussão, concorde-se ou não com as conclusões.
Mais informações AQUI. A edição é de Abril de 2015.
Boa leitura
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Crença, o que significa em filosofia?
No sentido comum crença significa a pressuposição que algum deus
existe ou não. Dizemos: “acredito em Deus”
ou “não acredito em Deus”.
Em sentido filosófico, crença implica a atitude proposicional
perante o mundo, isto é, a expressão por proposições do que acreditamos sobre o
mundo. Expressões como as seguintes expressam crenças:
O planeta terra é
redondo
Existem unicórnios
A aula de filosofia é
na sala A
Paris é a capital de França
Funchal é a capital da
ilha da Madeira
As crenças são expressas em proposições, razão pela qual
dizemos que afirmar “Funchal é a capital
da ilha da Madeira” é uma proposição verdadeira ou falsa. Não esqueçamos
que uma proposição é o conteúdo do que pensamos e que expressamos numa frase
declarativa com sentido e tem valor de verdade (pode ser verdadeira ou falsa).
Compreender o que é uma crença é relevante pois é a primeira
condição para que haja conhecimento, isto é, para que possamos afirmar que
sabemos algo. Claro que a crença, para ser conhecimento, tem de ser verdadeira
e precisa de ser justificada, mas sem crença não há, sequer, conhecimento.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
O problema do conhecimento
Não são muitas as vezes que temos bons documentários traduzidos para português e ou dominamos o inglês para os ver na língua em que foram gravados, ou o acesso a estes vídeos torna-se mais difícil. A editora Sebenta traduziu um excelente vídeo de Nigel Warburton para o manual de filosofia no qual também sou colaborador. Trata-se de um pequeno vídeo no qual Warburton apresenta o problema do conhecimento, a partir da relação entre aparência e realidade. É um bom mote para as aulas, em especial as do 11º ano. Mas vale a pena ser visto por todos os alunos e professores. Ver AQUI.
segunda-feira, 19 de março de 2012
O problema da indução
As dificuldades são normais
para quem se mete a estudar. Para ajudar a compreender o problema levantado por
David Hume sobre a indução recomendo a leitura destes textos introdutórios
(Clicar nas ligações sublinhadas):
Indução
Primeira coisa a fazer é procurar neste link a definição dada no DEF
(Dicionário Escolar de Filosofia) de Indução.
A
tese céptica de Hume acerca da indução Este texto de Elliott Sober é uma das
melhores explicações acessível que conheço ao problema da indução.
Indução e filosofia da ciência Neste texto
de Stephen Law explica-se a relação do problema da indução com o conhecimento
científico.
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