O Blogger disponibiliza estatísticas interessantes que permitem conhecer o perfil dos leitores do blog. No caso do FES (Filosofia no Ensino Secundário) temos tido leitores em alguns países. Presumo que são falantes de língua portuguesa e muitos deles podem ser navegadores ocasionais sem interesse específico no conteúdo do blog, mas que vieram aqui parar por um qualquer motivo de investigação. Mesmo assim constato que o blog tem merecido cerca de 2 mil visitas mensais e o número de visitas aumenta quando são colocados mais posts. O momento alto do blog foi ainda na plataforma da Sapo, em 2007 e 2008, quando publiquei as análises aos manuais escolares. Se hoje em dia tem cerca de 100 a 200 visitas diárias, nessa altura em alguns dias atingiram-se números como 600 visitas. É verdade também que nessa altura o FES navegava na internet algo solitário e hoje tem concorrência ou à altura ou bem melhor. Em qualquer dos casos, o FES hoje em dia está novamente voltado para os meus alunos do ensino secundário. Foi para eles que foi criado e será com eles que, um dia terminará.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
O problema do conhecimento
Não são muitas as vezes que temos bons documentários traduzidos para português e ou dominamos o inglês para os ver na língua em que foram gravados, ou o acesso a estes vídeos torna-se mais difícil. A editora Sebenta traduziu um excelente vídeo de Nigel Warburton para o manual de filosofia no qual também sou colaborador. Trata-se de um pequeno vídeo no qual Warburton apresenta o problema do conhecimento, a partir da relação entre aparência e realidade. É um bom mote para as aulas, em especial as do 11º ano. Mas vale a pena ser visto por todos os alunos e professores. Ver AQUI.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Como usar textos (ou não) nas aulas de filosofia
Neste texto (clicar em cima) dou sugestões sobre como desenrolar uma aula de filosofia com recurso (ou não) aos textos. Post direccionado para professores.
Subjectivismo Moral
Para compreender melhor o subjectivismo moral, vale a pena ler este texto (clicar em cima), retirado de um importante livro de filosofia moral, do filósofo James Rachels.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Filosofia e perus de natal
Como estamos na época de Natal deixo aqui o link para dois textos sobre filosofia e natal. O primeiro aborda a questão se é moralmente aceitável mentir sobre o pai natal. O segundo trata de um pequeno livro, que mais não é do que uma excelente introdução à filosofia, cujo tema inspirador é o natal.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Ensinar Lógica
Aqui está o meu contributo para a discussão sobre o ensino da lógica na filosofia. Ver AQUI.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Manual 2.0 de Filosofia
O manual
escolar 2.0 é um trabalho da Sebenta
Editora, Grupo Leya. Sou co-autor desse
manual onde vou publicando, com a chancela do meu editor, textos sobre
filosofia e ensino. Sou co-autor com os meus colegas de
equipa Domingos Faria e Fernando Janeiro. Podem visitar AQUI.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Dicas para estudar para o teste de Filosofia da Acção
Para o segundo teste temos a filosofia da acção. Numa primeira abordagem procuramos compreender
o conceito de acção, distinguindo-a dos acontecimentos
que não envolvem agentes (todas as
acções são acontecimentos que envolvam agentes, mas nem todos os acontecimentos
que envolvam agentes são acções). Ao mesmo tempo distinguimos acções intencionais e não intencionais
e vimos que um acontecimento é uma acção se for possível pelo menos uma
descrição verdadeira.
Uma descrição
verdadeira é aquela que pode descrever pelo menos uma crença e um desejo do
agente para agir.
E é essa crença e desejo que explicam o Motivo da acção. Seguidamente analisamos uma teoria explicativa do
motivo, que é o egoísmo psicológico.
Uma das críticas principais ao egoísmo é que o prazer que retiramos de uma
acção não pode, segundo os críticos do egoísmo psicológico, ser causa, mas
consequência da acção.
Uma vez terminado este primeiro tópico, começamos a discutir
um dos principais problemas da filosofia da acção, o de saber se a nossa
vontade para agir é livre ou se é determinada. Para tal estudámos o que
significa determinismo,
distinguindo-o do fatalismo. Compreendemos o alcance do determinismo explicando
a causalidade e recorrendo às ciências
como a física ou a biologia. Avaliamos o determinismo como uma teoria
verdadeira. Mas ao mesmo tempo também apurámos que a nossa intuição é muito
forte ao indicar-nos que somos livres de escolher como agir. Encontramos assim
o problema do livre arbítrio: se
somos livres ao agirmos, de onde vem essa liberdade, pois o determinismo parece
indicar que tudo no universo é determinado. Ora, se assim é, as nossas acções
também são determinadas e, logo, o determinismo não passa de uma ilusão.
Parte das nossas aulas foram de discussão deste problema. Pelo
meio tivemos de resolver alguns outros problemas paralelos, como aquele que
apareceu no 10º14, sobre o relativismo da verdade. Nessa aula tentei dar-vos
pistas para compreenderem a inconsistência na defesa de uma tese como “a verdade é relativa”, raciocinando que
se assim é, 1) pelo menos esta mesma verdade não pode ser relativa e que 2) se
a verdade é relativa alguém pode sempre defender que a verdade não é relativa,
aproveitando-se da verdade que indica ser a verdade relativa. Confusos? Calma.
Para tentar responder ao problema do livre arbítrio começamos
por fazer o mapa do problema:
Ou o livre arbítrio existe e o determinismo é falso
Ou o determinismo existe e o livre arbítrio é uma ilusão
Ou é impossível resolver o problema
Se negamos a existência do livre arbítrio, então apoiamos a
tese do determinismo radical. Se negamos o determinismo radical, defendemos a
tese do libertismo. Estas teses são incompatibilistas. Mas houve quem
sugerisse – e muito bem – que podemos ao mesmo tempo defender o livre arbítrio
e o determinismo numa tese compatibilista
a que chamamos de determinismo
moderado.
Para todas estas teses apresentamos algumas objecções e
tentamos inventar outras, umas que funcionaram e outras que ficaram abandonadas
pelo caminho já que pouco ajudavam a resolver o nosso problema.
Finalmente analisamos brevemente a posição que defende que
não há uma resposta minimamente plausível ao problema.
Agora, toca a rematar todas estas questões, pensar bem nos
problemas e analisar bem o problema, as teorias e os argumentos, pois o teste
sobre este problema está a chegar.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Philosophy day
Determinado pela UNESCO comemora-se amanhã o dia mundial da
filosofia. Na escola Jaime Moniz o dia assinala-se com uma breve exposição de
alguns depoimentos de alunos em forma de cartaz. Fica aqui um pequeno registo como lembrança.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Exemplo de aula de filosofia
Não existem
muitos exemplos gravados de aulas de filosofia. O trabalho do Tomás Magalhães
(o professor do vídeo) é, assim, um caso algo isolado. Podes ver um pouco deste
vídeo e tentar perceber o que é que esta aula tem de parecido ou diferente com
as aulas que estás a ter este ano pela primeira vez de filosofia.
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