Da autoria de Pedro Galvão e António Correia Lopes, a Porto Editora já disponibilizou o manual de preparação para o Exame Nacional de Filosofia. Mais informações Aqui.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
O que é que percebes de música?
Este artigo de Peter Kivy, professor de filosofia na Universidade de Rutgers, autor que tem teorizado sobre a filosofia da música, tenta responder a uma questão que nos é muito cara: o que é que queremos dizer quando afirmamos que percebemos de música?
Peter kivy its only music so whats to understand
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O blog em livro
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Filosofia es book
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Para quem quiser ver o FES em livro, formato PDF, deixo aqui o dito.
sábado, 5 de maio de 2012
A filosofia vista à luz do futebol
Carlos Leone lança-se na aventura de popularizar a filosofia, vista a partir do futebol. O livro está neste momento a ser distribuído pelas livrarias.
Religião para ateus
Lá mais para o final do mês, temos disponível nas lojas a edição portuguesa do mais recente livro de Alain de Boton, Religião para ateus, edição da D. Quixote. Mais informações sobre o conteúdo do livro AQUI.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Happy birthday FES
O FES faz este mês 6 anos de existência. Começou algo isolado
na divulgação da filosofia no ensino secundário, passou por diversas fases,
umas mais activas que outras. Todo o trabalho de divulgação é da inteira
responsabilidade do seu autor. Entretanto foram surgindo outros blogs, na minha
opinião, com mais qualidade que o FES. Deixo, assim, a lista dos blogs que
merecem a atenção de quem se preocupa com a filosofia e o seu ensino.
Filosofia
tintim por tintim…
Magníficos alunos
Vídeos para filosofia
Teorias e argumentos
Webfólio
Paradoxilia
Logosfera
Peço desculpa por alguma omissão, mas agradeço aos autores que me possam indicar mais links.
Magníficos alunos
Vídeos para filosofia
Teorias e argumentos
Webfólio
Paradoxilia
Logosfera
Peço desculpa por alguma omissão, mas agradeço aos autores que me possam indicar mais links.
domingo, 29 de abril de 2012
Estudar filosofia da ciência
Para começar vamos ver este vídeo:
(Resolvi manter o vídeo, mas incluir uma nota sobre o mesmo. De facto, como reparou o professor Aires Almeida, no vídeo sugere-se várias vezes que Popper é verificacionista. Ora a proposta de Popper é precisamente uma resposta ao verificacionismo. É bom observar este erro no vídeo)
Para afinar o estudo da unidade dedicada à filosofia da
ciência, deixo aqui uns links de textos de apoio. Dividi entre textos simples e
mais indicados como tópicos breves de estudo e outros mais longos que podem ser
explorados para trabalhos, por exemplo. A leitura dos primeiros não dispensa a
leitura dos segundos. Tem ainda uma secção de livros e vídeos.
Textos breves
O
falsificacionismo de Karl Popper, Carlos Café
Como
devemos testar as teorias científicas, Karl Popper
Ciência
e indução, uma questão, Aires Almeida
Indução
e filosofia da ciência, Stephen Law
O que é
a ciência?, Paul Davies
Um
diálogo sobre o falsificacionismo, Desidério Murcho
Popper na ciência, Alexandre Quintanilha
O código da ciência, Jorge Buescu
As teorias científicas são falsificáveis, Jorge Buescu
Refereeing ou abordagem científica, Jorge Buescu
Verificabilidade e falsificabilidade, alguns exemplos, in. Dúvida Metódica
Popper na ciência, Alexandre Quintanilha
O código da ciência, Jorge Buescu
As teorias científicas são falsificáveis, Jorge Buescu
Refereeing ou abordagem científica, Jorge Buescu
Verificabilidade e falsificabilidade, alguns exemplos, in. Dúvida Metódica
Textos de exploração
Ciência
e pseudociência, Imre Lakatos
Afinal o
que é a ciência? (parte 1), David Chalmers
Afinal
o que é a ciência? (Parte 2), David Chalmers
Incomensurabilidade,
James Ladyman
Uma
história da ciência, Aires Almeida
O que
é a ciência? John Sommerville
Ascenção e queda de teorias científicas, Carlos Fiolhais
A lógica da descoberta científica, James Garvey
Ascenção e queda de teorias científicas, Carlos Fiolhais
A lógica da descoberta científica, James Garvey
Sugestões de alguns
livros de introdução à ciência
Lucy & Stephen Hawking, a
chave secreta para o universo, Presença
Lucy & Stephen Hawking, Caça
ao tesouro no Espaço, Presença
Carl Sagan, Cosmos, Gradiva
Carl Sagan, Um mundo infestado
de demónios, Gradiva
Vídeos sobre ciência
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Escrever Ensaios - Orientações
Alguns alunos têm colocado questões sobre o ensaio argumentativo a ser entregue até ao próximo dia 10 de Maio. Dei indicações de um documento que remetia para os aspectos principais do ensaio, ainda que nas aulas esses tópicos fossem explorados. Mas encontrei aqui um documento que sintetiza bem o que se pretende. Este é o LINK directo e reproduzo aqui o texto:
1. O que é um ensaio e o
que se espera que os alunos mostrem ao produzir um ensaio?
Um ensaio é um texto
argumentativo em que se defende uma posição sobre um determinado problema
filosófico. Os ensaios feitos por alunos do Ensino Secundário não devem ter
mais de 2 páginas (com uma fonteTimes New Roman, tamanho 11 e 1,5 de
espaço entre linhas), obrigando-os a concentrar-se no essencial e a deixar de
lado as meras associações de ideias.
O ensaio deve mostrar
que o seu autor sabe relacionar clara e correctamente os problemas, teorias e
argumentos em causa. Por isso deve ter a forma de resposta a uma pergunta.
Pergunta essa à qual se deve poder responder com um "sim" ou com um
"não", procurando o aluno avaliar criticamente os principais
argumentos em confronto, de modo a tomar uma posição pessoal na disputa.
Num ensaio, o aluno não
se pode limitar a dar a sua opinião. Tem também de avançar com argumentos e de
responder aos argumentos contrários. Caso não lhe pareça possível defender uma
das partes, deverá dizer, de forma argumentada, porquê.
2. Como se deve preparar
um ensaio?
Lendo criticamente o
pequeno conjunto de leituras indicadas pelo professor (1 ou 2 pequenos artigos
ou capítulos de livros) acerca do tema proposto. Nessas leituras devem
procurar-se as teses em confronto e os argumentos que as sustentam, bem como a
correcta compreensão do que está em causa. O aluno deverá guiar as suas
leituras tendo em conta a pergunta a responder, pois o objectivo não é fazer um
relatório de todos os argumentos e posições apresentadas nas leituras, mas que
seja capaz de isolar aqueles que acha mais pertinentes de modo a responder à
questão.
3. Como escolher o
título do ensaio?
A melhor maneira de
intitular o ensaio é apresentar o mais claramente possível o problema que se
vai tratar. E a melhor maneira de o fazer é colocar uma pergunta.
Exemplos de títulos de
ensaios podem ser:
- Será que quando fazemos juízos morais estamos
apenas a exprimir as nossas emoções?
- Será que os animais têm direitos?
- A pena de morte é moralmente aceitável?
- Será que as nossas acções são boas ou más apenas
em função das suas consequências práticas?
- Será que todas as obras de arte expressam
sentimentos?
- É a existência do mal compatível com a existência
de Deus?
Títulos como:
- A moral e as emoções
- Os direitos dos animais
- A pena de morte
- A arte e a expressão de sentimentos
- Deus e o mal
embora possam ser
adequados em ensaios mais longos e abrangentes, devem aqui ser evitados pois
não parecem obrigar os seus autores a tomar posição nem a ser críticos e
argumentativos. Além de que, a tentação de fazer um relatório de tudo o que
aprendeu sobre o tema em causa será mais forte perante tais temas.
4. Como se deve
estruturar o ensaio?
O ensaio deve ser estruturado de acordo
com as seguintes seis fases.
- Formular o problema e esclarecer de forma
rigorosa o que está em causa.
- Mostrar a importância do problema.
- Apresentar o mais claramente possível a tese que
se quer defender.
- Apresentar os argumentos a favor dessa
proposição.
- Apresentar as principais objecções ao que acabou
de ser defendido.
- Responder às objecções e tirar as suas
conclusões.
Em 1 muitas vezes não
basta formular o mais claramente possível o problema para as coisas ficarem
completamente claras e não haver margem para dúvidas ou ambiguidades. Temos
também de explicar as noções principais envolvidas. Quando, por exemplo, se
pergunta se os animais têm direitos, é preciso saber exactamente que direitos
são esses e dar exemplos concretos; assim como devemos deixar bem claro se nos
estamos a referir a todos os animais (incluindo os piolhos e as baratas) ou só
a alguns. Do mesmo modo, quando discutimos se a existência do mal é compatível
com a existência de Deus, temos de esclarecer que concepção de Deus temos em
mente (se é o Deus dos teístas, dos panteístas, etc., e o que isso significa),
pois há diferentes concepções acerca da natureza de Deus; assim como devemos
esclarecer de que tipo de mal se está a falar.
Em 2 devemos procurar
mostrar por que razão, ou razões, é importante que nos ocupemos do problema de
que nos ocupamos. Uma maneira de fazer isso é mostrar o que estaríamos a perder
se não o fizéssemos. Se, por exemplo, nos perguntamos se é imprescindível
estudar lógica formal em filosofia e a nossa resposta à questão for afirmativa,
então devemos mostrar que, se não o fizermos, não só nos arriscamos a cometer
erros de raciocínio, mas também a não compreender os raciocínios dos outros.
Em 3 devemos apresentar
a nossa posição. Isso deve ser feito mostrando qual é a proposição que irá ser
defendida. Por exemplo, em relação ao problema de saber se a existência do mal
é compatível com a existência de Deus, e caso a nossa resposta seja afirmativa,
podemos tornar clara a nossa posição começando por dizer que defendemos a
proposição "Deus existe, apesar de existir o mal no mundo" e explicar
sucintamente o que isso significa. Em certos casos é possível e desejável
apresentar exemplos do tipo de ideias que queremos defender.
Em 4 devemos apresentar
cuidadosamente os argumentos a favor da proposição que queremos defender. Pode
haver vários argumentos. Alguns deles podem até ser argumentos tradicionais, discutidos
por alguns dos mais destacados filósofos. Nesse caso devemos concentrar-nos
apenas nos dois ou três que nos parecem ser os mais fortes e expô-los por
palavras nossas, tentando mostrar que são válidos e que as suas premissas são
verdadeiras ou, pelo menos, que são bastante plausíveis.
Em 5 devemos enfrentar
as principais objecções aos nossos argumentos (quer indicando possíveis
contra-exemplos ao que é afirmado em alguma das premissas, quer disputando a
sua plausibilidade ou até a validade dos próprios argumentos). Devemos procurar
as objecções que nos parecem mais fortes e não escolher apenas as mais fracas e
fáceis de responder. Nesta parte devemos apoiar-nos nas leituras que nos foram
previamente recomendadas. Devemos também aqui apresentar as objecções por
palavras nossas e não limitar-nos a citar os autores consultados, pois só assim
mostramos compreender o que escrevemos.
Em 6 devemos dizer o que
há de errado com as objecções avançadas anteriormente ou como lhes responder.
Um aluno que defenda num ensaio o direito ao aborto, por exemplo, sem responder
aos argumentos contrários ao aborto presentes nas leituras dadas pelo
professor, exibe um deficiente domínio da dialéctica filosófica; é preciso que
o aluno compreenda que tem de entrar em diálogo com as ideias e argumentos que
leu. Devemos terminar resumindo muito brevemente o nosso argumento principal e
expor as nossas dúvidas, caso existam (mesmo que nos inclinemos mais para um
dos lados).
5. O que se avalia num
ensaio?
O professor não procura
saber se o aluno concorda ou não consigo. O que procura saber é, em termos
gerais, o seguinte:
- Qual é o grau de compreensão dos assuntos por
parte do aluno?
- Que qualidade têm os argumentos que oferece?
- A redacção é clara e bem organizada?
Mais detalhadamente, o
professor verifica se os seguintes critérios são satisfeitos:
- o problema em causa é clara e correctamente
formulado
- a importância do problema é claramente mostrada
- a tese defendida é óbvia para o leitor
- os argumentos utilizados são bons e não há falácias
evidentes
- apresenta os principais argumentos contrários à
tese defendida de forma caridosa
- responde aos argumentos contrários
- apresenta as ideias de forma pessoal (utilizando
palavras suas e os seus próprios exemplos)
- a estrutura do ensaio e as ideias nele
apresentadas são claras para o leitor
6. Como se classifica um
ensaio?
- Se um aluno não satisfaz nenhum dos critérios
anteriores, tem classificação negativa inferior a 8 valores numa escala de
20 valores.
- Se um aluno não satisfaz alguns dos critérios e
satisfaz parcialmente os outros, tem classificação negativa de 8 ou 9
valores.
- Se um aluno satisfaz parcialmente todos os
critérios, tem classificação positiva entre 10 e 12 valores.
- Se um aluno satisfaz parcialmente alguns
critérios e satisfaz totalmente os outros, tem classificação positiva
entre 13 e 15 valores.
- Se um aluno satisfaz totalmente os critérios, à
excepção de um deles, tem classificação positiva de 16 ou 17 valores.
- Se um aluno satisfaz totalmente os critérios, tem
18 valores.
- Se um aluno, além de satisfazer totalmente os
critérios anteriores, consegue mesmo assim surpreender pela positiva, tem
19 ou 20 valores.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Filosofia da ciência
Não dispomos ainda em língua portuguesa de Portugal de uma
boa introdução à filosofia da ciência que seja ao mesmo tempo actual, acessível
e informativa. Assim, a bibliografia base tem de passar pelo acesso a obras em
outras línguas. Entre as que conheço e disponho, estas são as melhores.
John Losee, Introdução à filosofia da Ciência, Terramar,
1998, Trad. Carlos Lains
Trata-se de uma panorâmica histórica sobre a evolução das
ideias em ciência, desde a antiguidade aos nossos dias
A F Chalmers,What is this thing called science?, Hacket, 1999
Há tradução brasileira desta obra e seria uma interessante
escolha pelos editors portugueses. Ao contrário do livro de John Loose, aqui a
abordagem é temática e não histórica
Samir Okasha,Philosophy of Science, a very short introduction, Oxford, 2002
Um pequenino livro de cerca de 140 páginas que, tal como a de
Chalmers, é temática. É um volume da colecção Very Short Introductions da
Oxford University Press.
Para cada um destes livros clicar no nome para aceder às
recensões críticas ou partes da obra e conhecer um pouco melhor.
Ensaio Argumentativo
Este documento é o guia para os ensaios argumentativos, com apresentações para o dia 10 de Maio.
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Artur polónio como escrever um ensaio filosófico
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