segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Filosofia da Ação e Problema do Livre Arbítrio



Vamos começar a estudar Filosofia da Ação. Na filosofia da ação vamos primeiro analisar o problema de saber se todas as nossas ações se traduzem ou não no interesse egoísta pessoal. De seguida analisaremos o que é o determinismo causal, fazendo a distinção entre mero fatalismo. Isto conduzir-nos-á ao problema do livre arbítrio que nos ocupará algumas aulas, dependendo também da vossa reação às discussões propostas.
Para começar a vislumbrar um pouco do problema nada melhor que fazer uma breve pesquisa nestes links.

Link 1 (O que vamos estudar? Filosofia da ação e livre arbítrio)

Link 2 (Dilema do determinismo)

Link 3 (Argumentos a favor do libertismo)

Link 4 (2º teste de Filosofia 2014/15 - Organização)

Link 5 (Dicas para estudar para o teste de Filosofia da Acção)

Link 5 (Somos responsáveis pelo que fazemos?)

Link 6 (Libertismo)

 Podes também iniciar o teu estudo sobre o problema do livre arbítrio visualizando este vídeo (legendado)

 

sábado, 17 de outubro de 2015

Validade, solidez e cogência



Argumentamos para resolver problemas insuscetíveis de serem resolvidos empiricamente. Por essa razão a argumentação é central quando estudamos filosofia. Os bons argumentos reúnem 3 condições principais:
São válidos: se um argumento é válido isso significa que numa circunstância de verdade em que as premissas são todas verdadeiras, é impossível a conclusão ser falsa. Pode-se também dizer que a verdade da conclusão num argumento válido, implica a verdade da ou das premissas (um argumento pode ter uma ou mais premissas, mas só uma conclusão).
São sólidos: não queremos saber de falsidades, mas de verdades. A validade diz respeito à estrutura lógica do argumento. Assim, para um argumento ser bom, obviamente além de válido, convém que efetivamente as premissas sejam verdadeiras (e, por consequência, dado que é válido, a conclusão também). Chama-se sólido a um argumento válido com premissas verdadeiras.
São cogentes: Não basta que um argumento para ser bom seja sólido. É necessário que as premissas sejam mais credíveis (também se diz aceitáveis) que a própria conclusão. Quem aceita as premissas de um argumento sólido (e, claro, válido) aceita a conclusão. É a este efeito que se chama persuasão racional ou também honestidade intelectual.
Nota final
Obviamente os argumentos cogentes são muito difíceis de encontrar. Um argumento não é na maioria das vezes por si só, isoladamente, cogente. Isto acontece porque nos argumentos filosóficos raramente sabemos se as premissas são efetivamente verdadeiras ou falsas. É por isso que filosofamos. Filosofar é, neste sentido, encadear outros argumentos que justifiquem premissas. Podemos escrever um livro inteiro a justificar a verdade de uma premissa com recurso a argumentos. E por isso é que a filosofia é para muitas pessoas difícil, pois temos de seguir atentamente esse encadeamento de argumentos como se seguíssemos a construção de um puzzle. No caso da filosofia o puzzle é mental, já que as peças são as partes de um todo que é um raciocínio encadeado com outros raciocínios. 
Um pequeno exemplo
Assistimos hoje em dia a inúmeras discussões sobre a moralidade das touradas. Ocorre ocasionalmente o seguinte argumento:
“Os animais não humanos não têm quaisquer direitos morais, pois também não têm deveres. E só tem direitos quem tem deveres. Como os animais não têm deveres, logo, não têm direitos
Podemos recorrer a um argumento válido, sólido e cogente para refutar este argumento:
(P1) Se só possuísse direitos morais quem tem deveres morais, então os bebés não teriam direitos, pois não têm quaisquer deveres.
(P2) Ora, os bebés possuem direitos, mas não têm deveres morais
(c) Logo, é falso que só possui direitos quem tem deveres.

Para estudar a negação de proposições



Negar proposições é importante para saber refutar argumentos. Muitos dos erros de raciocínio aparecem por não sabermos negar corretamente as proposições. Nas aulas aprendemos a negar apenas alguns tipos de proposições, aquelas que se considera ocorrerem com maior frequência e sobre as quais cometemos mais erros. Aqui ficam os links para estudar com mais pormenor este ponto da matéria.

domingo, 11 de outubro de 2015

Definições

Definições explícitas: um modo de definir algo por meio de condições necessárias e suficientes. Por exemplo, definir água como h2O é uma definição explícita, já que ser h2O é tanto necessário como suficiente para definir água. Definir gato como animal com 4 patas é uma má definição explícita, já que ter 4 patas é necessário, mas não suficiente para ser gato. Também usamos muitas vezes definições implícitas. Neste caso não definimos por meio de condições necessárias e suficientes, mas pelas características que faz com que compreendamos o que algo é. Por exemplo, podemos definir azul apontando para um objeto da cor azul.
Por que razão é isto importante? Porque quando queremos discutir um problema com rigor, temos de definir os conceitos que envolvem o problema. Um exemplo: se estamos a discutir o problema da existência de Deus temos de definir que Deus pressupomos a existência, pois podemos estar a falar de Deus de modos muito diferentes. Assim, seguindo o nosso exemplo, definimos Deus como uma entidade ominipotente, sumamente boa e ominipresente. E é este Deus que nos propomos a discutir a existência. Como sabemos há outras conceções de Deus diferentes desta. O primeiro passo para fazer filosofia é definir os conceitos que vamos usar nos argumentos. Sem definirmos rigorosamente os conceitos podemos baralhar completamente a discussão. Se queremos discutir argumentos sobre filosofia da arte, da ciência, religião, etc… temos sempre de definir cuidadosamente os conceitos. E agora um desafio: será que podemos ter uma definição explícita (por meio de condições necessárias e suficientes) de filosofia?

As definições envolvem mais subcategorias, mas para já interessa somente distinguir entre as explícitas e as implícitas e ter a noção clara do que estamos a discutir. Agora, se pretendes discutir, por exemplo, o que é uma ação moralmente correta, primeiro tens de saber definir o que é uma ação, distinguindo, por exemplo, do que não é uma ação (por vezes é confuso, acredita) e, depois, o que entendes por correto. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

RTP Madeira - Dia do Professor

Aqui fica o link para o vídeo do passado dia 5, programa Madeira Viva, RTP Madeira, sobre o dia do Professor e com a minha participação.

http://www.rtp.pt/play/p1740/e208900/madeiraviva 
(Atualizado com vídeo no youtube)