quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Os autores falam das janelas para a filosofia
Aqui fica um pequeno vídeo dos autores Aires Almeida e Desidério Murcho a apresentar o seu mais recente livro, Janelas para a Filosofia (Gradiva, 2014).
Fotos
Inadvertidamente apaguei todas as fotos deste blog que estavam associadas ao Google + e Picassa. Para mais fui apagar também na lixeira. Com tempo recuperarei a imagem do blog.
Filosofia e Natal
Todos os anos tenho referido este livrinho de Stephen Law,
uma brincadeira muito bem feita cruzando a filosofia com o espírito do natal. Será
moralmente correto matar o peru para a noite de natal? E mentir sobre o pai
natal? São estas e outras questões que fazem deste pequeno pedaço de leitura um
doce de natal para o nosso cérebro.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
2º teste de Filosofia 2014/15 - Organização
No nosso segundo teste de filosofia são testados 2 tópicos da
matéria:
- Ação humana.
- O problema
do livre-arbítrio.
Relativamente ao primeiro tópico os conteúdos são mais ou
menos simples. Envolve os seguintes conceitos principais:
Ação, acontecimento, intenção, crenças, desejos.
Para rematar estudamos um pouco a teoria do egoísmo psicológico que defende que
todas as nossas ações são irremediavelmente egoístas e nada há mais a fazer.
Contrastamos com as objeções altruístas,
nomeadamente quando se referem a que o prazer obtido numa ação é consequência e
não a causa da ação. Há mais para explorar, mas aqui apenas apresento a
síntese.
Depois
disto, e já com algumas definições de conceitos operacionais, partimos para o problema do livre-arbítrio. Estudamos as
3 respostas mais básicas ao problema: determinismo radical
e libertismo
como respostas
incompatibilistas e determinismo
moderado como resposta compatibilista. Para qualquer uma
destas respostas estudamos os argumentos principais e as insuficiências que são
apontadas a cada uma das teorias.
Como estudar então?
Uma vez ultrapassada a dúvida inicial de como é um teste de
filosofia, estamos já na posição de pedir que se redija um pequeno ensaio* que manifeste a visão de cada um sobre
os problemas, mas que a mesma seja fundamentada e discutida com a informação
fornecida nas aulas. Assim, como tenho muitas vezes dito, os alunos que leram
alguma coisa do recomendado, acabam sempre por estar em vantagem em relação aos
restantes, já que adquiriram mais informação que os ajudará a compreender a
estruturar a sua posição.
*Ensaio é um texto escrito no qual se faz uma tentativa de
resposta ao problema, analisando os argumentos a favor e contra determinada
teoria
Textos para estudar:
A
teoria determinista moderada de David Hume, Elliot Sober
Compatibilismo,
Robert Kane
Compatibilismo,
W. T. Stace
Dois
argumentos a favor do determinismo radical, Elioot Sober
Roteiro
das posições acerca do livre-arbítrio, Elliot Sobor
Howard Kahane, Thinking About Basic Beliefs
O
problema do livre-arbítrio, Andrew Brook e Robert J. StaintonHoward Kahane, Thinking About Basic Beliefs
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Dia Mundial da Filosofia
Decretado pela Unesco, hoje comemora-se em todo o mundo, o dia da Filosofia, património da humanidade.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Não existem ciências exatas e menos exatas
Acabei de ler num teste de um aluno que a filosofia é uma
ciência não exata. Serve este post para esclarecer que esta ideia é incorreta.
Ocasionalmente lemos em alguns textos a distinção entre
ciências exatas e ciências não exatas. Ora, isto está errado. Não existem umas
ciências mais exatas e outras menos exatas. Seria muito menos errado se
falássemos apenas em ciências e que todas são exatas. Mas isto também não é
inteiramente correto já que a filosofia não é uma ciência e nem por isso
podemos afirmar que não é exata. Portanto, a designação ciências exatas é
desadequada. A ciência opera por elaboração de teorias após pesquisa que são
sujeitas a testes da experiência. Se resistirem aos testes, então as teorias
vão sendo corroboradas. Os testes são a prova dos nove das teorias científicas.
São científicas as teorias que mais resistem aos testes empíricos. E é por esta
razão também que a filosofia não é uma ciência, já que a natureza dos problemas
filosóficos não permite este tipo de teste empírico.
Mas daí não se segue que a filosofia não seja exata, ou que
seja menos exata que uma ciência. As melhores teorias para resolver um problema
em filosofia são aquelas que resistem ao teste das objeções e contra
argumentação. Enquanto resistem são boas teorias. Acontece que, ao contrário
das ciências, na filosofia conseguimos para um mesmo problema ter duas teorias
diferentes que resistem muito bem a objeções. Isto sucede porque os problemas
da filosofia são muitas das vezes mais difíceis de obter resultados.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Janelas da filosofia e Pseudociência
O natal aproxima-se e a crise financeira não nos dá grande
ânimo para pedir prendas caras ao pai natal. A solução para este trivial
problema, como para a esmagadora maioria dos problemas, mesmo os mais
complexos, pode passar pelos livros. São baratos (um deles que aqui falo custa
apenas 3.15€) e muito úteis. Assim, aqui ficam duas sugestões. Falarei mais
deles muito em breve. Para que nada se perca.
Janelas da Filosofia (saber mais clicando AQUI)
Pseudociência (saber mais clicando AQUI)
sábado, 8 de novembro de 2014
Começar a estudar filosofia moral
De onde vem o «Bem»? Usamos as palavras «bem» e «bom» para descrever coisas de que gostamos, coisas que tornam a vida melhor e coisas generosas que as pessoas fazem umas pelas outras. Descrevemos as pessoas como «boas» quando são honestas e simpáticas para com os outros, quando cumprem as promessas e se esforçam ao máximo. A bondade é muito importante porque ajuda mesmo a fazer do nosso mundo um lugar melhor.
Desde que as pessoas perguntaram a si próprias pela primeira vez «Qual é a melhor forma de nos comportarmos e de tratarmos os outros?» que se discute a natureza da bondade. Os antigos filósofos gregos começaram um debate sobre a bondade que dura até hoje. Ensinaram-nos a ver que a bondade não se refere apenas às coisas que fazemos, mas também à forma como pensamos. Isso quer dizer que as nossas atitudes são importantes, porque as ações vêm das atitudes; por isso, pensar sobre a melhor forma de viver e agir é algo que todos temos de fazer.
Portanto, temos de perguntar a nós próprios: «O que é para mim o bem? Por que motivo penso assim? Vou agora fazer uma coisa: está correta ou não?» Ao responder a estas perguntas, temos de ter a certeza de que a resposta convence também os outros; é demasiado fácil convencermo-nos só a nós próprios!
Pensar na bondade para podermos fazer coisas boas envolve falar com os outros, aprender o que pensam sociedades diferentes e por que motivo, e perguntar as razões das pessoas para considerar que uma coisa é boa ou má.
O que aprendemos com tudo isto é que o «bem» vem de pensarmos com responsabilidade e sensibilidade sobre o efeito que os nossos pensamentos e atos têm em nós, nos outros e no mundo que nos rodeia.
A. C.
Grayling, in: Gemma Elwin Harris, Grandes perguntas de gente miúda com
respostas simples de gente graúda, Ed Presença, 2013
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Sugestão da Margarida
A Margarida
Magalhães, aluna do 10º43, sugeriu-me a audição deste compositor, Ben Caplan. Obrigado
Margarida.
sábado, 1 de novembro de 2014
Filosofia da Música, por Vitor Guerreiro
Finalmente saiu a antologia de textos sobre filosofia da
música. Organizado e traduzido por Vítor Guerreiro e publicado na Dinalivro.
Apetece. Fica uma pequena amostra. Ver mais AQUI.
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