A Margarida
Magalhães, aluna do 10º43, sugeriu-me a audição deste compositor, Ben Caplan. Obrigado
Margarida.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
Filosofia da Música, por Vitor Guerreiro
Finalmente saiu a antologia de textos sobre filosofia da
música. Organizado e traduzido por Vítor Guerreiro e publicado na Dinalivro.
Apetece. Fica uma pequena amostra. Ver mais AQUI.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
A preocupação fundamental
da filosofia é questionar e compreender ideias muito comuns que usamos todos os
dias sem pensar nelas. Um historiador pode perguntar o que aconteceu em
determinado momento do passado, mas um filósofo perguntará: «O que é o tempo?»
Um matemático pode investigar as relações entre os números, mas um filósofo
perguntará: «o que é um número?» Um físico perguntará o que constitui os átomos
ou o que explica a gravidade, mas um filósofo irá perguntar como podemos saber
que existe qualquer coisa fora das nossas mentes. Um psicólogo pode investigar
como as crianças aprendem uma linguagem, mas um filósofo perguntará: «Que faz
uma palavra significar qualquer coisa?» Qualquer pessoa pode perguntar se
entrar num cinema sem pagar está errado, mas um filósofo perguntará: «O que
torna uma acção correcta ou errada?»
Não poderíamos viver sem
tomar como garantidas as ideias de tempo, número, conhecimento, linguagem,
correcto e errado, a maior parte do tempo; mas em filosofia investigamos essas
mesmas coisas. O objectivo é levar o conhecimento do mundo e de nós um pouco
mais longe. É óbvio que não é fácil. Quanto mais básicas são as ideias que
tentamos investigar, menos instrumentos temos para nos ajudar. Não há muitas
coisas que possamos assumir como verdadeiras ou tomar como garantidas. Por
isso, a filosofia é uma actividade de certa forma vertiginosa, e poucos dos
seus resultados ficam por desafiar por muito tempo.
Uma vez que acredito que a
melhor maneira de aprender algo acerca da filosofia é pensar acerca de questões
determinadas, não tentarei dizer mais nada sobre a sua natureza geral. Os nove
problemas filosóficos que iremos tratar são os seguintes:
O conhecimento do mundo
para além das nossas mentes
O conhecimento de outras
mentes para além das nossas
A relação entre a mente e
o cérebro
Como é possível a
linguagem
Se temos livre arbítrio
As bases da moral
Que desigualdades são
injustas
A natureza da morte
O sentido da vida
Trata-se apenas de uma
selecção; há muitos, muitos mais.
Thomas
Nagel, Que quer dizer tudo isto? Uma iniciação à filosofia
Mas para que serve mesmo a filosofia?
A palavra «filosofia» tem conotações infelizes: coisas abstractas,
remotas, esquisitas. Tenho a impressão de que todos os filósofos e estudantes
de filosofia passam por aquele momento de embaraço silencioso quando alguém nos
pergunta inocentemente o que fazemos. Eu preferiria apresentar-me como
engenheiro conceptual. Pois, tal como um engenheiro estuda
a estrutura das coisas materiais, o filósofo estuda a estrutura do pensamento.
Para compreender a estrutura é necessário ver como as partes funcionam e como
se conectam entre si, o que significa saber o que aconteceria de melhor ou pior
se fizéssemos algumas mudanças. É este o nosso objectivo quando investigamos a
estrutura que dá forma à nossa visão do mundo. Os nossos conceitos e ideias
constituem o lar mental em que vivemos. No fim, talvez tenhamos orgulho nas estruturas
que construímos. Ou talvez pensemos que esses conceitos precisam de ser
desmantelados e que temos de começar a partir do zero. Mas primeiro, temos de
saber o que são estes conceitos.
Simon Blackburne, Pense, ma Introdução à Filosofia
O que é a filosofia? Por Nigel Warburton
O que é a Filosofia? Esta é uma questão notoriamente difícil. Uma
das formas mais fáceis de responder e dizer que a Filosofia é aquilo que os filósofos
fazem, indicando de seguida os textos de Platão, Aristóteles, Descartes, Hume,
Kant, Russell, Wittgenstein, Sartre e de outros filósofos famosos. Contudo, é improvável
que esta resposta possa ser realmente útil se o leitor está a começar agora o
seu estudo da Filosofia, uma vez que, nesse caso, não terá provavelmente lido
nada desses autores. Mas, mesmo que já tenha lido alguma coisa, pode, ainda
assim, ser difícil dizer o que tem em comum, se é que existe realmente uma característica
relevante partilhada por todos. Outra forma de abordar a questão e indicar que a palavra ≪filosofia≫ deriva da palavra grega que significa ≪amor da sabedoria≫.
Contudo, isto é muito vago e ainda nos ajuda menos do que dizer apenas
que a Filosofia e aquilo que os filósofos fazem. Precisamos, por isso, de fazer
alguns comentários gerais sobre o que é a Filosofia.
A Filosofia é uma actividade: e uma forma de pensar acerca de
certas questões. A sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos.
A actividade dos filósofos e, tipicamente, argumentativa: ou inventam
argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas, ou fazem as duas
coisas. Os filósofos também analisam e clarificam conceitos. A palavra ≪filosofia≫ e, muitas vezes, usada num sentido muito mais lato do que este,
para referir uma perspectiva geral da vida.
Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Trabalhos de filosofia (Ensaios) feitos por alunos
Para os alunos do 10º ano que querem antecipar algum trabalho
que vão ter pela frente, como a redação do ensaio argumentativo, no 3º período,
podem ver neste LINK(clicar
aqui) alguns trabalhos de estudantes. Esta coleção de trabalhos pertence ao
site do manual escolar, A Arte de Pensar (Plátano Editora) sendo que atualmente
o manual se chama 50 Lições de Filosofia.
Estes manuais são da autoria de várias pessoas, sendo que o núcleo forte é o
filósofo português Desidério Murcho, um dos mais ativos dos últimos anos em
Portugal e Aires Almeida, professor do ensino secundário e, entre outras
atividades, diretor de uma das mais importantes coleções de livros de filosofia
editadas no nosso país, a Filosofia
Aberta, da editora Gradiva.
A razão dos argumentos
(Foto de Rolando Almeida, at.Escola Jaime Moniz, Funchal)
Por que razão argumentamos? A resposta é que os argumentos
são uma técnica para defender teorias. Raciocinar é uma condição necessária
para argumentar, mas nem sempre um raciocínio é um argumento, pois podemos raciocinar sem querer convencer alguém de uma teoria. Quando usamos um
argumento queremos dar razões para alguém aceitar a nossa tese.
A filosofia é um saber a
priori. Significa isso que não recorre à experiência para testar teorias. As
teorias testam-se com argumentos. E como na filosofia a experiência não
constitui prova de fogo, então é natural que os filósofos disputem
constantemente as conclusões das suas teorias.
Há quem pense que estar sempre em desacordo não é lá uma
grande vantagem. Bem pelo contrário. Questionar permanentemente as teorias uns
dos outros traz grandes benefícios aos seres humanos. Sem esta capacidade crítica
(de permanente questionar), a evolução do pensamento seria muito mais difícil,
ou pelo menos imaginamos que sim, pois não estamos de momento a ver como
evoluiria o pensamento, a ciência e todo o conhecimento sem esta capacidade em
permanente exercício.
Por outro lado, é claro que estar sempre a levantar problemas
parece uma grande chatice, pois, tal como na vida, gostamos sempre mais de
regressar ao nosso lugar de conforto, ao mais fácil e óbvio da vida. Neste aspeto
estudar filosofia não nos dá paz. Não! Estudar filosofia não é violento. Não é
nada disso que queria dizer. O que quis dizer é que estudar filosofia não é
estudar teorias perfeitas e acabadas, mas antes colocar-nos numa situação de
perplexidade (ficarmos sem resposta) perante os problemas. Mas é isto que torna
esta disciplina tão fascinante, senão pensem: se estamos perante problemas sem
solução, por que não tentarmos nós mesmo resolvê-los?
Duas conclusões:
1ª a filosofia não se estuda os outros (filósofos) para
bilhardar* o que eles pensam, mas antes para discutir o que eles pensam.
2º Para conseguir o expresso na linha anterior, temos de
dominar bem a argumentação.
*termo muito usado na ilha da Madeira e que significa Cuscar.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Objetivos para o 1º teste
Aqui ficam os objetivos principais do primeiro teste desde ano (10º ano). Para fazer um bom teste é necessário dominar estes conteúdos:
- Distinguir entre definição explícita e implícita (condições necessárias e suficientes).
- Explicar por que razão não é possível uma definição
explícita em filosofia.
- Explicar por que razão a definição etimológica é
incompleta.
- Caracterizar a filosofia como: atividade crítica, tomada de
posição e estudo a priori.
- Distinguir a filosofia da ciência: ao passo que os
problemas da filosofia são a priori,
os da ciência são empíricos (recurso à experiência como "método" de resolver
problemas)
- Compreender que a filosofia anda em volta de problemas,
teorias e argumentos.
- Distinguir um texto argumentativo de um não argumentativo.
- Saber o que são premissas e conclusão (composição de um
argumento).
- Distinguir num argumento premissas de conclusão.
- Saber o que é uma proposição.
- Identificar se um argumento é válido distinguindo
argumentos válidos de inválidos.
- Compreender as condições para um argumento ser um bom
argumento: validade, solidez e cogência.
- Saber negar proposições universais, particulares e
condicionais.
- Compreender que os conceitos são representações mentais.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Uma sugestão musical para os alunos e alunas
Uma sugestão
musical para os meus alunos e alunas dos 10º 31, 33, 41, 43 e 20. Os Portishead
foram uma banda da cidade costeira inglesa de Bristol e fizeram uma mistura de
soul, com hip hop e alguns elementos da música clássica. O género ficou
conhecido por Trip Hop e foi popularizado por outras bandas como Bomb The Bass,
Massive Attack ou Tricky. Esta que escolhi vale pela profundidade e beleza.
Desfrutem.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Como Pensar Tudo Isto? Digital
A versão digital em Pen do Como Pensar Tudo Isto? está a
chegar aos professores. Esperemos que seja do agrado de todos. E mais uma vez agradeço aos professores que optaram por este manual. O vosso feedback será o derradeiro teste à qualidade do manual.
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