sábado, 11 de setembro de 2010

Novidade editorial - A ética da Crença

Título: A Ética da Crença
Autor: W. K Clifford / William James / Alvin Plantinga / Desidério Murcho (org.)
ISBN: 978-972-53-0458-7
Págs.: 208
Preço: Euros 12,50
Filosofia

Muitos descrentes pensam que há algo de errado em crer em Deus sem provas; muitos crentes pensam que não há nada de errado. Quem tem razão? Este é o problema central de uma área importante da filosofia da religião chamada «ética da crença». Este livro apresenta três textos sobre o tema: os clássicos de W. K. Clifford e de William James, que deram origem à discussão actual, e um texto de Alvin Plantinga, um dos mais importantes filósofos da religião. O quarto texto, do organizador, fornece os instrumentos necessários para que forme a sua própria opinião, assim como uma análise do conceito de fé. De máximo interesse para professores e para estudantes de Filosofia, e também de Religião, este livro é de leitura obrigatória para qualquer pessoa interessada em reflectir cuidadosamente sobre a crença religiosa.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Arquitectura linguística floreada


Entre as coisas relacionadas com a filosofia e o seu ensino que eu eliminaria com gosto e com muito proveito para a disciplina, estão expressões como:

Expressão em uso:
Substituiria por:
Rede conceptual da acção
A acção
A dimensão ético política – análise e compreensão da experiência convivêncial
Filosofia política
Filosofia moral
Os valores: análise  e compreensão da experiência valorativa
A ética
Dimensão discursiva do trabalho filosófico
Lógica e argumentação
A dimensão social e pessoal: o si mesmo, o outro e as instituições
Filosofia política
Dimensão estética
Filosofia da arte
Dimensão religiosa
Filosofia da religião

Para quê complicar a cabeça de jovens de 15 anos? Há algum ganho em chamar “rede conceptual da acção” em vez de simplesmente “acção”?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Revista Sábado e os erros nos manuais

A revista Sábado desta semana inclui um pequeno artigo sobre os erros nos manuais escolares, para o qual eu dei um contributo que foi resumido a duas linhas. O artigo leva a assinatura de Sara Capelo. Creio que ficou subentendido que o exemplo do silogismo com a Helena Roseta é um erro. De facto, esse apontamento não é da minha responsabilidade e nada se passa de errado com o silogismo e nem sequer é por usar o nome de Helena Roseta que se trata de um erro.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Para aprender: Epistemologia


O que é que temos disponível em língua portuguesa sobre epistemologia e que sirva como introdução geral obedecendo aos critérios mínimos: o rigor possível e a clareza na explicação. É possível que tenhamos por aí mais algumas edições que, ou eu não conheço ou não me lembro neste momento. Do que tenho nas minha prateleiras, recomendo dois estudos:






Jonathan Dancy, Epistemologia contemporânea, Ed. 70



O primeiro destes dois livros não é exclusivamente dedicado à epistemologia, com efeito fornece elementos relevantes para compreender bem e sem grandes complicações, do que trata a epistemologia.
O segundo livro é talvez a melhor e única (???) boa introdução à epistemologia que temos disponível em língua portuguesa. Nalguns momentos tem uma tradução que levanta suspeitas, mas serve perfeitamente para estudo.
Neste momento trata-se de uma área carente de uma refrescante tradução. Ambos os livros são talvez um pouco sofisticados para o leitor neófito, sendo o de Dancy para leituras avançadas mesmo. 

domingo, 29 de agosto de 2010

História da filosofia

Muitas vezes ouço dizer que o mercado de livros de filosofia não é rentável. Mas também é verdade que o campo de edições em filosofia não é assim tão raro, o que pode indicar que dentro do nosso exíguo mercado, ainda vende. E é bom que venda, pois, para o bem e para o mal, como tudo na vida, se vende faz-se mais edições, mas se não vende, não se faz. É por isso que no mesmo ano em que vejo o início (e conclusão, creio) da edição dos 4 excelentes volumes da história da filosofia do Kenny (Gradiva), da Breve história da filosofia moderna do Roger Scruton (Guerra & Paz), é com surpresa que soube da edição de mais uma história da filosofia (D. Quixote), de Jean Francois Pradeau. Não sou adepto da filosofia que se tem feito em frança. Hoje em dia a aposta no autor anglófono é muito  mais acertada. E isto principalmente se o propósito é escrever para o grande público. Em língua inglesa temos melhores obras deste género do que em língua francesa. Talvez a opção editorial não seja das mais adequadas ao fim que se destina. Em qualquer dos casos, é sempre uma alegria quando vejo que o mercado tem lugar para mais uma obra de filosofia.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O FES foi ao cabeleireiro

Há uma mudançazinha no layout do Blog que permite agora adicionar funcionalidades como o acesso directo ao Facebook. Como o layout anterior era trabalhado sobre uma base emprestada esta funcionalidade não aparecia. Espero uma vez mais que seja do agrado de todos. 

Posso provar a existência de deus como provo a minha existência?

Se eu quiser provar a minha existência, que recursos tenho? Posso beliscar-me e, perante a sensação de dor, tentar provar que existo. Mas mesmo isto pode ser posto em causa. Posso, por exemplo, tal como no filme Matrix, estar sujeito a um mega programa que me criou a ilusão que senti dor quando me belisquei, quando nada disso aconteceu na realidade.
É verdade também que arranjamos alguns consensos, ainda que muito frágeis a maioria das vezes, para nos contentarmos com a vida. Os filósofos recorrem a consensos mais elaborados. O eu de Descartes é um desses consensos que tenta provar a minha existência.
E se queremos provar a existência de deus, que recursos temos? Um dos mecanismos de prova empírica mais recorridos é ainda demasiado improvável, que são os milagres. David Hume fez uma exposição interessante para desmontar a questão dos milagres nos Diálogos Sobre Religião Natural.
Será que os mesmos recursos que tenho para provar a minha existência servem para provar a existência de deus? Mas se são diferentes, o que é que faz com que consiga provar a minha existência mas não a de deus?

domingo, 15 de agosto de 2010

Para aprender: Filosofia da Mente

Ocasionalmente ocorre divulgar aqui no blog obras de referência, traduzidas em língua portuguesa que constituam, preferencialmente, um guia de entrada na filosofia. Estas obras dividem-se em áreas temáticas, ou áreas problema. Claro que temos ainda as introduções gerais. É bom fazer o ponto da situação. Faço-o de acordo com os livros que eu próprio tenho e li, e assim é natural que deixe de fora outros livros importantes, mas que eu não li por alguma razão. Desta vez vou aqui destacar três livros acessíveis e que dão umas boas luzes sobre a filosofia da mente. O critério é simplesmente a resposta a uma pergunta completamente pessoal: “O que é que me recomendas ler para em pouco tempo perceber já com algum afinco mas sem linguagem ou pressupostos técnicos e em língua portuguesa sem acordo ortográfico de 2010, a filosofia da mente?”
Seguem as recomendações:


Deniel Dennett, Tipos de mentes, Temas de Debates



John Heil, Filosofia da mente, Piaget



Paul T Sagal, Mente, homem, máquina, Gradiva



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Nova história da filosofia

Está já disponível nas livrarias o segundo volume, de quatro, da História da Filosofia do Sir Anthony Kenny. Fica aqui a capa desta bela edição.