Duas novidades de assinalar, ambas pela Gradiva. A primeira é uma colectânea de pequeníssimos textos introdutórios que dão uma ideia do que e do como se trata na filosofia ao longo da sua história. A segunda ainda não lhe tomei contacto direto, mas adivinho o seu interesse, pelo menos aqui para o escriba que sempre apreciou os livros em quadradinhos.
segunda-feira, 14 de maio de 2018
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Exames Nacionais de Filosofia
Ocasionalmente recebo pedidos de informação sobre o Exame Nacional de Filosofia. Recordo que disponibilizou uma aba neste blogue exatamente para esse efeito. Aqui encontram informações, os exames e também resumos da matéria que podem ser usados para estudo.
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terça-feira, 27 de março de 2018
Stephen Hawking
Uma boa forma de compreender alguns ingredientes do que é e como se faz ciência, com muita solidez filosófica à mistura, é ler esta entrevista a Paulo Moniz, cientista português que em tempos se cruzou com o génio e ouviu os seus conselhos. Entre os quais:
Ler AQUI
Ele dizia-me muitas vezes: “Tem de publicar sozinho. É a única forma de reafirmar a sua credibilidade no mundo inteiro. Tem de se transformar num farol, nem que seja modesto. Vai publicar e um dia mais tarde, nem que seja daqui a 100 anos, alguém vai ler o seu currículo, alguém vai olhar para o seu contributo”.
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Jornadas da Matemática - Escola Secundária Jaime Moniz
É já na próxima terça feira, dia 20, pelas 10horas, que vou fazer uma conversa sobre problemas metafísicos da matemática. Sem especialidade, mas com muita carolice, vou tentar defender a teoria de que um cálculo matemático pode ter uma existência para além das nossas mentes. A conversa / palestra faz parte do programa das Jornadas da Matemática da Escola, realizadas de 2 em 2 anos e para mim é um enorme gosto estar presente pois vejo isso como o meu modesto contributo para minimizar a nefasta fronteira quase sempre artificial entre saberes considerados "exatos" e outros "humanos". Arrepia só de pensar nestes epítetos divisórios. A sessão será aberta a alunos e professores.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Um best of para 2017
Nem só de livros vive a filosofia. Vive, e muito, de artigos,
teses académicas, palestras, conferências, vídeo aulas, etc. Mas o formato
livro dá conta também do interesse comercial de um determinado saber. Diria que
o interesse português pela filosofia é bastante modesto. E desconfio que é
assim quanto ao interesse geral pelo conhecimento. Mas também já foi pior. E também
não sei dizer que benefício haveria em ter publicações em grande número todos os meses. Seja como for quando quero
fazer a lista dos melhores livros de filosofia publicados em Portugal ao longo
de 1 ano apenas, raramente consigo chegar aos 10 livros. Claro que foram
publicados mais. Simplesmente aqui o critério da lista é também muito apertado.
Eu, como leitor, sou o critério (risos). Assim, de seguida, apresento aqueles
que foram para mim as edições mais interessantes no campo da filosofia
publicada em Portugal. Pelo meio escolho sempre um ou outro título não
diretamente ligado à filosofia, mas pelo menos com algumas conexões indiretas. Finalmente,
a filosofia não se lê por anos. Isto significa que um leitor de filosofia não
lê um livro em função do ano de publicação, mas do interesse para a discussão
de um determinado problema. De salientar que os maiores grupos editoriais
portugueses praticamente não publicam filosofia.
1.
Jason
Brennan, Contra a Democracia, Gradiva, Trad. Elisabete Lucas
2.
Yuval
Noah Harari, Homo Deus, Elsinore, Trad. Bruno Amaral
3.
Peter
Singer, Ética no mundo real, Ed. 70, Trad. Desidério Murcho
4.
John
E. Roemer, Um futuro para o socialismo marxista, Gradiva, Trad. José S. Pereira
5.
Harry
Frankfurt, Sobre a verdade, Gradiva, Trad. Mª Fátima Carmo
6.
Roger
Scruton, A natureza Humana, Gradiva, Trad. Mª Fátima Carmo
7.
Bernard
Williams, A ética e os limites da filosofia, Documenta, Trad. A. Morão e D.
Santos
8.
António
Damásio, A estranha ordem das coisas, Temas & Debates, Trad. Luís Oliveira
e João Quina
Para 2018 gostaria de ver traduzidos muitos livros. Mas para
já ficaria contente com a publicação entre nós de alguns dos livros de Julian
Baggini, para mim, provavelmente o melhor escritor de filosofia popular mais
estimulante do momento e do qual ainda não temos um único livro traduzido. Gostaria
também de ver traduzida a breve introdução à filosofia política muito bem
escrita por David Miller. E também agraciava a tradução do livro sobre o
problema do livre arbítrio de Ted Honderich, How free are you? The determinismo
problema. Apesar de já ter uns anos é um excelente livro. Mas não ficaria
triste de ver mais livros de autores como Thomas Nagel, Jason Brennan, Jeff
Macmahan ou David Benatar, todos eles autores com livros muito apetitosos.
Esperemos que tal aconteça.
Bom 2018
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Professor, as aulas de filosofia são confusas!
Quem leciona filosofia certamente já foi confrontado com
observações contraditórias por parte dos seus alunos. De uma mesma aula, alguns
alunos dizem que “a filosofia entende-se
bem”, “o professor é muito claro nas
explicações das teorias” ou, ao invés, “esta
aula é uma confusão”, “o professor é
um confuso”. Do ponto de vista de quem ensina o caminho fácil é considerar
os alunos que fazem o primeiro tipo de afirmações uns amores e os que fazem o
segundo tipo, uns estupores. Mas ensina-nos a vida que o caminho mais fácil
nunca é o melhor e talvez estas afirmações dos alunos mereçam alguma
consideração com detalhe. Ao mesmo tempo sabemos que a referência generalizada
nas dificuldades quanto às aprendizagens na matemática é a conhecida “falta de bases”. Pois, o que me parece
acontecer na filosofia é exatamente o mesmo, falta de bases. Não é por acaso que a filosofia ocorre nos
currículos somente no ensino secundário, ou pelo menos com especial incidência
na adolescência (pese embora experiências paralelas meritórias na filosofia
para crianças). E ocorre nesta etapa da vida dos estudantes precisamente porque
se considera que neste nível o estudante é capaz de abstração. Para compreender
o problema do livre arbítrio, a causalidade não é coisa que se veja com
os olhos. Quando um aluno vê o professor empurrar uma garrafa de água é somente
isso mesmo que vê, muitas das vezes sem compreender que existe ali um fenómeno
físico e material de causalidade. A causalidade
é uma medida que se capta com a mente e não com os olhos. Se este terreno de
base não está preparado, será, assim, muito difícil ao aluno compreender a
relação estabelecida entre causalidade
natural e livre arbítrio e, daí,
captar a essência do problema.
Existe uma tendência para estes alunos com dificuldade de
apreensão abstrata em considerar que as aulas devem ser um despejar de
definições que se decora acriticamente. Claro está que perante alunos com estas
características a filosofia pode ser uma grande desvantagem. E para o professor
sobra trabalho suplementar já que tem de trabalhar em função desta incapacidade,
ou melhor, desta capacidade ainda não treinada. Além de ter de saber resistir
aos comentários dos alunos em relação às matérias que tem para com eles
trabalhar.
Há formas muito simples de compreender se esta base da
abstração está ou não trabalhada. Por exemplo, com a exibição de uma reprodução
da Guernica, uns alunos vão observar
que estão a ver um boi, uma lâmpada, um homem aos berros, quando outros, perante
o mesmo desafio, já observam que estão a ver sofrimento, confusão, caos e
miséria. Roubando um pouco à teoria de Piaget, diria que os primeiros ainda
militam na fase das operações intelectuais concretas, quando os segundos já
estão na fase das operações abstratas.
Os testes diagnóstico podem dar uma primeira imagem ao
professor do estado dos alunos e o que pode esperar das suas aprendizagens. No caso
dos alunos com esta capacidade ainda não trabalhada, o melhor mesmo é avançar
com a leitura de pequenos textos com algum grau de abstração (como qualquer bom
texto de filosofia) e pedir comentário quase linha a linha. Mas no nosso
sistema formal de ensino, não há tempo a perder, pelo que há que procurar o equilíbrio
entre este trabalho e o avanço dos conteúdos. Mas parece claro que os alunos
avançam a ritmos muito diferenciados em virtude da sua capacidade de
compreender o mundo abstratamente. E qualquer professor do secundário está
consciente das dificuldades encontradas nos alunos sem esta base: preguiça,
reacionarismo em relação à disciplina e ao professor, etc. É uma luta dura.
Um trabalho interessante é ter algumas ideias minimamente
sólidas das razões por que estas bases não são consolidadas. E existe muita
literatura interessante sobre o assunto, desde a sociologia até à psicologia e
as neurociências. Mas é difícil atirar com certezas perante esta dificuldade.
Entre as razões mais imediatamente compreensíveis estão as
sociais e familiares. Um aluno médio de 15 anos pode saber perfeitamente o nome
dos defesas centrais do atual plantel do Benfica (e não há mal algum nisso),
mas dificilmente ouviu falar de Picasso. E que razão me leva a pensar que há aqui
um qualquer hiato entre aquilo que a realidade é e aquilo que ela deveria ser?
Porque o futebol, pese embora possa ser abstratamente analisado, lida diretamente
com as emoções e é essa a relação mais comum que a esmagadora maioria dos
adeptos de futebol têm com a modalidade. Mas olhar uma obra de Picasso exige
alguma abstração, pelo que o exercício implica algum trabalho intelectual. E é
exatamente este o trabalho que muitas das vezes as famílias, meios de
comunicação e sociedade em geral poderiam fazer de modo mais consistente e que,
na minha opinião, não fazem.
Este trabalho é comunitário no sentido em que não cabe
exclusivamente aos professores, mas a todos. Quando confiamos apenas nos
professores para realizar este trabalho não deveria pelo menos ser estranho que
os alunos muitas das vezes considerem a filosofia confusa quando com ela se
confrontam pela primeira vez.
Link da imagem: (https://gartic.com.br/luchfe/desenho-jogo/confuso)
Voltar a estudar? Que tal filosofia?
Voltar a estudar após uma certa idade é uma pratica ainda
muito tímida em Portugal. Mas devia acontecer com maior frequência. Estudar é
das atividades humanas mais motivadoras. A repetição profissional ao cabo de
alguns anos implica desgaste e falta de motivação. Imediatamente pensamos em
mais dinheiro como principal foco motivacional. Mas após asseguradas as
necessidades básicas não é com mais dinheiro que vamos criar mais motivação. A experiência
com a Universidade Senior é uma excelente ideia. Mas o que aqui refiro
destina-se mais a pessoas inseridas no mundo profissional e não a reformados. Estudar
filosofia aparece aqui com um destaque interessante, senão vejamos rapidamente
algumas das principais vantagens de estudar filosofia no mundo de hoje:
Argumentação – é o nervo central da filosofia. Estudar
filosofia é entrar no gigantesco diálogo sobre questões básicas. Não são
básicas no sentido de serem as mais simples, mas as questões mais essenciais de
compreensão da vida humana e do mundo.
Ceticismo – uma boa dose de ceticismo é a base
para a análise crítica de problemas e de tentativa de solucioná-los. Sem essa
dose certa de ceticismo não se exerce a capacidade crítica e sem ela não se
apresenta qualquer tipo de evolução seja em que área for da vida humana.
Abstração – uma capacidade que também se exerce
com a arte, matemática, etc. A abstração é uma maneira de compreensão do mundo
e dos outros, sem a qual, essa compreensão seria muito mais sujeita a impasses
e erros de interpretação. A abstração é o primeiro passo para o rigor.
Comunicação – comunicar é expressar pensamentos
e a maneira como estamos a interpretar o mundo. O estudo da filosofia desenvolve
bem esta capacidade, já que quem estuda filosofia lida o tempo todo com a
necessidade de expressar com clareza o que está a pensar. Esse esforço pode
resultar muitas vezes em confusão. Mas quando bem conduzido resulta quase
sempre em clareza.
Compreender a ciência – pode-se ser cientista ou fazer
ciência sem compreender muito bem o que é a ciência e como se desenvolve ou
progride a ciência. Estudar filosofia e principalmente filosofia da ciência é a
porta aberta para a compreensão de como e para quê se faz ciência.
Informação – um dos perigos a que mais estamos
sujeitos no mundo da informação é o da manipulação. Estudar filosofia dota-nos
de capacidade crítica para avaliar e analisar fontes, critérios, etc. É também
uma maneira de prevenir contra a má ou enviesada informação.
Política – um sistema mais perfeito é um
sistema em constante aperfeiçoamento. Pensar que vivemos no melhor dos mundos
possíveis é ao mesmo tempo aceitar que não existe melhor do que o que já temos.
Ora esta não é a postura adquirida por quem quer que estude filosofia. Repensar
sistemas políticos, compreender porque podem não funcionar, etc é uma das
capacidades desenvolvidas pelo estudo da filosofia.
Liberdade – Ousa saber! Os filósofos não tem
praticamente limites na abstração. Ou antes diria que os limites são critérios
como a clareza. Mas a liberdade crítica é uma prática entre filósofos. E uma
prática adquirida por quem estuda filosofia, uma capacidade de não impor
nenhuma verdade como incontroversa.
domingo, 12 de novembro de 2017
Uma breve história do amanhã
Quando, o ano passado por altura
do natal estive em Londres, este livro do historiador israelita Yuval Noah Harari
fazia montra nas principais livrarias. Isso não atesta por si da qualidade do
livro. Mas é prova da ampla curiosidade que o livro desperta. E ainda bem, pois
é um livro muito bem escrito e extraordinariamente estimulante. Pese embora o
pendor especulativo não é, no entanto, um livro de filosofia. Antes pelo
contrário, a preocupação não é defender ou refutar argumentos, mas perspetivar
um futuro não muito longínquo. Se em Homo Sapiens a história era contada até ao
presente, em Homo Deus, a história conta-se a partir do momento presente. Lúcido
e de fácil leitura é, como me dizia um amigo, um livro que qualquer pessoa
culta hoje em dia deve ler.
sábado, 11 de novembro de 2017
Há uma nova secção no blogue, a Biblioteca do Educador. Mais uma vez os livros nela referenciados são o reflexo do meu itinerário bibliográfico pessoal. Para já apenas refiro as capas dos livros. Mais tarde consoante a vontade e o tempo disponível, incluirei um breve comentário de cada um deles. Como será de notar, os livros não seguem uma "escola" da educação. Mas quase todos são sugestivos para a discussão do que deve ser a escola e a profissão de professor assim como o lugar dos alunos e das suas aprendizagens. A secção pode ser apreciada Aqui, ou na aba acima na barra de abas.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Ano letivo 2017/18 - mudanças e filosofia
Em Portugal Setembro é o mês do regresso às aulas. Nos
últimos anos tem sido marcado negativamente em várias frentes: os pais e o
custo financeiro com os manuais e material escolar, os professores com a enorme
instabilidade profissional, a rede escolar com problemas de equilíbrio, etc… de
uma forma resumida o que mais marca o início de cada ano letivo são as
alterações das “regras do jogo”. Mas ao mesmo tempo que alguns aspetos no
ensino mudam de ano para ano (por vezes menos), outros há que não mudam há mais
de uma década. O programa de filosofia vigente data de 2001 (ver
aqui). Muitas mudanças no ensino acontecem porque cada ministro que sucede
o anterior, assim como as novas equipas, têm ideias diferentes e querem assim
imprimir a sua marca, não se dando conta que desse modo estão a estragar mais
do que o que arranjam. Neste sentido, ainda bem que o programa de filosofia não
tem sofrido alterações. Alterar apenas porque sim, não me parece uma boa ideia.
E alterar apenas porque se discorda totalmente também não me parece razoável.
Há um trabalho de base meritório que vale a pena retocar. Afinal de contas,
nós, professores, andamos há tantos anos nisto, a trabalhar um programa que
parece insensato querer alterar tudo de uma só vez. Felizmente as propostas que
entretanto se vão falando não seguem esse sentido, o de tudo alterar. A proposta,
oficial de revisão curricular para a disciplina no 10º ano já circula
livremente (ver
aqui). E ela inclui alguns aspetos muito interessantes, embora, claro,
discutíveis. A inclusão da lógica elementar logo a abrir o 10º ano parece-me
uma opção correta como método de trabalho. Mas é igualmente importante que os
tempos letivos para cada unidade sejam pensados não de modo a explorar os
conteúdos teóricos sem considerar o trabalho e tempo necessário em sala de aula
para trabalhar textos, interpretação aplicando os métodos aprendidos, gerir
comportamento adequado ao trabalho, etc. Claro que começar a disciplina pela
apresentação do método não é, em muitos sentidos, uma opção feliz. Se o que
anima a disciplina, por que não começar logo por debater os problemas? Haveria
algum prejuízo em começar a ensinar astronomia olhando para as estrelas?
É sobretudo importante que as mudanças não impliquem
transformações de fundo constantes, muitas vezes quase ao sabor do vento
ideológico ou de preferências grupais sem atender os muitos e diversos
contextos em que a disciplina se ensina. As mudanças permanentes atrapalham o
trabalho nas escolas e em regra acabam sempre por desmotivar.
Por fim, uma palavra aos professores de filosofia. Segundo percebo
são muitos os professores de filosofia que não ensinam filosofia. Isto acontece
porque os horários têm vindo a diminuir e, entretanto, os disponíveis acabam
todos ocupados por professores de quadro de escola e com mais tempo de serviço.
Por isso mesmo em muitas escolas os professores de filosofia estão a ensinar
disciplinas que não a filosofia. Não considero a filosofia mais essencial que
muitas outras disciplinas que podem ser ensinadas. Afinal, poderíamos ter um
currículo diferente e até melhor com ou sem a filosofia. O ponto aqui é outro. Os
professores de filosofia estudaram filosofia e prepararam-se durante alguns
anos para o domínio científico da filosofia. Por isso mesmo e enquanto cá
andamos e é tempo, esta parece ser uma boa razão para assegurar a disciplina no
ensino geral e obrigatório. Como disse, um bom sistema de ensino pode dispensar
uma outra disciplina ou substituindo-a por outra igualmente importante. Daí não
se segue que a disciplina de filosofia seja dispensável. Acontece que, uma vez
existindo, isso é por si mesmo uma boa oportunidade para fazer um bom trabalho
na sua apresentação.
E ainda antes de terminar. Costumo usar uma hipótese quando
pessoas não ligadas ao ensino criticam de forma geral o trabalho dos
professores: “- Vamos imaginar que é verdade que os professores são todos mesmo
maus. Sendo isso verdade e sabendo disso mesmo, o que é que devemos fazer,
substituir todos os professores por carpinteiros nas escolas?” Invariavelmente
a resposta é não. Isto é, temos de trabalhar com o que somos e temos, saber contar
apenas com o nosso trabalho. Tudo o que vier a mais de positivo será bom. Mas não
podemos esperar que sejam os de fora, mesmo os das universidades, a fazer o
nosso trabalho. Não podemos nem devemos esperar que nos preparem os programas,
as aulas, os materiais que usamos. Dependemos apenas de nós mesmos.
Um bom ano a todos
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