Em Novembro de
2016 promovi, com o Sindicato de Professores da Madeira, uma ação de formação
sobre pensamento crítico e como o usar na sala de aula. Sugeri que parte de
trabalhos de formandos fossem publicados. E aqui está o resultado na edição
xxxviii i nº100 do jornal
Prof, do SPM, Diretor Francisco Silva.
Esta ação irá
repetir-se no Porto Santo nos próximos dias 10 e 11 de Julho. Uma segunda parte
desta ação está a ser preparada.
Nenhum modelo político deve ser sacralizado, por nenhum ser perfeito e não
serem imutáveis as circunstâncias em que algum deles se tenha revelado como o
menos mau.
A edição deste livro é um contributo para as pessoas livres, que o queiram
continuar a ser, debaterem as disfunções crescentes que cada vez mais
visivelmente estão a impedir a democracia de realizar alguns dos seus mais
importantes ideais. É também um desafio para os que visam aperfeiçoar o seu
funcionamento de modo a realizar os seus objectivos essenciais: a liberdade, o
progresso social, a dignidade, o desenvolvimento humano.
A maioria das pessoas acredita que a democracia é a única forma justa de
governo. Crê que todos temos direito a uma quota igual de poder político. E
também que a solução de participação política "um homem um voto" é
boa para nós – dá-nos poder, ajuda-nos a conseguir o que queremos e tende a
tornar-nos mais inteligentes, virtuosos e atentos uns aos outros.
Mas Brennan, considera que estão erradas, argumentando que a democracia
deveria ser julgada pelos seus resultados,apresentando abundantes dados
empíricos de que não são bons o suficiente.
Tal como os acusados têm direito a um julgamento justo, os cidadãos têm
direito a um governo competente. Mas a democracia é com frequência o domínio do
ignorante e do irracional, ficando demasiadas vezes aquém do que se espera.
Além disso, uma enorme diversidade de pesquisa em ciências sociais mostra que a
participação política e a deliberação democrática parecem tender cada vez mais
frequentemente a tornar as pessoas piores – mais irracionais, tendenciosas e
más. Considerando esse quadro sombrio, Brennan argumenta que um diferente
sistema de governo – a epistocracia, ou governo dos sábios – pode ser melhor do
que a democracia, e que é tempo de reflectir seriamente sobre isso.
Longe de se tratar de uma diatribe panfletária, esta é uma relevante obra
de filosofia política em que se discute, de forma intelectualmente honesta,
cada um dos melhores argumentos a favor da democracia. O resultado é uma
crítica séria e uma defesa contemporânea do governo de quem mais sabe, com a
resposta aos problemas práticos que tal solução possa levantar.
Uma leitura essencial não apenas para os estudiosos de filosofia e de
ciência política, mas também para todos os que consideram que a democracia
merece ser discutida, independentemente do que se possa pensar dela, incluindo
os que visam aprofundá-la.»
Jason Brennan é uma maravilha: um filósofo brilhante que estuda
escrupulosamente os factos antes de moralizar. Em Contra a Democracia, o seu
método elegante leva à conclusão inesperada de que a participação democrática
impele os seres humanos a esquecer o senso comum e a decência comum. Votar não
nos enobrece; testa a virtude dos melhores, e apresenta o pior nos restantes.
Bryan Caplan, autor de The Myth of the Rational Voter
A grande tentação da filosofia política é sacralizar a política, e precisamos
urgentemente de um trabalho que nos ensine a não sucumbir. Neste livro valioso
e revigorante, Jason Brennan desafia devoções confortáveis e desacredita mitos
familiares sobre a vida política em geral e o regime democrático em particular.
Prevejo que a maioria dos leitores encontre muita coisa com que discordar – eu
certamente encontro –, mas também que a maioria considere os argumentos de
Brennan inquietantemente difíceis de resistir com certeza.
Jacob T. Levy, Universidade McGill
Contra a Democracia apresenta um conjunto útil de desafios tanto para a
sabedoria convencional como para as tendências dominantes na filosofia política
e na teoria política, particularmente na teoria democrática. Escrito de forma
cativante, incentiva uma leitura activa e divertida.
Alexander Guerrero, Universidade da
Pensilvânia
Autor(es)
Jason Brennan doutorou-se em filosofia
pela Universidade do Arizona, ensinou na Universidade de Brown e é actualmente
professor associado de Estratégia, Economia, Ética e Políticas Públicas na
Universidade de Georgetown. É autor de Compulsory Voting: For and
Against, com Lisa Hill, Libertarianism: What Everyone Needs to
Know, The Ethics of Voting e A Brief History of Liberty,
com David Schmidtz. A filosofia política e a ética aplicada são as suas duas
principais áreas de investigação.
Qual é o problema em desprezar a
verdade? A verdade é algo assim tão importante
e valioso porquê?
Estas são algumas das perguntas que Frankfurt procura esclarecer e às quais dá
resposta em Sobre a Verdade.
A resposta de Frankfurt, exposta numa linguagem despojada de jargão filosófico
e centrada na noção mais comum de verdade, é que a nossa vida seria impossível
sem ela, tanto na prática como intelectual e psicologicamente. Na prática,
porque a distinção entre verdadeiro e falso é pressuposta nas situações mais
banais da vida mesmo por aqueles que dizem recusá-la. Intelectual e
psicologicamente, por ser necessária para a compreensão de nós mesmos como
indivíduos diferentes dos outros, para a nossa relação com eles, e para a mais
elementar compreensão da realidade, seja ela qual for.
Autor(es)
Harry G. Frankfurt é Professor Emérito
de Filosofia na Princeton University. A sua importante obra filosófica
reparte-se principalmente pelas áreas da filosofia moral, da filosofia da mente
e da filosofia da acção. Os seus contributos para a discussão do problema do
livre-arbítrio fazem dele uma referência nesse domínio. Da sua obra,
destacam-se ainda os sucessos de vendas On Bullshit (Da Treta) e The
Reasons of Love.
Peter Singer é o filósofo da atualidade que suscita maiores
hostilidades em relação às suas ideias, ou pelo menos à caricatura que habitualmente
delas se faz. Isto acontece não pela radicalidade dos seus argumentos (há
filósofos mais radicais, mas que raramente são mencionados nas frentes mais
hostis), mas antes pela sua popularidade. A que se deve a popularidade de
Singer? À forma pouco comum como expõe os argumentos que os torna acessíveis mesmo
aos leitores filosoficamente menos informados. Juntando isso aos temas e
problemas que aborda (moralidade do aborto, eutanásia, etc…) temos os
ingredientes necessários para conservadores hostis destilarem os mais variados
insultos. O irónico é que Singer aceita o aborto ou a eutanásia com muitas
restrições, o que até faz dele, em certo sentido, algo conservador. Mais conservador
talvez é ainda em relação à defesa dos direitos morais dos animais não humanos,
uma das mais radicais teses de Singer. Curiosamente os hostis costumam estar-se
nas tintas para os animais e não pegam neste ponto com Singer. Do meu ponto de
vista a popularidade de Singer passa por uma certa injustiça, provavelmente
própria de toda e qualquer popularidade, a de ser superficial. Por essa razão
os ataques dos hostis são todos sem exceção vagos e absurdos, para além de
revelarem manifesta ignorância em relação aos argumentos do filósofo
australiano, professor nos EUA. A melhor forma de conhecer os ataques a Singer
que estão para além dos insultos gratuitos é conhecer a obra de filósofos como David
S. Oderberg, tendo duas obras publicadas em português. Uma delas, Ética
Aplicada, Uma abordagem não utilitarista (Principia, 2009, Trad. M
José Figueiredo), é um ataque ao utilitarismo de Singer. Espero que esta
nova tradução em português, do qual se apresenta aqui a capa, motive mais a
discussão racional que o orgulho irracional. De resto como se espera de toda a
atividade filosófica. A edição é das Ed.70.
Muitas das afirmações dos filósofos são polémicas. Todas elas
são, por natureza do saber e conhecimento, arriscadas. E por isso, em regra,
pouco consensuais com a nossa visão comum do mundo e das coisas. Mas será que
entre essas citações não haverão outras ainda mais arriscadas, verdadeiramente
polémicas contrariando-se até a si mesmas? É isso que este livro recém-chegado
ao mercado português promete oferecer, uma boa coleção de citações verdadeiramente
polémicas. Do autor Victor Correia, com edição da Verso da Kapa. Mais informações
AQUI.
À venda nas livrarias a partir do dia 13 deste mês.
A percepção é o modo como tomamos consciência dos objectos, em especial daquilo que nos é dado pelos sentidos. A pergunta que muitos filósofos colocam acerca da percepção é a seguinte: será que o facto de percepcionarmos objectos é suficiente para justificar a existência desses objectos fora da nossa consciência? A distinção entre aparência e realidade parece indicar que há diferença entre aquilo que as coisas são e a maneira como tomamos consciência delas, isto é, a maneira como as percepcionamos. O modo como funciona a percepção dá lugar a grandes disputas filosóficas e é um tema central nas discussões acerca da natureza do conhecimento. Há três grandes teorias da percepção, com diferentes implicações em termos epistemológicos: o realismo directo, o realismo representativo e o idealismo. Ver também realismo crítico e realismo ingénuo. (Aires Almeida)" in. DEFnarede