quinta-feira, 16 de junho de 2016

O exame nacional de filosofia na imprensa, 2016



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Professores aplaudem exame de Filosofia

A prova foi realizada nesta quarta-feira por 14.313 alunos.
O exame de Filosofia foi reintroduzido em 2012 RUI GAUDÊNCIO
O exame de Filosofia do 11.º ano, realizado nesta quarta-feira, mereceu aplausos da parte de professores da disciplina. “Faço uma apreciação francamente positiva do exame. É uma prova cientificamente rigorosa, além de equilibrada no nível de dificuldade”, referiu ao PÚBLICO o dirigente da Sociedade Portuguesa de Filosofia, Pedro Galvão.
“De um modo geral, o exame está cada vez mais afinado, o que justifica a minha crença de que é necessária experiência de exame para o tornar cada vez mais adequado. E a Filosofia sofreu bastante com as experiências dos anos em que o exame esteve suspenso”, acrescenta o professor do ensino secundário, Rolando Almeida.
Este exame foi reintroduzido em 2012, depois de uma supressão de quatro anos, e figura já entre os oito mais concorridos do ensino secundário. Na quarta-feira foi realizado por 14.313 alunos. Estavam inscritos 15.886.
Entre os aspectos positivos do exame, Pedro Galvão destaca “a introdução de uma questão que leva os alunos a relacionar autores estudados em parte diferentes do programa, Descartes e Popper”: “Foi uma boa ideia, até porque é preciso evitar que o exame se torne repetitivo e previsível.”
Rolando Almeida, que é também autor do blogue A Filosofia no Ensino Secundário, diz que o exame foi “adequado, sem as ambiguidades maiores de outrora e mais centrado no que deve ser o ensino” da disciplina. “E isto é, por si só, uma boa notícia, pois quer dizer que o ensino da Filosofia tem mudado para melhor”, conclui.
A disciplina de Filosofia, que integra a componente geral do currículo do ensino secundário, é obrigatória para todos os alunos do 10.º e 11.º ano, mas a realização do exame é opcional."

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Exame Nacional de Filosofia, 2016

Acabei de colocar na aba "Exames" deste blogue as versões 1 e 2 e critérios de correção do exame de 2016.


Chegaram as férias

Chegaram as férias (para quem tem exames ainda faltam mais umas semanas). É uma boa altura para fazer descobertas fora da escola. Deixo então aqui algumas sugestões de músicas, filmes e livros.

Para ouvir:
Benjamin Clementine

Este músico foi descoberto a tocar nas ruas da capital francesa, Paris. Tem uma voz muito sensual e composições complexas, mas ao mesmo tempo de uma beleza contagiante.



Os Radiohead são uma banda inglesa com uma carreira já longa. Este ano regressaram com este novo disco. Vale a pena descobri-los. A sua música é acessível, mas ao mesmo tempo conserva traços de mistério o que suscita uma sensação de agradável permanente descoberta. O disco chama-se "A moon shaped pool".



Os Velvet Underground são uma banda americana dos anos 60. No entanto não perderam qualidade com o tempo. Este disco parece que foi gravado ontem. A voz feminina no disco é da Nico, uma modelo que teve um final trágico morrendo num acidente de bicicleta. Da banda dois talentos fizeram história, Lou Reed e John Cale. O disco apresentou ao mundo uma capa original do artista da pop art Andy Wharhol. E não, não é a banana da Madeira.

Para ler:


Este livro é marcante. E visionário. Uma aventura que dá que pensar e que usamos ocasionalmente nas nossas aulas. O Admirável mundo novo, de Aldous Huxley.


Um livro de filosofia que tem a vantagem de ser de dois autores portugueses, um deles professor no ensino secundário, Aires Almeida e Desidério Murcho. Está organizado por áreas e problemas da filosofia e segue muito de perto o programa de filosofia do ensino secundário para o 10º e 11º anos. Uma boa oportunidade de conhecer melhor esta disciplina e ao mesmo tempo estudar à margem das prescrições nas aulas. 

Para visitar:



A ilha da Madeira não tem muitas praias de areia. Mas é compensada pela temperatura das águas e em qualquer lugar podemos mergulhar em águas límpidas. O verão proporciona tempo para idas ao mar, especialmente a estudantes. Mas nem só de mergulhos se constrói bem o tempo livre. Por isso sugiro uma ida ao Centro de Arte Contemporânea da Madeira, Casa das Mudas, na Calheta. A exposição abre-nos ao contacto com algumas obras de arte contemporânea. Vale pelo conhecimento e sobretudo pela perplexidade com que vemos dentro de uma galeria determinadas obras de arte. 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Capitalismo ou Socialismo? Qual o melhor ismo?

Qual a forma mais justa para distribuir os bens numa determinada sociedade? Será o socialismo uma boa resposta? Ou o capitalismo responde de forma mais eficaz ao problema? As respostas a este problema de filosofia política são ensaiadas nestes belíssimos livros da secção Política da Filosofia Aberta da Gradiva, publicados este ano.



terça-feira, 7 de junho de 2016

segunda-feira, 6 de junho de 2016

10º40, 2015-16, Escola Secundária Jaime Moniz, ilha da Madeira

O 10º40 é o melhor contra exemplo de que as humanidades não recrutam os melhores. São bons estudantes e proporcionaram momentos de aula muito intensos. 

10º43, 2015-16, Escola Secundária Jaime Moniz, ilha da Madeira

O dia estava cinzento, mas estes miúdos e miúdas não são nada cinzentos. Bem pelo contrário. São animados e entusiastas. Foram bem comportados e amigos. É assim mesmo.

10º31, 2015-16, Escola Secundária Jaime Moniz, ilha da Madeira


Estes futuros gestores e economistas tiveram um arranque algo agitado. Mas souberam responder aos desafios. Foram dedicados e esforçados.


sábado, 4 de junho de 2016

10º15 - 2015/16 - Escola Secundária Jaime Moniz, Funchal, ilha da Madeira

Como é hábito desde há uns anos publico aqui uma foto de “família” dos miúdos e miúdas que entraram na discussão dos argumentos dos filósofos e começaram a criar os seus próprios no 10º ano. Este ano começo pelo 10º15. É uma turma de Ciências e Tecnologias. Começou por ser uma turma de cerca de 25 alunos, mas muitos fugiram para as humanidades sendo uma das razões a fuga à matemática. O que é uma pena em todos sentidos. Esta turma proporcionou excelentes debates filosóficos. Da turma recordo o seguinte: nas aulas em que usei powerpoint, praticamente todos os meus slides começam com o primeiro onde nele coloco uma questão: será que o livre arbítrio verdadeiro? Todas as nossas ações são livres? Uma ação é o mesmo que um acontecimento? O que é uma ação moralmente correta? Podemos encontrar determinações morais objetivas? O que é a verdade? Será que o que pensamos ser verdade é mesmo a verdade? Será que a ética determina o direito? Podem os valores ser objetivos? Será que uma distribuição igualitária da riqueza é politicamente e moralmente justificável?

Desta turma recordo uma quantidade razoável de aulas em que não passamos do 1º slide. Isto porque quando uso o powerpoint vou mais cedo para a sala de aula a fim de preparar o material. Assim que os alunos entravam, alguns olhavam a tela e disparavam logo ensaios de respostas. Eram e são as suas teorias. No limite muitos deles roçavam o que eu queria ensinar. Assim deu gosto. Obrigado.