sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Vampiros especistas
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Dia mundial da filosofia
AQUI.
domingo, 15 de novembro de 2009
Filosofia e metodologia
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Finalmente já o temos
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Instrumentalização ideológica
Fico por isso sempre desconfiado sempre que se instrumentaliza o ensino. Do meu ponto de vista, a razão de ser do ensino é o valor intrínseco do que é ensinado. É importante ensinar filosofia, música, biologia, história, arqueologia, engenharia, e tudo o mais, porque essas coisas são importantes e porque muitos alunos têm talento para essas coisas e não o descobrirão se não contactarem com essas coisas na escola. Que essas coisas têm, depois, por vezes, aplicações sociais importantes é óbvio; queremos ter médicos competentes, e políticos, e engenheiros. Mas estaremos a construir sociedades totalitaristas se só houver competência técnica, mas não houver autonomia intelectual. Se das escolas saírem autómatos que sabem repetir, mas não pensar. Que são incapazes de pôr em causa, por si mesmos, as ideias feitas da sua sociedade, partido, religião, classe social ou etnia. Que só sabem repetir fórmulas matemáticas ou da biologia, teses filosóficas ou históricas, ideias sociológicas ou económicas, sendo totalmente incapazes de as pôr em causa.
Desidério Murcho, in. http://criticanarede.com/html/autonomia.html
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Lógica em discussão
A Unidade I&D Lif - Linguagem, Interpretação e Filosofia (Universidade
de Coimbra) vai promover um colóquio internacional subordinado ao tema:
O Lugar da Lógica e da Argumentação nos Programas de Filosofia do
Ensino Secundário
Este decorrerá a 4 e 5 de Dezembro na Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra:
Consulte o Programa:
http://www1.ci.uc.pt/lif/UserFiles/Image/prog_c.pdf
A Inscrição é gratuita e está disponível on-line:
http://www1.ci.uc.pt/lif/UserFiles/Image/ficha.pdf
Não aprecio de todo o programa, mas aprecio e muito a iniciativa. Creio até ser algo urgente a discussão do que se deve e como se deve ensinar na e com a lógica nos programas de filosofia do ensino secundário. E, já agora, deixo aqui a minha sugestão:
- Eliminar definitivamente a lógica aristotélica. Não faz qualquer sentido ensinar uma lógica que tem um âmbito de aplicação muito reduzido quando temos já disponível uma lógica com um âmbito de aplicação muito mais alargado e completa. A lógica aristotélica só tem interesse como história da lógica e não faz qualquer sentido ensiná-la no secundário.
- A lógica, enquanto ferramenta do pensamento crítico, deve ser ensinada no início do percurso e não a meio, pelo que me parece correcta a ideia de a introduzir logo no 10º ano e não no 11º ano.
- Os conteúdos principais a ensinar, seriam: distinção entre argumentos dedutivos e não dedutivos, validade, verdade, inspectores de circunstâncias, negação de proposições, argumentos sólidos e cogentes. Creio também ser necessário ensinar já nesta fase os testes de derivadas.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Snobismo
Publiquei na Crítica um pequeno artigo onde exponho a minha crítica aos snobes e ao prejuízo que trazem para a filosofia.
domingo, 1 de novembro de 2009
António Sérgio
Apesar de nada ter a ver com a filosofia e a minha formação em filosofia, não podia deixar em claro o meu pesar sobre o desaparecimento de António Sérgio, um dos homens que, mesmo sem o saber, mais influenciou a minha vida pessoal. António Sérgio foi singular na forma como divulgou as músicas alternativas e o rock mais marginal em Portugal. Ainda hoje guardo gravações que fazia em cassete, quando tinha apenas 15 anos, do mítico Som da Frente, um dos muitos programas que manteve activo na Rádio Comercial de então. Pelas mãos dele conheci discos tão cheios de arte como, só para citar de cor, American Music Club, california, Spaceman 3, Playing with fire, My Bloody Valentine, isn`t anything, entre centenas de outros. No tempo em que a internet e a difusão do conhecimento de massas era uma utopia, foi António Sérgio quem diariamente me trouxe novidades musicais. Cada música divulgada é um pedaço de prazer tão elevado que só tenho mesmo que guardar uma imensa admiração por este homem e pelo trabalho de divulgação que deixou.
sábado, 31 de outubro de 2009
Confusões e ridículo no ensino
A burocracia que tem assolado o sistema de ensino é no mínimo caricata. De um ano para outro passei a ver os professores preocupados com burocracia e pouco com o miolo das aulas, que é prepararem as lições. Tenho-me deparado com situações caricatas. Vou aqui dar um pequeno exemplo. Para leccionar uma turma (vou pegar no exemplo de uma turma de cidadania, nos cefs) pedem-me 3 tipos de planificação: uma anual, uma trimestral e uma aula a aula. Concentremo-nos agora na planificação anual e trimestral. Em primeiro lugar temos de definir para que serve uma planificação e de modo muito simples ela serve para guia das aulas do professor, isto é, é pela leitura da planificação que o professor pode saber quantas aulas tem para a unidade X, que recursos tem e que estratégias pode aplicar. Logo à partida, para um sistema de ensino que se pretende contextualizado a diferentes realidades, uma planificação aparece como castradora. Mas não vou pegar por aqui. Afinal uma planificação é um conjunto de intenções que deve ser flexível, simples e aplicável. O professor para planificar uma aula tem de ter à sua frente os materiais (que pode ser o manual, por exemplo) e a planificação. Se tem uma planificação anual e uma outra trimestral, com qual planificação deve o professor trabalhar? Supostamente qualquer planificação tem de mencionar pelo menos dois pontos na tabela: os tempos e os conteúdos. Nesse caso tanto a planificação anual como a trimestral, que as escolas parecem cada vez mais apostadas em exigir, dizem exactamente o mesmo. Então para que se quer uma planificação trimestral? Não bastaria a anual? Além do mais sejamos práticos e simples a pensar. Um professor vai preparar uma aula. Senta-se, abre o manual, faz pesquisa na sua biblioteca pessoal e depois enfrenta 3 planificações. Para qual olha? Seja qual for a sua opção uma coisa é certa: das 3 planificações vai ter de ignorar duas. Nesse caso para que servem tantas planificações? Para nada, rigorosamente nada. Serve para fazer arquivo, aumentar dispêndio de recursos e apresentar produtividade zero. Mas há ainda um aspecto curioso a considerar: o próprio Ministério da Educação tutela e produz os programas. Os programas contêm já uma planificação. Ou seja, a conta é simples: o professor tem a planificação que consta no programa, mais 3 planificações que o grupo disciplinar produz. Para quê tanta planificação? Qual é o objectivo de tanta planificação?
Mas vamos ainda mais longe: uma das coisas que a planificação anual pode conter é precisamente a divisão dos conteúdos por períodos. Nos programas oficiais essa divisão já está feita. Ou seja, se esta divisão está já feita nos planos anuais, qual o sentido de impor planificações trimestrais? A realidade é que não existe qualquer diferença substancial entre uma planificação anual e uma trimestral. 3 planificações trimestrais fazem uma anual e esta é uma conta que qualquer criança é perfeitamente capaz de realizar. Não se percebe então o que se passa na cabeça das pessoas que são mais papistas que o papa e pedem planificações anuais e trimestrais. Isto é realmente brincar ao trabalho e não trabalho efectivo e real.
E isto para não pegar no facto de muitas planificações anuais terem mais de 20 páginas. Ou seja, são feitas para inglês ver já que são tudo menos práticas e úteis. E é triste perceber que se perde tanta energia nestas tarefas burocráticas quando depois este material vai direito para o lixo. Pior que isto não conheço. Se algum colega leitor tiver melhor explicação que a minha, agradeço que a deixe na caixa de comentários.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Freedom of speech
Publiquei um texto sobre a liberdade de expressão aplicada ao caso do último livro de Saramago no blog da Crítica. Ler AQUI.

