quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Caça ao tesouro no espaço

Digitalizar0001 Há uns tempos registei AQUI a publicação de um romance escrito para crianças, mas podendo ser lido por adultos, de Lucy & Stephen Hawking. Saiu este mês, pela Editorial Presença o seguimento desse romance. Já o tenho aí em lista de espera, já que gostei muito do primeiro volume e gosto particularmente deste tipo de livros de divulgação científica. Na filosofia temos algo muito parecido, os Philosohy Files de Stephen Law, que aguarda ainda tradução.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Moralidade e limpeza da escola

O leitor e colega Daniel enviou um link para um video que dá que pensar. Nele vemos jovens estudantes que após as aulas, limpam a escola e a sala de aulas. Para nós esta realidade é estranha, mas pensemos lá um pouco. Como pais investimos muito a ensinar os nossos filhos a arrumar e limpar aquilo que sujam e desarrumam. Mas fora de casa, esse hábito não é continuado e rapidamente os mais pequenos aprendem que podem sujar à vontade que há sempre quem limpe por eles. Será que o hábito dos japoneses é moralmente aceitável ou condenável? Será que se também na escola ensinarmos as crianças, desde pequeninas, a arrumar e limpar o que sujam não estamos a responsabilizá-los e a respeitar os outros? Fica o video.


Indispensáveis

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Para a reentré 2009-2010, é impensável não ter estas ferramentas de trabalho à mão.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

E já agora…

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Sempre apreciei ideias simples e com bom gosto. Esta t-shirt, em tamanhos para crianças e adultos pode ser adquirida a partir de AQUI.

Filosofia para crianças

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Pais avaliam escolas no i: Ensino está demasiado fácil

O ensino nas escolas está demasiado fácil e os últimos quatro anos acentuaram o problema. Para a maioria dos 45 pais ouvidos pelo i, os problemas pioraram com a crispação entre professores e Governo, que criou instabilidade nas escolas. E dão exemplos "O estatuto do aluno é um desastre e uma ofensa aos alunos cumpridores. Valores e atitudes como o trabalho, o mérito, a assiduidade, o comportamento, a aprendizagem, o conhecimento, foram postos em causa e de repente considerados antiquados e conservadores", diz Manuel Marques, economista nas Caldas da Rainha, pai de um aluno matriculado no 8º ano. "O estatuto do aluno privilegia o facilitismo e desresponsabiliza os alunos", acrescenta Maria José Viseu, presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE). "Esta norma de os alunos não poderem reprovar até ao 10º ano é um verdadeiro disparate. Desmotivador para alunos, pais e professores. O que sente um professor quando no 9º ano encontra um aluno que nem sabe conjugar os verbos?", questiona Maria Castelo Branco, 53 anos, mãe do Gonçalo, que vai frequentar o 10º ano. "A exigência académica é cada vez menor", remata Teresa dos Santos Paiva, mãe de um aluno do 10º ano e de duas filhas gémeas no 6º ano, que logo a seguir dispara contra um regime de faltas pouco rigoroso e que iliba os mais faltosos: "Os mais espertos olham para o regime de faltas como uma brincadeira. De que serve dizer-se que os alunos não podem faltar se sabem que estudam um pouco, fazem um teste de recuperação e já está, voltam a ficar sem faltas ou com elas todas justificadas?" LER O RESTO

 

 

Afinal parece que há mais pessoas quem pensam que uma boa reforma de ensino começa pela reforma curricular bem feita, isto é, dotar os programas de conteúdos claros, plausíveis e rigorosos, isto mesmo antes de qualquer estatuto do aluno ou reforma de corte nos vencimentos dos profissionais da educação. Recentemente quando defendi isto no blog SIMPLEX, Porfírio Silva acusou-me de ter a verdade na mão. Não estou certo se a acusação resultou do tom como o disse ou do que disse. Mas fico mais descansado de saber que há mais pessoas a partilhar da mesma ideia. É confortável, pelo menos.

Fazer filosofia é o mesmo que estrelar um ovo?

bolsa_ovo_estrelado Um dos argumentos mais frequentes para colocar a filosofia em causa é que, em filosofia, raramente a palavra conduz à acção. Trata-se de algo muito abstracto sem consequências práticas. Esta tese não é válida para qualquer saber. Mas supondo que seria uma tese assente em premissas verdadeiras, em que é que a filosofia seria diferente da política quando nela observamos que a palavra não conduz à acção? Da gestão quando observamos buracos financeiros em inúmeras obras feitas? Da economia quando as previsões falhadas se acumulam às centenas? Do Direito quando a justiça mal funciona? Da ciência quando em 100 hipóteses somente uma estará correcta? Afinal quando se diz que a filosofia é aborrecida pois não tem nada a ver com a realidade concreta das coisas, está provavelmente a dizer-se uma trivialidade. A mim parece-me que defender que a filosofia é pouco prática, resulta de preconceito. Bem, mas é bom admitir que em filosofia não se estrelam ovos. Mas não se estrelam ovos em todas as actividades que não sejam realmente o episódio de estrelar um ovo.

domingo, 6 de setembro de 2009

Divulgação

Do cartaz, destaco a presença de Ernest Sosa.

 

cartaz

A escola das competências

A revista Notícias Magazine, do Diário de Notícias, edição de hoje, traz uma entrevista a João Costa, investigador e professor universitário em linguística. Nunca ouvi falar neste nome, mas é o convidado para falar em educação. Refere o suposto especialista desconhecido:

“Queremos uma escola onde os alunos apenas aprendam conteúdos enciclopédicas ou onde se faz educação e se desenvolvam competências?”

É claro que queremos uma escola onde os alunos aprendam que se estiverem demasiado tempo sentados na sanita de uma casa de banho pública depois de defecarem sem puxar o autoclismo, quem usa a seguir a casa de banho vai sentir-se incomodado com o cheiro. É claro que queremos uma escola onde os alunos aprendam a respeitar os outros. Mas a pergunta que deixo de imediato ao suposto especialista é: E como é que ele desenvolveu as suas competências sem os conteúdos “enciclopédicos”? O discurso do suposto especialista é o que hoje em dia reina na moda que reflecte o desprezo pelos conteúdos, pelo conhecimento. Claro que ninguém assume isto directamente. Mas se não desprezam os conteúdos por que razão estes especialistas cometem logo a falácia do falso dilema? Ou temos uma escola que ensino conteúdos, ou temos uma escola que só ensina competências. Ora bolas, será que estes especialistas não percebem de uma vez por todas que o problema não são os conteúdos mas a forma como os mesmos são expostos e ensinados? Será que estes especialistas não percebem que o que há que reformar é precisamente os programas que estão esvaziados de conteúdos? E será que estes especialistas não percebem que esse esvaziamento de conteúdos é que tem sido responsável pela desmotivação da escola? O próprio mercado de trabalho nem sempre valoriza quem tem habilitações académicas pois não conseguem sequer distinguir entre quem tem o 12º ano e o 9º ano, já que parece que ao nível de conhecimentos a pessoa que tem o 12º ano parece numa grande parte dos casos estar ao mesmo nível da que tem o 9º.

O especialista João Costa muitas vezes ao longo da entrevista dá passos mais brandos, mas neste momento seria importante que um especialista desse mais importância e relevo nas suas declarações públicas ao papel decisivo que um ensino com valor e rigor tem no desenvolvimento de competências. Querer ensinar um aluno a ser carpinteiro sem saber matemática é realmente tão vazio como lhe atirar para cima a matemática sem lhe desenvolver capacidades críticas de raciocínio. Mas este discurso é só o resultado da educação romântica . A qualidade do ensino e o desenvolvimento de competências não se faz à margem dos conteúdos “enciclopédicos”. A ciência e o conhecimento em geral são património de todos e não faz qualquer sentido que a escola parta do princípio que há uma larga franja da sua população que não está habilitada para conhecer o seu património. Essa sim é uma escola que falha. Mas por cá chama-se a essa escola, a Escola das Oportunidades.

Russell no universo da BD


É curioso saber do sucesso popular de uma figura como Bertrand Russell, agora presente nas histórias de quadradinhos, BD. É talvez uma boa forma de fazer o público da BD entrar no pensamento de Russell e do mundo da filosofia. Ver mais AQUI. A obra tem um títule engraçado, de sintese. Chama-se Logicomix.